Crítica 3 | Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

Por Janaina Pereira

Quando Steven Spielberg apareceu com seu ‘Jurassic Park – então ainda chamado de Parque dos Dinossauros entre os brasileiros – em 1993, o cinema de entretenimento ganhava uma nova dimensão. A recriação impressionante dos dinossauros, os efeitos especiais inovadores e o roteiro (baseado no livro de Michael Crichton) sobre um parque com aqueles que foram extintos a tantos séculos marcaram uma geração. Até hoje é possível ouvir histórias de crianças e adolescentes dos anos 1990 que sonhavam ser paleontólogo. Dois outros filmes se seguiram – em 1997 e 2001 – e só agora um novo longa da franquia está sendo lançado. Para velhos e novos fãs, eis que surge ‘Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros’, que estreia nesta quinta (11).

O novo longa é totalmente influenciado pelo primeiro filme, o que por si só já garante a nostalgia dos adultos que forem assisti-lo. Para uma nova geração, será a descoberta (assustadora, mas divertida) de todo o potencial dos dinossauros de Spielberg – agora apenas produtor. A direção ficou com o desconhecido Colin Trevorrow, que apenas dá um ritmo mais acelerado para a repaginada trama.

Com as novas tecnologias, ‘Jurassic World’ é, à primeira vista, um espetáculo visual de tirar o fôlego. São sequências impressionantes, muita ação, e todos os clichês possíveis: desde o mocinho bronco, mas de bom coração, até a mocinha dondoca, mas pronta para a aventura sem desmanchar a escova. Para conquistar uma nova geração, saem Sam Neil e Laura Dern – o casal protagonista do original de 1993 – e entram Chris Pratt (com visual a la Indiana Jones, já preparando o público para a retomada de outra franquia de sucesso de Spielberg) e Bryce Dallas Howard, que causa comoção no público feminino ao passar boa parte do filme correndo de salto alto e figurino branco praticamente intocável. Isso sem falar no cabelo que só dá uma bagunçadinha na reta final.

Dito isso, vamos à trama: na ilha Nublar, finalmente o sonhado Parque dos Dinossauros está aberto e é um sucesso. Mas, para manter a atenção do público, é preciso sempre ter novas atrações, e a equipe de geneticistas comandada pelo Dr. Henry Wu ( B.D.Wong) passa a fazer experiências genéticas, criando novas espécies. Um desses ‘novos dinossauros’ é Indominus Rex, que mistura o DNA de vários dinossauros. Desde o princípio Indominus parece ter um instinto mais perverso que os demais, o que leva Simon Masrani (Irrfan Khan), o novo dono do parque, a pedir que Owen Grady (Chris Patt), um ex-militar que reside na ilha e estuda os velociraptors, investigue se o local de exibição do novo dinossauro é seguro.

Grady, que de cara mostra uma relação de amor e ódio com Claire (Bryce Dallas Howard), a chefe de operações do parque, logo percebe que as coisas não estão nada tranquilas por ali, e uma série de situações leva pânico ao local, colocando em risco a vida dos sobrinhos de Claire (Nick Robinson e Ty Simpkins) e de todos os visitantes.

É bem interessante como o filme mostra o instinto predador do ser humano, em cenas em que o público delira ao ver uma das atrações do parque: dinossauros fazendo suas refeições – é, comendo os animais. Mas legal mesmo são as cenas que resgatam o primeiro filme, com o famoso jipe e até o logo do Jurassic Park em destaque. Ou quando nos deparamos com o dinossauro-mor dos longas anteriores, T-Rex, tentando salvar o território e mostrando quem é que manda naquele parque.

No final das contas, ‘Jurassic World’ é uma grande aventura bem no estilo de Steven Spielberg, que soube usar os melhores recursos para fazer um filme ainda mais eletrizante do que o original. Então se você esquecer os clichês, vai se divertir como se fosse a primeira vez nesse parque.

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Jane Santos

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