Final de ano batendo a porta… É hora de conhecer as Melhores Séries de 2019 pelo CinePOP. E podemos dizer que foi um ótimo ano para as séries. Nunca se produziu tantos seriados e a presença de mais “jogadores” na disputa no mundo do streaming elevou bastante o padrão de qualidade. Netflix, Amazon Prime Video e Apple TV+ já mostram sua força no mercado. A Disney Plus também chegou fazendo barulho em 2019, mas só estará disponível no Brasil a partir de 2020. Por causa disso, The Mandalorian não entrou na nossa lista. Desculpa, Baby Yoda.

Vamos então à nossa seleção! Não deixe de comentar o que achou da lista e nos diga qual seria o seu Top 10 de séries em 2019.

 

10) Boneca Russa (Netflix)

Russian Doll (no original) é uma das principais novidades do ano que termina. Criada por Natasha Lyonne, Amy Poehler e Leslye Headland, a série gira em torno de Nadia Vulvokov (Lyonne), uma cínica nova-iorquina que morre em um acidente bizarro na noite em que completa 36 anos. Mas ela não vai para o além ou para o túmulo. Ela ressuscita em um ponto específico na mesma noite. A partir daí, ela cai num jogo de falecimento e ressurreição insano, sempre aprendendo algo a cada vez. Há uma dinâmica meio Feitiço do Tempo, mas Lyonne dá todo um novo frescor à trama. Divertida e envolvente, Boneca Russa vale a maratona. A série já foi renovada para a segunda temporada, e a protagonista já disse que a ideia é encerrar a trama após o terceiro ano.

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9) Sex Education (Netflix)

Uma série que consegue ser divertida, triste, fofa, bizarra e importante ao mesmo tempo. Sex Education foi uma verdadeira sensação em 2019. A série caminha entre clichês e estereótipos de tramas adolescentes do colegial, mas é muito mais ousada, principalmente no campo da representatividade. Ainda que o protagonista seja o tímido garoto branco de sempre, a série é cercada de personagens femininos, negros, gays e trans. Tudo de forma natural e envolvente. A trama acompanha Otis (Asa Butterfield), um garoto que é filho de uma moderna terapista sexual (Gillian Anderson). Aproveitando o conhecimento adquirido em casa, ele passa a consultar seus colegas de escola, mesmo sendo uma pessoa bastante reprimida sexualmente. A segunda temporada estreia já no próximo dia 17 de janeiro.

 

8) Years and Years (HBO)

Uma das séries mais difíceis de assistir do ano. Não por ser ruim, mas pelo contrário. Por ser realista demais. Mesmo avançando anos no futuro, Years and Years investe numa realidade muito próxima da nossa, com políticos demagogos que vendem falsas verdades. A série acompanha a vida de uma família ao longo de muitos anos, retratando um cenário político, social e tecnológico muito próximo do que pode vir a seguir. É uma distopia, mas parece tão próxima que choca o espectador. Ainda assim, uma experiência narrativa especial, que conta com um grande elenco. As veteranas Emma Thompson e Anne Reid são os destaques da produção criada por Russell T Davies.

 

7) Inacreditável (Netflix)

Unbelievable (no original) é uma das série mais relevantes e fortes do ano. A temática é bastante atual e importante, abordando a história de uma jovem garota que denuncia ter sido vítima de um estupro, mas que é desacreditada por parte dos responsáveis pela investigação policial. Não é uma série fácil de assistir, mas bem escrita e envolvente. O elenco traz ótimas atuações de Kaitlyn Dever, Merritt Wever e, principalmente, Toni Collette. Infelizmente, Inacreditável acompanha uma trama que não é nada difícil de acreditar. E são obras como estas que ajudam a contar a história de mulheres vítimas que muitas vezes se calam com medo de serem atacadas ou perseguidas.

 

6) Succession (HBO)

Após uma excelentes primeira temporada em 2018, Succession retornou ainda melhor em seu segundo ano. A série criada por Jesse Armstrong segue contando a fascinante e perturbadora vida da família Roy, gigante no campo da comunicação nos Estados Unidos. Brian Cox, Jeremy Strong, Sarah Snook, Kieran Culkin e Matthew Macfadyen são alguns dos principais membros da disfuncional família. Uma obra sobre cobiça e ganância. Sobre a vontade de se manter no poder. E sobre como os veículos de comunicação são importantes para isso. A terceira temporada estreia em 2020.

