Filosofia e religião. Altruísmo e perdão. Alicerçado nesses quatro dogmas do ser humano, Terrence Malick ressurge com um filme surpreendentemente belo e reflexivo que nos da a sensação de que duas horas e vinte dentro do cinema passam voando.
Depois do fiasco de bilheteria de seu último longa, o pretensioso Novo Mundo, de 2005, Malick finalmente parece ter feito as pazes consigo mesmo e se calçou num tema aparentemente simples para, dentro do seu singelo estilo peculiar, se encaixar perfeitamente com sua direção magistral e, claro, com suas famosas marcas registradas: solilóquios, 90% de externas e takes precisos da natureza.

Num tom nostálgico, a história se passa no núcleo de uma família de classe média americana da década de 50 com foco na relação de um pai (Brad Pitt) com seu filho mais velho (Sean Penn, na fase adulta). Na trama, digamos assim, essa relação é desconstruída de forma que podemos ver o seu antes, o durante e o depois. Do Big Bang até o fim dos tempos.


Com uma escassez de diálogos que, quando são ditos, aparecem apenas para pontuar ou salientar uma situação já pré-estabelecida apenas com imagens, o longa é de uma beleza ímpar e com interpretações dignas de reverências. Pitt e Penn estão tirando de letra – com destaque maior para o primeiro. Jessica Chastain, que interpreta a mãe, e os atores mirins que fazem os filhos do casal estão excelentes.
Malick consegue com essa Ávore da Vida (Tree of Life) nos sensibilizar nos levando a questionar com esmero os detalhes de cada ação nossa, seja ela física ou emocional, e sua reverberação que disseca nossa fragilidade como seres humanos.

Aproveite para assistir:

A Árvore da Vida aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma fabulosa viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

 

 

 

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