Continuando nosso especial de meio de ano, está na hora de celebrar as melhores canções de 2021 – e montar uma lista com tantas músicas incríveis não é um trabalho fácil.

Em apenas seis meses, tivemos o inesperado retorno de Lorde, quatro anos depois de sua última incursão criativa. A cantora e compositora neozelandesa nos presenteou, de surpresa, com “Solar Power”, primeiro single de seu álbum homônimo. Como se não bastasse, Sofia Carson, a nova queridinha do Disney Channel, também entregou uma das melhores faixas do ano com “Fool’s Gold”, dando início ao que apenas podemos imaginar que seja seu álbum de estreia; e a banda de rock independente Of Monsters and Men nos deu mais um gostinho de álbum ‘Visitor’ com “Destroyer”.

Com isso, o CinePOP separou uma lista com as vinte melhores músicas de 2021 até agora.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:



20. “CALMA”, Marisa Monte

Marisa Monte, uma das musas do MPB e um dos nomes mais conhecidos do cenário fonográfico nacional, fez um glorioso retorno em 2021 com o lançamento de “Com Calma”, música que se apoia na bossa-nova e flerta com as composições mais densas do samba para falar sobre a pressa da vida e ser guiada pelo som dos violinos, do piano e do saxofone.

19. “SOMETHING TO SAY”, Michaela Jaé

Michaela Jaé, conhecida por seu nome artístico de Mj Rodriguez e por seu papel como Blanca no aclamado drama ‘Pose’, já era conhecida no cenário fonográfico, ainda mais por ter participado de uma das rendições teatrais de ‘Rent’. Com “Something to Say”, a artista busca referências nos anos 1970 e presta homenagem ao grupo ‘Earth, Wind & Fire’ em uma dançante e explosiva faixa disco.

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18. “FOOL’S GOLD”, Sofia Carson

Em “Fool’s Gold”Sofia Carson continua a investir em peso em sua carreira de cantora, ainda mais depois de ter participado da franquia infantil ‘Descendentes’, do Disney Channel, e ter colaborado ao lado de diversos DJs. Mantendo sua identidade bastante sensual e profunda, Carson construiu uma música bastante refrescante, sem perder elementos pontuais dos anos 1980, como os violinos e o baixo.

17. “DANCING WITH THE DEVIL”, Demi Lovato

Dancing with the Devilé um soul-rock à la James Bond que funde sensualidade e acidez em um único lugar. Flertando com o perigo narcótico daquilo que nos dá um pouco de tranquilidade, Demi Lovato pede desculpas da forma mais indesculpável possível por ter dançado com o diabo e ter se deixado levar pelo que lhe dava prazer.

16. “ELECTRIC”, Katy Perry

Quando Katy Perry não se leva a sério ou não ouve os haters que a cercam, ela acerta em cheio. Da mesma forma que fez com “Roar” e a recente “Never Really Over”, a cantora e compositora foi chamada para construir uma música promocional para o novo jogo da franquia ‘Pokémon’ e, seguindo os passos de outras investidas antêmicas, mergulhou de cabeça nos elétricos sintetizadores e nas mensagens de empoderamento e liberdade com “Electric”.

15. “ADIÓS”, Selena Gomez



Entre altos e baixos, Selena Gomez abriu um novo capítulo de sua carreira com o EP ‘Revelación’, exaltando as próprias raízes latinas – e, apesar de tropeçar no meio do caminho, o mini-álbum conta com a espetacular “Adiós”, faixa de construção propositalmente dissonante que mantém-se viva pela exaltação do empoderamento e da contemporaneidade musical.

14. “GOOD 4 U”, Olivia Rodrigo

Olivia Rodrigo se tornou uma powerhouse provinda do extenso panteão Disney e, depois de estrelar ‘High School Musical: A Série: O Musical’, resolveu apostar suas fichas na carreira de cantora e explodiu mundo afora. Em ‘SOUR’, seu álbum de estreia, Rodrigo presenteia os fãs com diversas canções incríveis, incluindo a nostálgica vendeta pessoal em soft-rock “good 4 u”.

13. “AINDA É TEMPO”, ANAVITÓRIA

Em ‘Cor’, álbum que abriu 2021 com o pé direito, a dupla ANAVITÓRIA volta a explorar o folk e o soft-rock com belíssimas faixas extremamente bem produzidas, como “Ainda é tempo”. Precedida pelo interlúdio “(dia 34)”, a música abre espaço para a profusão do new wave para o classicismo do piano, pincelados com brechas narrativas da guitarra e mantendo o tom simbólico da produção.


12. “DARK BUT JUST A GAME”, Lana Del Rey

Em “Dark But Just a Game”, presente no aclamado álbum ‘Chemtrails Over the Country Club’, a ovacionada cantora e compositora Lana Del Rey abre as cartas para a sensualidade de “National Anthem” enquanto reverencia nomes como Janelle Monáe e até mesmo Kacey Musgraves em uma balada sensorial e narcótica.

