Número cada vez maior de artistas consagrados no cinema tem se aventurado em produções gamers

Faltando pouco mais de algumas semanas para o lançamento de Cyberpunk 2077, a desenvolvedora CD Projekt Red anunciou que o ator Keanu Reeves, além de já ter um papel no futuro jogo como Johnny Silverhand, também existirá no universo do “futuro sombrio” como si mesmo. É uma constatação que pode causar estranhamento a princípio mas só reforça o peso que o ator tem para todo o projeto.

Aliás, essa é uma tendência que tem se tornado bastante recorrente nos projetos de jogos, principalmente nos chamados triple AAA (que são os jogos de grande orçamento, praticamente os blockbusters dessa indústria). É cada vez mais comum as empresas chamarem nomes do cinema para atuarem na tecnologia de captura de movimento; essa decisão confere não só uma qualidade diferenciada nas atuações dos personagens como potencializa o marketing do projeto.

A seguir temos alguns exemplos de jogos que contaram com nomes famosos em sua equipe. Importante ressaltar, no entanto, que as produções baseadas em filmes estão fora da lista. De fato, atores que participam de filmes geralmente interpretam por meio de voz seus personagens nas adaptações eletrônicas. Porém, serão abordados apenas jogos originais.



6) Ellen Page em Beyond: Two Souls

Foi em 2013 que a desenvolvedora francesa Quantic Dreams (mesma de Heavy Rain e Detroit: Become Human), lançou seu mais ambicioso projeto até então. Beyond: Two Souls conta a história de uma jovem (Ellen Page) que desde criança se vê ligada a uma entidade. O jogador é posto em diversas situações ao longo do crescimento dessa jovem, vendo como seus pais tinham medo dela e como ela tinha extrema dificuldade de formar laços de amizade justamente por essa entidade ser extremamente protetora para com ela.

Quantic Dreams possui um papel importante na evolução da tecnologia de captura facial

Logo de cara o nome e a presença da atriz canadense Ellen Page, famosa por seus trabalhos em Juno e The Umbrella Academy, chama atenção. Ela é o principal nome do projeto e a avançada tecnologia, para a época, de captura facial usada pela Quantic Dreams auxiliou em muito para que todo o trabalho de expressão feito por ela pudesse ser aproveitado ao máximo. Outro nome que o jogo também possui, além de ter um papel essencial no enredo, é o de Willem Dafoe; dono de uma vasta filmografia, com alguns dos mais famosos sendo seu papel como Duende Verde em Homem Aranha, Projeto Flórida e O Farol.

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5) Mark Hamill em Batman Arkham Trilogy 

A série Arkham ainda detém até hoje o posto de melhor adaptação para videogame do universo de quadrinhos, mais especificamente do Batman. Desenvolvidos pela Rocksteady a série conta com Arkham Asylum, Arkham City e Arkham Knight; excluindo a prequel produzida pela WB Montreal Arkham Origins. O grande diferencial dos jogos foi terem trazido a experiência inédita de imersão na qual as mecânicas oferecidas faziam o jogador pensar e bolar estratégias pelas quais o próprio Cavaleiro das Trevas é conhecido em suas histórias. Isso somado a um mapa de mundo aberto e enredos primorosos.

Mark Hamill é a voz (e risada) definitiva do Coringa

Em todos os jogos o Batman, como não poderia deixar de ser, ele é a figura constante e central. Porém, onde há o Cavaleiro há também o palhaço príncipe do crime; sendo assim o Coringa detém ao longo da franquia o papel de vilão maior a atormentar os jogadores. Na trilogia da Rocksteady sua dublagem ficou a cargo de Mark Hamill, eternamente famoso por sua interpretação como Luke Skywalker em Star Wars. O ator e dublador também é conhecido por sua ligação com o vilão, sendo sua voz “oficial” desde a clássica série animada de 1992. Ele também já dublou o Coringa em filmes como A Máscara do Fantasma, Batman do Futuro: O Retorno do Coringa e Piada Mortal.



