‘As Boas Maneiras’ – trailer do terror nacional sobre lobisomem

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Notícias‘As Boas Maneiras’ – trailer do terror nacional sobre lobisomem

O cinema dos diretores Marco Dutra e Juliana Rojas é único no Brasil. Isso porque a dupla entrega em trabalho após trabalho, filmes eficientes de gênero. No caso, o terror e suspense. Juntos realizaram Trabalhar Cansa (2011), que usa o desemprego e a crise econômica familiar como “monstro” da história. Seguindo caminhos separados em 2014, Dutra entregou Quando Eu Era Vivo, terror intimista sobre a volta ao lar, e Rojas fez seu próprio musical ao estilo Thriller, de Michael Jackson, com Sinfonia da Necrópole – passado num cemitério.

Em 2016, Dutra entregou seu projeto mais ambicioso com o suspense dramático O Silêncio do Céu, uma das melhores produções cinematográficas do ano passado. Agora, a dupla volta a trabalhar junta com As Boas Maneiras, cujo trailer acaba de ser lançado. O filme estreia no Festival de Locarno, na Suíça, esta semana, mas ainda não possui estreia no Brasil definida. Confira abaixo.

Na trama, Clara (Isabél Zuaa) é uma enfermeira contratada como babá do neném ainda não nascido de Ana (Marjorie Estiano). Durante a gestação, coisas muito suspeitas e sobrenaturais, no melhor estilo O Bebê de Rosemary (1968) – tenho certeza de que foi grande influência aqui para a dupla – começam a ocorrer.

Leia abaixo a declaração oficial de Rojas e Dutra sobre o novo trabalho e como seu primeiro filme, Trabalhar Cansa, o influenciou.

“O elemento fantástico em nosso primeiro filme, ‘Trabalhar Cansa’, se tornou parte da história progressivamente até se aproximar do clímax. Em ‘As Boas Maneiras’ decidimos criar um mundo de fantasia desde o início e utilizar o estilo narrativo de conto de fadas. A história se passa numa versão meio fantasiada de São Paulo, e possui reviravoltas apenas possíveis em um mundo mágico. Mas os temas materialísticos de classes e raças ainda estão presentes e problemáticos. A ideia de contraste é central na mitologia do lobisomem. Homem versus fera, civilização versus instinto. Expandimos essa ideia para todos os aspectos da história: centro e periferia, branco e preto, rico e pobre. A forma fragmentada do filme também reflete o filme de terror e filme sobre criança combinados na mesma história. Os personagens estão separados por todo tipo de barreira: classe, raça, vizinhança, origem, fé, idade e tempo. Eles também lidam com a solidão e desejo reprimido.”

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Pablo R. Bazarello
Crítico, cinéfilo dos anos 80, membro da ACCRJ, natural do Rio de Janeiro. Apaixonado por cinema e tudo relacionado aos anos 80 e 90. Cinema é a maior diversão. A arte é o que faz a vida valer a pena. 15 anos na estrada do CinePOP e contando...

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