11. “WITCHES BURN”, The Pretty Reckless

A tríptica viagem oitentista de “Witches Burn”, um dos ápices do álbum ‘Death By Rock and Roll’, se guia pelos vocais de Taylor Momsen e pela restrição da guitarra e do baixo ao atmosférico segundo plano. Na trama, a cantora vive uma mulher sem escrúpulos e que não será diminuída pelas outras pessoas e que tem um poder destrutivo cataclísmico – refletido por um abrangente e bem estruturado alcance vocal

10. “SYMPTOM OF YOUR TOUCH”, Aly & AJ

“Symptom of Your Touch”, uma ótima entrada ao esplendoroso álbum A Touch of the Beat Gets You Up on Your Feet Gets You Out and Then Into the Sun’, pode até ter um panorama mais comercial, é claro, reiterado pelo uso impactante dos sintetizadores – mas é tão bem produzida que nos faz encará-la como uma personificação jovial da explosão de “Dancing on My Own”, incluindo a trama sobre um relacionamento complicado.

9. “PRIVATE LIFE”, Allie X

Assim como a primeira temporada, o segundo ano de ‘Com Amor, Victor’ trouxe uma trilha sonora original e recheada de cantores LGBTQIA+ para celebrar a diversidade e dar palco a artistas que fogem do radar mainstream“Private Life”, uma sensual e ambiciosa construção musical, é a que melhor representa o álbum em questão – e é performada com singelo divertimento por Allie X.

8. “LIKE I USED TO”, Sharon Van Etten & Angel Olsen

Antes de se envolver com a engenharia sonora de diversas obras de Dia das Bruxas, John Congleton já havia liderado a banda Paper Chase e se envolvido com as incursões do rock alternativo. Em 2021, ele voltou com uma estonteante colaboração country-rock com Sharon Van Etten e Angel Olsen, “Like I Used To”, cujas melodias dramáticas refletem a competência e a química compartilhada pelas duas cantoras.

7. “PLEASE”, Jessie Ware

Pouco tempo depois de fazer um estrondo com ‘What’s Your Pleasure?’, Jessie Ware resolveu revisitar um dos melhores álbuns de sua carreira com uma versão estendida e, com isso, lançar mais algumas faixas para os fãs. E foi então que nasceu “Please”, uma vibrante infusão de nu-discoEDMhi-NRG que não demorou muito para cair no gosto dos ouvintes e ser exaltada por sua franca composição.

6. “HIGHLY EMOTIONAL PEOPLE”, MARINA

Em ‘Ancient Dreams in a Modern Land’, MARINA faz um glorioso retorno aos estilos sobressalentes que a colocaram no centro dos holofotes e, apesar das mensagens das primeiras faixas, reencontra seu caminho com a singela balada “Highly Emotional People”, uma ode à melancolia calcada por Del Rey e um jeito elegante de explorar o fator X que nos torna humanos.

5. “PERSONAL CATHEDRALS”, Aly & AJ

Diferente do que esperaríamos de uma dupla que veio do pop-rockAly & AJ aumentaram nossas expectativas para o vindouro álbum ‘A Touch of the Beat’ ao apostarem em uma estética mais amadurecida e profunda. A densidade sonora é representada em seu ápice nas reflexões country de “Personal Cathedrals”, que foca em um relacionamento que independe da aceitação de outras pessoas.

4. “LIGHTHOUSE”, Birdy

O erro de Birdy no recente álbum ‘Young Heart’ foi se deixar levar pela extensa melancolia das músicas, o que o tornou relativamente repetitivo. Mas isso não significa que a artista não conseguiu nos entregar algumas das melhores faixas de 2021, como foi o caso de “Lighthouse”, uma repaginação countrybluegrass memorável pela presença fantástica dos violinos.

3. “BABY 95”, Liniker

Liniker, um dos mais importantes nomes do cenário fonográfico brasileiro, não deixaria seus fãs de mãos abanando e, algumas semanas atrás, lançou a delicada balada “Baby 95”. Estendendo suas ramificações para a simplicidade sonora dos anos 1980, marcada pelo piano e pela ecoante bateria, a artista fala sobre o enlace romântico entre duas pessoas e até mesmo se deixa levar pelas incursões da bossa-nova.

2. “SOLAR POWER”, Lorde

Em “Solar Power”, a ovacionada performer Lorde encarna uma versão contemporânea e nostálgica, ao mesmo tempo, de George Michael, mergulhando de cabeça no pop-funk dos anos 1990 sem perder a mão das incursões mainstream do dance e do nu-disco. Mais do que isso, a produção faz menções ao capricho estilizado e propositalmente afetado do compositor francês Bruno Coulais e até mesmo expande as referências à dissonante marca de Lucio Battisti.

1. “DESTROYER”, Of Monsters and Men

Dois anos depois do incrível ‘FEVER DREAM’, a banda de rock islandesa Of Monsters and Men começou a trabalhar no próximo compilado de originais – mas não foi até o lançamento do segundo single oficial que o grupo nos deixou bastante animados para o que estava por vir.

Em “Destroyer”, canção lançada sem muito apoio promocional e acompanhada apenas de um bem articulado lyric video, os vocalistas Nanna Bryndís Hilmarsdóttir e Ragnar Þórhallsson calcam uma jornada bastante simbólica, recheada de elementos que ressoam a produção anteriores, mas que se jogam de cabeça no chamber rock e na progressão explosiva de uma narrativa sobre não ter medo de enfrentar seus medos, por mais que caiamos várias vezes.

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