Enquanto inúmeros filmes e séries foram lançados em 2021 e conquistaram tanto o público e a crítica, é notável como este ano foi extremamente propício para os títulos do gênero fantástico.

Desde adaptações como Sombra e OssosSweet Tooth até a ambiciosa incursão brasileira Cidade Invisível, tivemos inúmeras séries sobre criaturas mitológicas e cenários pós-apocalípticos que dominaram o cenário do entretenimento. E, pensando nisso, o CinePOP preparou uma breve lista com as melhores séries de fantasia de 2021.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual foi a sua favorita:

10. CIDADE INVISÍVEL



“Enquanto as temáticas particulares são ambivalentes e controversas, as inflexões universais servem como base para compreendermos as mensagens da obra. As críticas ao capitalismo predatório são canalizadas para a relação destrutiva entre uma empreiteira de iniciativa privada e uma secular comunidade ribeirinha que se recusa a abandonar seus costumes em prol do ‘progresso’; a exaltação nacionalista da cultura é descrita em metáforas sutis, como a requintada alusão à ritualística dança indígena toré, ou a belíssima arte recheada de referências, que variam dos menores ornamentos às mais expressivas estéticas. Como se não bastasse, a sofisticada e a charmosa direção é outro aspecto de notável respeito.” – Thiago Nolla

9. A RODA DO TEMPO

Aproveite para assistir:

“[…] série baseada na longeva saga de livros de Robert Jordan é um deleite para os olhos. Com uma fotografia bucólica que exala a mesma leveza solar que vez outra testemunhamos também em O Senhor dos AnéisA Roda do Tempo é dinâmica em seu design de produção, fazendo excelentes contrastes entre tons quentes e frios, que dosam bem a atmosfera da narrativa. E com ótimos efeitos visuais que tornam a magia da trama palpável, a produção tem todos os elementos para ser uma jornada promissora. Entre erros e acertos, essa é uma experiência que acende uma fagulha na audiência. Mas para ela continuar viva e ardente, a tal roda do tempo ainda precisa acertar o seu rumo no universo das telinhas.” – Rafaela Gomes

8. LOCKE & KEY



“Estendendo-se por dez novos episódios, a nova temporada toma o tempo necessário para desenrolar eventos chocantes e reviravoltas frenéticas para cada um dos personagens – cuidando para que cada um deles tenha o seu momento de glória. Enquanto na iteração anterior fomos apresentados ao microcosmos da Key House e à dinâmica enredada dos protagonistas, aqui já conhecemos os sólidos laços que unem Kinsey (Emilia Jones), Tyler (Connor Jessup), Bode (Jackson Robert Scott) e Nina (Darby Stanchfield), bem como a presença firmada de Duncan (Aaron Ashmore) e da adorável Erin (Joy Tanner), cujo adeus é um dos mais traumatizantes e tocantes da série. Não é surpresa que esse grupo seja acompanhado por uma atmosfera mais melancólica e amadurecida, como se os obstáculos que enfrentaram em um passado não muito longínquo tivessem servido de base para uma sabedoria ainda desbalanceada, mas que já deixa marcas visíveis.” – T.N.

7. THE WITCHER

“[…] enquanto as cenas de luta são muito bem coreografadas e mantêm o frenético ritmo da produção, é o desenvolvimento dos protagonistas e coadjuvantes que merece nossa atenção, por não se valer da superficialidade de fórmulas baratas e realmente permitir que eles cresçam através de obstáculos, erros e arrependimentos. O exemplo mais claro disso emerge com Yennefer que, depois de salvar a todos na Batalha de Sodden, foi capturada como prisioneira de guerra, perdeu seus poderes mágicos e foi tratada como traidora e possível espiã por aqueles que defendeu a vida inteira. Arrasada e solitária, Yennefer percebe que não conhece as pessoas como poderia, mas nunca deixa sua personalidade sarcástica de lado, defendendo seus valores com unhas e dentes à medida que usa os momentos de fraqueza para se redimir e se sacrificar por um bem maior.” – T.N.

