Allison Williams, de ‘M3GAN 2.0’, reflete sobre o avanço da IA no cinema: “Nossas falhas nos dão esperança”

Allison Williams, estrela de ‘M3GAN 2.0’, falou recentemente sobre o crescente uso de inteligência artificial (IA) no cinema, um assunto que tem gerado debates acalorados na indústria.

Segundo a Variety, a atriz do sucesso de terror, que ironicamente aborda o crescimento da inteligência artificial, expressou sua visão sobre o tema:

“Eu deveria ter uma resposta perfeita para isso, porque sei que vou ser perguntada muitas vezes, mas a verdade é que… eu não sei. Está acontecendo neste exato momento. Já é tudo muito nebuloso. O que eu ainda não sinto que as máquinas conseguiram replicar totalmente, e isso pode soar tautológico, mas acho que não é, é a humanidade. Eu estou contando com o fato de que as máquinas ainda não conseguem fazer uma boa imitação do que é me assistir na tela, com todas as minhas imperfeições. Elas fariam uma imitação tão boa que entregariam uma performance perfeita demais, e isso talvez não parecesse humano, talvez parecesse menos acessível”, afirmou.

Williams continuou, destacando a singularidade da criatividade humana: “Eu estou apostando no fato de que nós, como criativos, ainda temos algo a oferecer que [a IA] não consegue, pelo menos ainda não. E eu digo “ainda” porque a vida é longa. Alguns dos filmes que a inteligência artificial já é capaz de montar instantaneamente são de tirar o fôlego e incrivelmente perturbadores. Mas os humanos são uma espécie muito específica, porque somos todos profundamente falhos. E acho que um modelo que está aprendendo a cada segundo, iterando, ficando mais inteligente, melhor e mais preciso, vai ter dificuldades para replicar o erro humano pelo qual somos tão conhecidos. Ironia do destino: são justamente as nossas falhas como espécie que me dão esperança de que será bastante difícil nos substituir com máquinas quando se trata de trabalhos criativos”.

A atriz concluiu com um tom bem-humorado, mas com uma mensagem séria: “A gente vai ter que encontrar nosso caminho nisso tudo e tentar manter o foco no que importa, garantir que a humanidade receba a maior parte da nossa atenção e que sejamos bons guardiões dos algoritmos que colocamos no mundo. Eu já sou uma atriz mulher. A gente tem prazo de validade, famosamente. (risos) Não deixem as máquinas virem atrás de mim primeiro!”.

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

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José Guilherme
José Guilherme
José Guilherme é jornalista formado e apaixonado por boas histórias desde a infância. Atua na cobertura de cultura desde 2023, com foco em cinema, séries e animes. Entusiasta do audiovisual, também valoriza boas conversas tanto quanto grandes narrativas.