 

5) Olhos que Condenam (Netfilx)

Se Years and Years foi difícil de assistir por retratar um futuro que parece muito próximo, Olhos que Condenam é ainda mais brutal, afinal registra um presente que existe. Até por isso, trata-se de uma das séries mais importantes do ano. A série criada e dirigida por Ava DuVernay conta a história real de cinco adolescentes negros que foram presos após uma confusão no Central Park e acusados injustamente por um crime brutal que aconteceu no local. Com apenas quatro episódios, When They See Us (no original) é uma produção importantíssima que mostra as falhas do sistema judicial e investigativo nos Estados Unidos. Embora seja claro que a situação também vale para outros lugares do mundo. Jharrel Jerome recebeu um Emmy de Melhor Ator pelo trabalho na minissérie.

 

4) Euphoria (HBO)

Quando saíram as indicações para o Globo de Ouro 2020, meio mundo questionou: onde diabos está a indicações de Zendaya? E o motivo para tanta revolta foi o incrível trabalho da jovem atriz na primeira temporada de Euphoria. A série da HBO acompanha Rue Bennett (Zendaya), uma garota do colegial que tem problemas sérios de dependência com drogas e medicamentos. Após um período numa clínica de reabilitação, ela retorna ao dia a dia de sua família e escola. A produção é envolvente, original e visualmente atrativa, contando com um belo trabalho de design de produção. O elenco é um destaque à parte. Além da protagonista, temos ótimas atuações dos jovens Jacob Elordi, Barbie Ferreira, Storm Reid, Sydney Sweeney, Hunter Schafer e Maude Apatow.

 

3) Chernobyl (HBO)

Os fãs das séries chegam ao final de 2019 com um maior conhecimento em engenharia nuclear. E a razão para isso é justamente Chernobyl! A minissérie de cinco episódios da HBO tem o mérito de reconstituir com precisão os acontecimentos por trás e imediatamente após o acidente nuclear na usina de Chernobyl. Além de explorar bastante o lado científico, a produção é bem precisa no retrato de toda questão política envolvendo a extinta União Soviética e a tentativa da nação em não admitir seus erros. Criada por Craig Mazin, a minissérie conta com grandes atuações de Jared Harris, Stellan Skarsgard e Emily Watson. Recebeu nada menos que 10 estatuetas do Emmy 2019, incluindo Melhor Minissérie. 

 

2) Watchmen (HBO)

Responsável por algumas das melhores séries nas últimas duas décadas (The Leftovers e Lost), Damon Lindelof é a insana e ousada mente criativa por trás de Watchmen, uma adaptação bem livre da clássica HQ de Alan Moore. Sabendo que seria julgado por sua adaptação, Lindelof oferece ao espectador uma história completamente nova envolvendo o universo criado por Moore. Ao mesmo tempo em que celebra o clássico, oferece algo completamente atual aos dias de hoje. E que não soa em nenhum momento requentado. Uma obra de muito frescor num cenário desgastado por infinitas adaptações dos quadrinhos, no cinema e na TV. E conta com a vencedora do Oscar Regina King em atuação marcante. Jeremy Irons, Jean Smart e Tim Blake Nelson também estão no elenco principal. 

 

1) Fleabag (Amazon Prime Video)

Não há muito espaço para debates, o ano foi dela: Phoebe Waller-Bridge. Ela é a criadora e protagonista de Fleabag, série da Amazon Prime Video que chegou em sua segunda (e possivelmente última) temporada em 2019. O primeiro ano da produção já havia sido incrível, mas o segundo vai muito além, com direito a uma participação inesquecível de Andrew Scott como o “padre gato”. A série conquistou seis estatuetas no Emmy 2019, incluindo Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz em Comédia, com Waller-Bridge interrompendo uma sequência de seis vitórias seguidas de Julia Louis-Dreyfus (Veep). Fleabag conta a história de uma jovem mulher que viveu uma tragédia recente e tenta lidar com o dia a dia de ser uma adulta, enquanto que sofre com uma vida pessoal instável e com relacionamentos conturbados com a irmã (Sian Clifford), o pai (Bill Paterson) e a madrasta (Olivia Colman, ótima). Vejam!

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