Quem nunca viveu a dor e a delícia de um primeiro amor? Aquela sensação gostosa de quando vê a pessoa amada pela primeira vez, do primeiro beijo, da necessidade imensa de encontrar e estar junto o tempo todo… o primeiro amor é aquela montanha russa de sensações, onde um simples “oi” é motivo para festa ou um telefonema não atendido é desculpa para o mais profundo dos choros.

 


Escalado por ter participado de dois grandes filmes de amor, “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol”, Ethan Hawke (de “Dia de Treinamento”), dirige esta adaptação do livro The Hottest State, de sua autoria. Com segurança absoluta do que quer mostrar na tela, Ethan nos presenteia com o que talvez possa ser o mais belo filme de amor destes anos 2000. “Um Amor Jovem” não é amor demasiadamente romântico, meloso… tampouco é aquele amor carnal, semi-pornográfico… é um amor comum, corriqueiro, daqueles que todos nós já vivemos, sofremos e fizemos sofrer.

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William Harding (Mark Webber) é um jovem ator que, em uma boate, conhece Sarah (Catalina Sandino Moreno, de “Maria Cheia de Graça”), aspirante à cantora recém chegada na cidade. E à partir daí William e Sarah vivem aquela intensa necessidade de estarem próximos, de se falarem o tempo todo sobre todos os assuntos, de conhecerem diversos lugares, de juntarem seus corpos pelo maior tempo possível. Mesmo distantes em suas personalidades, existem outros fatores que os fazem estar juntos que transcendem qualquer lógica. William é frágil, entrega-se àquele amor. Sarah é fria, um tanto quanto mais sensata. Os dois juntos se completam e descobrem o que pode ser o último amor de cada um. Ou não, pode ser apenas um amor marcante. Afinal, amar é isso, é entrar de cabeça em algo que não se sabe como vai desenrolar.

 

Extremamente à vontade nos papéis, Mark e Catalina nos entregam atuações convincentes e que mostram o quanto estão à vontade em representarem aquilo que eles mesmos podem ter vivido outro dia. Mark consegue fazer de William um personagem sincero, frágil e amável; enquanto Catalina faz de Sarah ser, ao mesmo tempo, fria e amedrontada. Junte à atuação dos dois bons momentos de Ethan Hawke (como o pai de William), Laura Linney (de “A Lula e a Baleia”, como mãe de William), Michelle Williams (de “O Segredo de Brokeback Mountain”, linda) e até mesmo de Sônia Braga (“Olhar de Anjo), como mãe de Sarah.


 

“Um Amor Jovem” não é apenas para os jovens. Talvez seja um filme que se comunique bem com os jovens atualmente, mas não é um filme exclusivo à eles. É um filme para todos que já tiveram 20, 20 e poucos anos e sentiram aquele frio na barriga só de pensar em seu amor. E afinal de contas, tal sensação não é apenas para quem é jovem, certo? Aos 30, 40, 50, 80 anos o amor ainda desperta tal frescor sentimental… apesar do título, é um filme sem idade, atemporal.

 


Ah, atenção para a trilha sonora: Sensacional!


Crítica por:
Rodrigo Henrique Soares Araujo

 


 

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