‘A Pequena Sereia’: Halle Bailey afirma que papel de Ariel “foi libertador”, apesar das críticas


A atriz e cantora Halle Bailey, que interpretou a protagonista Ariel no live-action de A Pequena Sereia, revisitou recentemente os desafios de assumir o papel. Em entrevista à Variety, a artista comentou como lidou com a onda de críticas e o debate sobre a mudança de etnia da personagem, originalmente retratada como branca na animação de 1989.

Bailey destacou que, apesar das adversidades, o projeto foi uma jornada de autodescoberta:

“Como eu explico isso. Na verdade, foi libertador estar no meio dessa conversa em que tantas opiniões diferentes surgiam, e eram tão opostas entre si… Eu me sentia como se estivesse me observando dentro de um copo, vendo como as pessoas reagiam a isso… Crescer na indústria pode realmente desenvolver seu senso de identidade e, para mim, isso me mantém com os pés no chão. Sei que para algumas pessoas é o oposto, mas eu sempre penso: ‘Nada disso é real'”, afirmou.

Para manter a saúde mental diante da exposição na indústria, Bailey revelou que busca refúgio na natureza e na valorização das relações pessoais.

“Eu adoro me sentir pequena, perceber que o mundo é tão grande e bonito e que eu sou apenas uma parte minúscula dele. O fato de eu estar aqui é uma bênção, e sou grata [por fazer música e atuar], mas, ao mesmo tempo, isso não é o que mais importa na vida. O que importa é manter os pés no chão e valorizar as pessoas que amamos”, explicou a atriz, ressaltando que o mais importante é valorizar as pessoas próximas.

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Em meio às reações de cunho racista que surgiram na internet, a atriz contou com uma forte rede de apoio de colegas de profissão. Zendaya, Ariana Grande e Rachel Zegler foram citadas como figuras fundamentais nesse período.

“Como mulheres, acho que criamos uma espécie de bolha protetora umas para as outras, especialmente quando vemos uma colega lidando com tantas opiniões. Rachel foi definitivamente uma dessas pessoas. Eu a amo. Todas nós entendemos o quão vulnerável é essa posição e, no fim das contas, somos mulheres jovens… somos inseguras… Eu também sou insegura às vezes, e as opiniões das pessoas podem confundir nossos próprios pensamentos. Por isso é especial ter uma comunidade que está ali para dizer: ‘Você é incrível. Estamos aqui por você'”, destacou.

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Em declarações anteriores à revista The Face, Bailey admitiu que, como uma pessoa negra, a reação negativa não foi uma surpresa absoluta.

“Como uma pessoa negra, você já espera. Isso já não é mais um choque. Quando [Chlöe e eu] assinamos com a Parkwood, a Beyoncé sempre dizia: ‘Eu nunca leio meus comentários. Nunca leia os comentários’. Sinceramente, quando o teaser saiu, eu estava na D23 Expo e estava tão feliz. Não vi nenhuma negatividade. Eu sei que as pessoas dizem: ‘Não é sobre raça’. Mas agora que sou ela… As pessoas não entendem que, quando você é negro, existe toda uma outra comunidade. É tão importante nos vermos representados”, afirmou na época.

Seus avós também desempenharam um papel crucial, compartilhando memórias de discriminação para fortalecer sua determinação.

“Foi algo inspirador e bonito ouvir as palavras de incentivo deles, dizendo: ‘Você não entende o que isso representa para nós, para nossa comunidade, para todas as meninas negras e pardas que vão se ver em você'”, relatou.

A nova versão deA Pequena Sereia está disponível no catálogo do Disney+.

O longa narra a jornada de Ariel, uma sereia de 16 anos que, em busca de conhecer o mundo humano, faz um acordo com a bruxa do mar, Úrsula, para trocar sua cauda por pernas, motivada por sua curiosidade e pelo amor ao Príncipe Eric.

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