Sam Raimi já estava fazendo falta no gênero que o consagrou em Hollywood. Desde o fraquinho Homem Aranha 3 que o público aguardava esta produção que em muito promete e traz resultados positivos: cumpre tudo aquilo que seu trailer promete. Arraste-me para o inferno sai do convencional e foge bastante da ânsia de produções ligadas ao universo de refilmagens orientais, o foco dos filmes de terror nos últimos anos.


A trama é a seguinte: Christine Brown (Alison Lohman, excelente) é uma jovem e ambiciosa corretora de empréstimos em Los Angeles. Na companhia do namorado, o charmoso professor Clay Dalton (Justin Long, ótimo), Christine parece levar uma vida tranquila. Isso até o dia em que ela recebe a visita da misteriosa senhora Ganush (Lorna Raver), que chega ao banco onde Christine trabalha para pedir um acréscimo no empréstimo e poder pagar sua casa. Ao negar o pedido, que tinha como objetivo apenas impressionar o chefe, o senhor Jacks (David Paymer), Christine acaba desgraçando a vida da senhora Ganush. A idosa é desapropriada, mas a partir disso irá colocar a vida da jovem Christine diante de uma maldição sobrenatural e desesperadora.

As homenagens aos clássicos de Sam Raimi estão no filme. Algumas cenas são claramente homenagens a Evil Dead (clássico absoluto do gênero) e Uma Noite Alucinante 2 e 3 (sucessos, mas sem o mesmo êxito do primeiro filme). Os efeitos especiais são bem empregados e a forma como o “mal” aparece, algumas vezes beirando a sugestão tornam Arraste-me para o inferno um filme espetacular no que tange o seu roteiro e a sua cuidadosa produção de arte.

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A última produção de êxito sobre maldições ciganas foi lançada nos cinemas em 1995 e obteve sucesso ao lado de Pânico, que estreava e reinava absoluto nos cinemas durante várias semanas. Em A Maldição, um homem atropela um cigano e depois disso é amaldiçoado. Arraste-me para o inferno ainda reserva uma surpresa para o seu final, tornando-o uma produção ainda mais sofisticada. Um dos aspectos mais curiosos do filme esta na sua trilha sonora: a mesma foi produzida na década de 70 originalmente para o clássico O Exorcista, mas ficou de fora da produção. Foi bacana ver Sam Raimi voltando a abraçar as suas raízes e brincar por trás das câmeras.

 


Crítica por:
Leonardo Campos


 

 

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