6. SOMBRA E OSSOS

“As múltiplas tramas, passíveis de se fundirem em um amontoado inexplicável de ações e consequências, levam o tempo necessário para se desenrolarem e nunca dão ares de apressamento – com exceção de breves deslizes. Eric Heisserer, resgatando obras anteriores (incluindo o reflexivo sci-fi A Chegada), sabe como controlar e equilibrar o arco de cada protagonista e coadjuvante para fornecer o máximo de profundidade a cada um deles, supervisionando um time criativo que ainda tem muito a contar. Mesmo assim, é inegável dizer que, conforme nos aproximamos dos episódios finais da temporada de abertura, algo falta; a obrigação de não deixar pontas soltas (e aqui, não me refiro aos cliffhangers para ciclos futuros, e sim a decisões mirabolantes que não condizem com o que foi apresentado) mostra-se como fator decisivo para solavancos rítmicos e um aguardado clímax que não atinge sua potencialidade total.” – T.N.

5. PROFECIA DO INFERNO

“Inesperada e inadvertidamente, Profecia do Inferno inaugura sua narrativa sob um nível de tensão soberba e ousada. Seus primeiros minutos, repletos por uma torturante e abafada angústia, são o prelúdio para uma insana narrativa, que não perde tempo em nos conquistar. E tal como muitos doramas têm feito de forma brilhante, a nova série de Yeon Sang-ho e Choi Gyu-seok nos captura de forma precoce, mantendo sua essência ainda sob uma nuvem de mistérios. E atraindo nosso entusiasmo com uma explosiva abertura, ela logo nos lembra que da fonte de Round 6, há sempre um novo e intrigante conto a ser explorado pela audiência.” – R.G.



4. WANDAVISION

“[…] O grande mérito mesmo é saber trabalhar os personagens. Se a história não for boa, o Mickey pode colocar um bilhão de dólares que a série não vai dar certo. E como a proposta deste seriado era abordar o luto por meio de clássicos da televisão, foi um grande acerto chamar uma equipe criativa que conhece o formato televisivo desde pequeno. O próprio diretor da série foi um ator mirim televisivo. Isso fez a diferença na hora de brincar com as câmeras, os diálogos, os efeitos visuais replicando os da época retratada no episódio, assim como os figurinos e os comerciais repletos de easter eggs.” – Pedro Sobreiro

3. SWEET TOOTH

“A série ganha notoriedade pelo modo como estrutura a história. Enquanto nada é essencialmente original ou revolucionário, Jim Mickle, que desenvolveu a obra e abarcou a direção do primeiro episódio, conduz com maestria uma aventuresca análise do que significa viver em meio à desordem. Gus e Jepperd são delineados com personalidades totalmente diferentes e que entram em conflito numa constância caótica, a princípio não nutrindo de afeição um pelo outro apenas para culminar em um respeito e um carinho mútuos que o transformam em família. Mas eles não são os únicos que desfrutam de momentos de protagonismo, ainda mais pelo sutil movimento multicronológico que Mickle ergue.” – T.N.

2. MESTRES DO UNIVERSO


“Após o desfecho apoteótico que aconteceu nesta segunda parte enfim liberada pela Netflix, dá pra cravar, tranquilamente, que Mestres do Universo – Salvando Eternia é, com distancia, a melhor produção já feita de He-Man e os guerreiros de Grayskull. O que também não lá é uma tarefa difícil, já que a última boa animação do personagem saiu há cerca de 20 anos e era um reboot conhecido como He-Man e os Mestres do Universo, que foi cancelado já na metade da segunda temporada. E, ainda que atualizasse algumas ideias da animação clássica e apresentasse boas cenas de ação, não possuía uma história elaborada e seguia apenas o formato de sempre dos desenhos procedurais.” – Wilker Medeiros

1. ARCANE

Conquistando nada menos que 100% de aprovação no Rotten TomatoesArcane, série animada baseada nos clássicos games da saga ‘League of Legends’, veio com grande surpresa e se torno um dos títulos de maior sucesso crítico e comercial da Netflix. Contando com nomes como Hailee Steinfeld e Ella Purnell no elenco de dublagem original, a produção é ambientada no conflito entre a próspera região de Piltover e a oprimida cidade subterrânea de Zaun, explorando as origens de duas campeãs icônicas e do poder que as separa. Em meio ao conflito entre essas cidades-gêmeas, duas irmãs lutam em lados opostos de uma guerra entre tecnologias mágicas e convicções incompatíveis.

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