4) Terry Crews em Crackdown 3

A franquia Crackdown já está por aí há certo tempo, mais exatamente desde 2007. Exclusiva de Xbox sistema operacional Windows, a franquia sempre se destacou por ser um shooter (jogo de tiro) em terceira pessoa bastante competente e, por seu elemento maior e mais famoso, a destruição de cenários. Essa mecânica em específico sempre foi bastante elogiada e comparada com sistemas similares em jogos como Black e Battlefield, o que não é pouca coisa. A saga, porém, sempre sofreu com críticas a respeito da falta de um enredo envolvente.

Muito do marketing do jogo girou em torno da figura do carismático ator

Não à toa, quando o terceiro título da franquia foi lançado, todos os holofotes do projeto se voltaram para dois elementos: o anúncio de que o jogo teria um multiplayer voltado para um cenário que teria destruição em tempo real utilizando tecnologia de armazenamento na nuvem, e pela presença do ator Terry Crews, que realizou captura de movimento e dublagem em determinado personagem; ele inclusive é o destaque da cinemática de abertura do jogo.

3) Martin Sheen em Mass Effect 255

Considerada uma das grandes franquias de RPG nos games e a mais importante do gênero sci-fi, Mass Effect se notabilizou pela variação de escolhas que o jogador poderia seguir e pela fluidez com que o protagonista Shepard (podendo ser homem ou mulher) poderia ser gerado. O enredo da saga claramente aproveita o que produções como Star Trek tem de melhor, ou seja, um futuro utópico em que humanos e alienígenas convivem pacificamente; não focando em guerras, mas sim na exploração espacial.

Confiança não é algo inspirado pela presença do Illusive Man de Martin Sheen

Eis que chega o segundo capítulo, amplamente tido como o auge da franquia. Depois de passar por um ataque a capitã Shepard (versão escolhida pelo autor) precisa recrutar uma nova tripulação para deter uma onda de desaparecimentos que tem abatido as colônias humanas na “periferia” da galáxia. O responsável pela volta de Shepard é um homem conhecido como Illusive Man cuja a voz é concedida pelo ator Martin Sheen. O pai dos atores Emilio Estevez e Charlie Sheen é conhecido por sua participação em clássicos dos anos 70 e 80 como Apocalypse Now e a crítica ao modelo predatório do mercado de ações Wall Street: Poder e Cobiça.

2) Samuel L. Jackson em GTA San Andreas

O lançamento de GTA III em 2001 foi revolucionário, não há muito mais o que falar. O jogo estabeleceu como viável o padrão de mundo aberto 3D com câmera em terceira pessoa. Não surpreendente o jogo também estabeleceu uma dinastia sucedida por Vice City e San Andreas. O segundo se tornou um ícone do Playstation 2 trazendo a cidade Los Santos (baseada em Los Angeles) em plenos anos 90, com a violência entre gangues dos subúrbios no auge e a ação da polícia era pautada por medidas controversas nessas áreas.

O corrupto policial de Los Santos foi motivo de raiva para muitos jogadores

Samuel L. Jackson, o eterno Nick Fury e Jules de Pulp Fiction, dá a vida ao corrupto oficial Frank Tenpenny. Figura odiada por todos os jogadores, o policial constantemente aparecia junto de seus capangas para cobrar subornos do protagonista CJ, tendo inclusive ações decisivas nas reviravoltas da vida do herói.

1) Elenco de Death Stranding

O mais recente projeto de Hideo Kojima após sua polêmica saída da Konami e fim da saga Metal Gear Solid gerou muitas dúvidas antes de seu lançamento; trailers misteriosos, imagens de divulgação confusas, demora do realizador em anunciar como seria a história e um elenco estelar. Muito provavelmente nenhum jogo até hoje viu tamanha comunhão de grandes nomes de Hollywood atuando juntos no mesmo projeto.



Norman Reedus e Léa Seydoux são apenas alguns nomes do elenco estelar de Death Stranding

A começar por Norman Reedus conhecido pelo seu trabalho na série The Walking Dead que assume o protagonismo do projeto. Em seguida vem Léa Seydoux (007 Spectre, Azul é a Cor mais Quente) como a misteriosa Fragile, Guillermo del Toro (diretor vencedor do Oscar por A Forma da Água) como Deadman, Mads Mikkelsen (007 Cassino Royale, Hannibal) como o implacável Cliff, Margaret Qualley (The Leftovers, Era uma vez em Hollywood) como Mama. 

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