Antes de qualquer coisa, saiba que os filmaços a seguir são bombásticos, daquelas obras que você assiste e não esquece. E sabe o melhor de tudo? Estão todos espalhados pelos streamings, a um play de serem descobertos! Sem perder tempo, segue abaixo essa poderosa lista:
Na trama, conhecemos um jovem chamado Daniel (Bartosz Bielenia), que está em um centro de reabilitação para jovens encrenqueiros em uma cidade no interior da Polônia. De alguma forma, ao longo do tempo que está nesse lugar sofreu uma certa transformação. Entretanto, seu passado é complicado e, nesse lugar, é jurado por outro detento. Assim, é enviado para um trabalho num outro lugar, mas acaba pegando uma rota alternativa e vai parar em uma pequena cidadezinha católica onde vira o padre titular do lugar. Lutando contra seu passado, e os erros que comete no seu presente, Daniel acaba encontrando uma forma de mudar aquele lugar e ele mesmo.
O longa-metragem polonês Corpus Christi é um retrato de um jovem rebelde, em descoberta da liberdade, com a invocação de um chamado peculiar que coloca em xeque tudo que já viveu. Dirigido por Jan Komasa e com roteiro de Mateusz Pacewicz, esse projeto é intenso e impactante na medida certa.
Incêndios (Reserva Imovision)
Na trama, conhecemos irmãos gêmeos, Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette), que chegam para a leitura do testamento que a mãe lhes deixou. Após serem surpreendidos com a possibilidade nada remota do pai estar vivo e a descoberta que eles tem um irmão, primeiro Jeanne, e depois Simon, embarcam para o Oriente Médio para descobrir as verdades escondidas de sua própria família, tendo como epicentro a quase inacreditável história da mãe deles, Nawal (Lubna Azabal).
Esse é um dos filmes mais devastadores dos últimos tempos. Com um desfecho inesperadamente surpreendente, Incêndios é até hoje a obra-prima do badalado cineasta canadense Denis Villeneuve. Baseado na peça teatral Incendies, de Wajdi Mouawad, e também, parcialmente baseado na vida da ativista libanesa Souha Béchara, o projeto nos leva de forma impactante para uma história que tem o amor em várias esferas, constante, mesmo esse encontrando uma terra de incansáveis conflitos que se preenchem por verdades nunca ditas. Esse é um daqueles filmes que ficamos pensando durante dias e nunca mais esquecemos.
Bunny Drop – Surpresas da Vida (Claro Tv+ – para aluguel)
Um jovem trabalhador, de vinte e poucos anos, Daikichi (Ken’ichi Matsuyama), volta para casa, após anos, para o funeral de seu querido avô e descobre que o mesmo tinha uma filha pequena de cinco anos fora do casamento. Como toda sua família não quer cuidar da jovem, Daikichi assume essa responsabilidade. Assim, passará por situações e aprendizados que nunca esperava.
Dirigido pelo cineasta japonês Sabu, Bunny Drop – Surpresas da Vida joga um olhar sensível e emocionante na jornada de um jovem que tem seu destino cruzado com a paternidade. Ao longo de quase duas horas de projeção, com uma narrativa leve, sem se desgarrar das emoções, o longa-metragem reflete sobre várias questões ligadas a pais e filhos, até mesmo a adoção, na visão do protagonista e também da criança.
Baseado na obra Dolores Claiborne, escrita pelo gênio Stephen King, chegou aos cinemas em meados da década de 1990 um brilhante suspense psicológico que aborda uma misteriosa morte e muitas verdades escondidas. Curtos flashbacks ajudam a contar essa história que aborda a violência doméstica, os traumas e abalos psicológicos de uma família que os outros colocam pontos de interrogações constantes.
Na trama, conhecemos Selena (Jennifer Jason Leigh), uma jornalista que trabalha em Nova Iorque e precisa voltar para a pequena cidade onde nasceu, após 15 anos, quando sua mãe Dolores (Kathy Bates) é acusada de matar a mulher de quem cuidava. Ao longo de gigantescas descobertas, até mesmo de situações do seu passado, vamos acompanhando mãe e filha em uma jornada repleta de suspense.
