Com ‘Artificial’, Luca Guadagnino parece ter entregado um de seus projetos mais conectados ao clima atual. O filme propõe um retrato ambicioso do “boom” da inteligência artificial, mergulhando na ascensão da OpenAI e nas complexas personalidades por trás da maior mudança tecnológica do nosso tempo.
De acordo com o World of Reel, embora o longa ainda esteja em fase de edição (a versão exibida possuía cerca de 2h30), as primeiras reações são majoritariamente positivas, descrevendo ‘Artificial’ como “A Rede Social da era da IA”.
Com um orçamento de US$ 40 milhões, a trama foca no choque de egos, em ideias monumentais e na ética questionável de uma indústria que se move em velocidade vertiginosa.
A narrativa é conduzida inicialmente por Ilya Sutskever, interpretado por Yura Borisov, retratado como o idealista da operação. Contudo, o foco transita gradualmente para Sam Altman, vivido por Andrew Garfield. Curiosamente, Garfield, que interpretou Eduardo Saverin em ‘A Rede Social’, entrega uma versão de Altman que começa contida e evolui para uma performance intensa e quase caricatural.
Outros destaques incluem: Cooper Hoffman, elogiado por viver um co-desenvolvedor crucial no segundo ato da trama; Jason Schwartzman, que brilha em uma participação menor como um inovador frustrado e entrega um monólogo impactante sobre os perigos da IA fora de controle; e Ike Barinholtz, intérprete de um Elon Musk excêntrico em uma performance que flerta com o tom satírico de uma esquete cômica.
Diferente de parcerias anteriores com Justin Kuritzkes, Guadagnino colaborou com um roteirista vindo do Saturday Night Live, o que confere ao filme um tom satírico e diálogos densos. Na ausência de Trent Reznor e Atticus Ross, a trilha sonora ficou a cargo de Damon Albarn (Blur/Gorillaz), cuja composição mantém a energia pulsante de um thriller tecnológico e já é um dos pontos mais elogiados da produção.


