A Bruxa de Blair‘ (1999) se tornou um clássico cult do terror ao longo dos anos pelo fato de ser promovido como uma história real, o que acabou sendo desmascarado mais tarde.

Por conta disso, a sequência lançada no seguinte não conseguiu alcançar o mesmo status e passou despercebida.

Escrita e dirigida por Joe Berlinger com o subtítulo ‘O Livro das Sombras‘, a continuação conseguiu acumular US$ 47,7 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 15 milhões.

No entanto, registrou apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes.



Durante uma entrevista para o Comic Book, Berlinger disse que a culpa foi do estúdio Artisan por promover o original como uma história real, o que contrariou as expectativas pela sequência.

“Como um documentarista e provedor da realidade, eu me preocupava com o fato do estúdio Artisan enganando as pessoas com aquela mentira [que o filme era baseado em fatos]. Nenhum representante da mídia analisou o lado negativo de propagar essa fake news. Foi uma fraude publicitária que impulsionou a bilheteria do filme, mas ninguém pensou: ‘Enganar as pessoas pode ter consequências perigosas’.”

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Ele continuou, dizendo que os fãs ficaram tão apegados à mentira que não aceitavam a verdade exibida na sequência:

“É por isso que fiz a sequência do jeito que fiz, eu queria incluir uma reflexão sobre isso [sobre enganar o público]. Em vez de fazer uma sequência para o filme real, eu queria fazer uma sequência sobre o que era o fenômeno em torno do sucesso do original e por que as pessoas se recusavam a acreditar que não era verdade, apesar das provas diante de seus olhos. “



A verdade é que Berlinger só aceitou trabalhar na sequência para mostrar ao público como é desonesto divulgar uma ficção como uma história real, mas percebeu que o público se acostumou com a ideia criada no original.

“Eu devia saber que fazer um filme com o título ‘A Bruxa de Blair‘ criaria atrito com o público. Acontece que as pessoas não respeitaram [a minha ideia] e só queriam ser alimentadas com mais mentiras.”

Vale lembrar que a franquia ganhou um novo filme dirigido por Adam Wingard (‘Death Note‘) em 2016, com o mesmo título do original.

Apesar da tentativa de reviver a franquia, o longa também foi bastante criticado e registrou míseros 37% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

Ainda assim, arrecadou US$ 45 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de apenas US$ 05 milhões.

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