Estamos chegando no final do ano – e, como é de costume aqui no CinePOP, está na hora de relembrar as melhores e as piores produções que o cenário do entretenimento nos entregou até então.
Depois de passarmos pelas Melhores Animações do Ano e pelos Melhores e Piores Filmes de Terror do Ano, chegou o momento de mergulhar de cabeça no circuito televiso e de streaming para compilar as Dez melhores séries de 2025 até agora – que traz a épica conclusão de ‘Andor’, a divertida comédia LGBTQIA+ ‘Muito Esforçado’ e a segunda temporada do drama distópico ‘The Last of Us’.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual foi a sua favorita do ano:
10. BLACK MIRROR – 7ª TEMPORADA

Depois de uma década frustrando os fãs com histórias cansativas e sem muito nexo, ‘Black Mirror’ aprendeu com os erros e nos entregou uma de suas melhores temporadas este ano. A nova leva de episódios resgatou as glórias da antologia sci-fi de maneira impecável, trazendo um de seus melhores episódios de volta para mais uma empreitada (“USS Callister: Into Infinity”) e reunindo um elenco admirável que incluiu Issa Rae, Paul Giamatti e Emma Corrin para narrativas pungentes, emocionantes e reflexivas ao extremo.
9. THE LAST OF US – 2ª TEMPORADA

A 2ª temporada de ‘The Last of Us’ recebeu críticas injustas por parte do público, que condenaram escolhas artísticas que afastaram a narrativa do game original. Porém, analisar esse espetacular ciclo com essa visão é um erro crasso e sem sentido, visto que lidamos com plataformas midiáticas diferentes. Afinal, o apreço dramático e estético do time envolvido com essa temporada é inegável, destinando esforços para tramas humanas em meio à impiedosidade assassina de uma natureza implacável – e de que forma a queda da civilização moderna é o ponto de início para uma barbárie sem fim.
8. MUITO ESFORÇADO

Em ‘Muito Esforçado’, Benito Skinner utiliza suas próprias experiências pessoais para construir uma profunda e jocosa narrativa de aceitação e descobrimento que não posa apnenas como um um exercício de entretenimento, mas uma forma saudável e terapêutica de analisar sua evolução. Afinal, a experiência de “sair do armário” é conhecida a quase todos os membros da comunidade queer – e ver um enredo assim ser remodelado na forma mais pura da diversão tem um valor inestimável de uma representatividade que não se força a esvaziamentos de pauta, e sim que foca em uma situação antropológica específica, tratada com propositais exageros e quebras de expectativa muito inteligentes. E, ao longo de oito curtos episódios, Skinner sabe muito bem o que está fazendo ao nos encantar com sólidas subtramas e atuações irretocáveis.
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7. MORRENDO POR SEXO

Michelle Williams é uma das atrizes mais prestigiadas do cenário do entretenimento atual – e, produção a produção, reitera sua invejável versatilidade artística. Na minissérie ‘Morrendo Por Sexo’, William se joga de cabeça em um de seus melhores papéis, interpretando uma mulher que é diagnosticada com câncer terminal e resolve deixar o marido em busca de um prazer sexual que nunca experimentou. E, construindo uma narrativa tragicômica de ponta, Liz Meriwether e Kim Rosenstock alcançam um sucesso absoluto que merece ser apreciado em cada um de seus detalhes.
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6. ASSASSINATO NA CASA BRANCA

Seguindo os passos da recente mini-franquia ‘Entre Facasa e Segredos’, ‘Assassinato na Casa Branca’ é um deleite do começo ao fim – uma divertida dramédia de suspense misteriosa de proporções épicas que nos levam ao interior da Casa Branca em um jogo de gato e rato que nos guia, episódio a episódio, em direções diferentes até culminar em uma reviravolta inesperada e complexa em demasia. Através de oito episódios frenéticos, o criador Paul William Davies apresenta uma série de personagens muito bem desenvolvidos e dotados de um certo ar de superioridade e complacência que logo cai por terra à medida que todos se tornam suspeitos – e são investigados pela presença revigorante de Uzo Aduba como a investigadora Cordelia Cupp.
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5. RUPTURA – 2ª TEMPORADA

Um dos principais emblemas da nova era da Apple TV+ é o suspense psicológico ‘Ruptura’. Tendo retornado com uma exemplar 2ª temporada, a produção manteve o altíssimo nível do ciclo de estreia e abriu ainda mais espaço para discussões sociológicas sobre o funcionamento da comunidade capitalista como um todo e de que forma as questões individualistas são ditadas por regras milenares. E, é claro, nada disso poderia ser feito sem a presença de um elenco estelar, que inclui Adam Scott, Britt Lower, Patricia Arquette e Sarah Bock.
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4. THE PITT

Depois de ter estrelado o drama médico ‘ER’, Noah Wyle retornou como estrela de mais uma produção do gênero com ‘The Pitt’, que chegou sem muito barulho ao catálogo da Max e, em pouco tempo, encantou os assinantes e os críticos ao redor do mundo. A beleza da série não vem apenas com o trabalho quase simbiótico de um elenco de peso, e sim acompanhado de uma precisão inenarrável da vida dos profissionais de medicina e de um cuidado estético que costuma passar batido pelas narrativas desse tipo.
3. ADOLESCÊNCIA

A Netflix acertou em cheio ao lançar a minissérie ‘Adolescência’ em sua grade de programação – e não apenas por um time de atores que incluiu Owen Cooper em uma estreia memorável e Stephen Graham em uma poderosa rendição, mas pelas ousadias estéticas que trouxeram elementos novos aos gêneros criminal e de drama psicológico. Com um grande impacto político na discussão sobre temas como educação e a problemática da “manosfera”, a minissérie discorre sobre como o mundo de uma família vira de cabeça para baixo quando um jovem de treze anos é preso pelo assassinato de uma adolescente que estuda em sua escola.
2. ANDOR – 2ª TEMPORADA

É inegável dizer que certas incursões recentes da franquia ‘Star Wars’ falharam em conquistar o público e a crítica, como foi o caso da despojada ‘Skeleton Crew’ e da subestimada ‘O Acólito’ – ambas canceladas pelo Disney+ após não cumprirem com as expectativas. Felizmente, a 2ª temporada de ‘Andor’ veio para nos entreter do começo ao fim com uma história ainda melhor que o ciclo de estreia, auxiliando a expandir um cosmos vibrante e explosivo e cuidando para que cada elemento fosse rearranjado a fim de fornecer uma conclusão digna – e guiada pela performance admirável de Diego Luna.
1. O ESTÚDIO

É muito difícil encontrarmos alguma produção realmente ruim no expansivo e quase irretocável catálogo da Apple TV+ – e, neste ano, Seth Rogen firmou parceria com a plataforma de streaming para a divertida, envolvente e incrivelmente bem delineada ‘O Estúdio’, dramédia metalinguística que nos leva aos bastidores de um estúdio cinematográfico que tenta se salvar da própria ruína.
Aqui, o estelar elenco domina as telas com fervor aplaudível, com destaque às atuações irretocáveis de Rogen, Kathryn Hahn, Catherine O’Hara e a presença pontual e espetacular de ninguém menos que Martin Scorsese (que, inclusive, deve faturar uma indicação ao Emmy de Melhor Convidado). Em meio a atuações irretocáveis, o teor cômico constrói uma belíssima e instigante jornada que eleva a si mesmo à enésima potência em uma sarcástica trama autocrítica que se vale de quebras de expectativa muito sagazes.
