Além da Escuridão – Star Trek (2)

Além da Escuridão – Star Trek (2)

Nota:


CONTINUAÇÃO DO REBOOT DE 2009 É UM FILME MAIS DINÂMICO E EMPOLGANTE

A série “Jornada nas Estrelas” nasceu na década de 1960, e entre altos e baixos (que inclui diversos cancelamentos e voltas) viveu para se tornar objeto máximo de culto pelos fãs de ficção científica. O objetivo, no entanto, foi sempre o comentário social da época, transportado sutilmente (às vezes não tão sutil assim) para os problemas de uma sociedade futurista. No fim da década de 1970, a tripulação da nave Enterprise ganhava a tentativa de emplacar no cinema também.

Seguiu com mais cinco exemplares até o início da década de 1990 (dos quais os episódios pares ficaram conhecidos por sua qualidade superior aos episódios ímpares). A Nova Geração assumia também os filmes a partir de 1994, e seguia até 2002. Era a hora de “Jornada nas Estrelas”, agora conhecido internacionalmente como “Star Trek” (assim como “Star Wars”), receber uma espécie de refilmagem, na esperança de capturar toda uma nova legião de fãs.

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E para a quase impossível missão, os produtores da série contrataram o cineasta J. J. Abrams, vindo de séries de TV chamativas, como “Lost”. O reboot, com as novas caras da velha e conhecida tripulação, foi um sucesso de crítica e público (tanto os antigos quanto os novos). E assim, uma continuação era mais do que esperada. Chegando quatro anos depois, “Além da Escuridão” talvez não seja um filme cem por cento melhor do que seu predecessor, mas é uma aventura mais dinâmica e empolgante, que consegue de forma mais satisfatória realizar a façanha de atrair os não escolados.

A aventura começa com a equipe da Enterprise numa missão. Em um planeta inóspito, Kirk (Chris Pine, de “Guerra é Guerra”) e Magro (Karl Urban, de “Dredd”) fogem de uma tribo de nativos do planeta, similares a aborígenes com armas rudimentares. Ao mesmo tempo, os outros membros tentam colocar Spock dentro de um vulcão ativo a fim de extrair a ameaça para os habitantes do planeta.

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Já nessa primeira cena grandiosa, somos emergidos na ação, numa estrutura que ficou conhecida dentro do cinema espetáculo de Hollywood – prender a atenção do espectador nos primeiros minutos com uma chamativa cena de abertura. Mas o fato não é apenas uma peça isolada, e no decorrer repercute seriamente no relacionamento entre Spock e Kirk (peças opostas no mesmo tabuleiro), e entre o vulcano e sua namorada, Uhura (Zoe Saldana, de “As Palavras”). O fato também enfatiza o (ainda) comportamento rebelde de Kirk, que sempre opta por passar por cima das regras e procedimentos.

No entanto, um dos elementos mais legais do novo “Star Trek” é seu vilão. Interpretado por Benedict Cumberbatch (revelação em que todos devem ficar de olho), pouco se sabe sobre o antagonista, e o quanto mais assim permanecer melhor. Resta dizer que o sujeito é insuperável tanto fisicamente quanto intelectualmente, e é apresentado como um ex-membro da tropa estelar.

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Tido como um terrorista, o personagem comete atos bárbaros de genocídio, e termina por tirar a vida de alguém muito próximo a Kirk. A simplicidade da trama, dentro de um universo complexo por si só, faz do novo filme mais acessível para todos os não iniciados. Aqui o que temos é uma história de vingança, tanto da parte de Kirk, como também, em certo nível, do vilão.

Com efeitos visuais impecáveis e um eficiente 3D, o diretor J.J. Abrams e seus usuais roteiristas colaboradores bolam cenas eletrizantes, como o lançamento de Kirk ao lado do vilão no espaço, viajando apenas com o corpo e seus trajes, como mísseis disparados, até outra nave. “Star TrekAlém da Escuridão” é um dos melhores blockbusters de 2013, e entrega exatamente o que os fãs querem, sem alienar novos adeptos.



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