Toni Erdmann (Tem para aluguel em algumas plataformas)
Depois de um hiato de sete anos na direção de um longa-metragem, a cineasta alemã Maren Ade voltou à telona em grande estilo com a hilária e doce dramédia Toni Erdmann. Contando a história de um pai cheio de impulsos cômicos, na busca constante pela atenção de sua sisuda filha, o projeto, indicado é um daqueles filmes que desejamos que nunca acabe.
Na trama, acompanhamos a árdua saga de Winfried Conradi (Peter Simonischek), um dedicado pai que muito se entristece com o distanciamento na relação com sua única filha, Ines (Sandra Hüller). Essa última, uma jovem em ascensão na empresa onde trabalha, o que a transforma em uma Workholic sem limites. Quando o cachorrinho de Winfried morre, ele decide encarar o desafio de ter mais atenção de sua filha e para isso, entre outras coisas, viaja para vê-la quando ela está a trabalho. Para tal, desenvolve um personagem, um alter ego chamado Toni Erdmann.
Eternidade (Apple Tv)
Após morrer, Larry (Miles Teller) se vê perplexo em um lugar que funciona como uma coordenação de pós-morte. Sua orientadora é a carismática Anna (Da’Vine Joy Randolph). Ele aguarda Joan (Elisabeth Olsen), sua esposa, que logo desperta nesse lugar onde as almas precisam definir, em alguns dias, onde passarão a eternidade. Joan, porém, não esperava ter que escolher entre Larry (Miles Teller) – com quem dividiu praticamente toda a vida – e seu primeiro grande amor, Luke (Callum Turner), que a aguardou por mais de seis décadas.
Dirigido por David Freyne e com roteiro assinado por ele junto com Patrick Cunnane, o projeto alcança o brilhantismo ao transformar o inusitado em paralelos existenciais com ar filosófico constante, trazendo o abstrato para compor situações que são enfrentadas na realidade – as escolhas da vida.
Crítica | ‘Eternidade’ – Uma brilhante alegoria pós-morte com Elizabeth Olsen disponível no Apple TV
Na trama, conhecemos o pacato Tomás (Javier Cámara), um homem de meia idade que mora no Canadá e que, convencido pela esposa, embarca em um voo para a Espanha onde irá encontrar o seu melhor amigo de toda uma vida, Julian (Ricardo Darín), um ator que está muito mal e busca um novo e futuro lar para seu fiel companheiro, Truman. Ao longo de poucos dias, a dupla viverá situações inesquecíveis, misturado a um tsunami emocional, que se juntarão ao grande álbum de amizade que colecionam durante anos.
Truman é um projeto que transborda emoção, delicadeza e reúne dois dos grandes atores deste planeta, Javier Cámara e Ricardo Darín. Ao longo dos 108 minutos de fita, somos envolvidos, já nos primeiros minutos, por essa linda história.
Baby (Telecine)
Na trama, conhecemos o jovem Wellington (João Pedro Mariano), que ao sair de um reformatório vai em busca dos pais, que não mantiveram contato enquanto ele estava em reclusão. Ao se ver perdido na maior cidade do país, certo dia, seu destino se cruza com o de Ronaldo (Ricardo Teodoro), um homem que sobrevive se prostituindo e traficando. Aos poucos, esse relacionamento se estabelece com muitas fases, que vão desde amor intenso até caóticos desencontros.
Depois de uma passagem positiva pelo Festival de Cannes, o longa-metragem brasileiro Baby desembarcou no Festival do Rio anos atrás. Colocando para reflexões embates dolorosos entre duas almas que o destino une, movidos ao centro do tabuleiro de emoções intensas, o filme, dirigido por Marcelo Caetano, aborda de forma visceral as segundas chances e, principalmente, passa a limpo as camadas do juízo de valor. Com uma narrativa hipnotizante, nua e crua sobre as facetas do sobreviver, esse é um daqueles filmes que demoram a sair de nossas memórias.
Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.
A partir de desentendimentos – que já duravam semanas – entre vizinhos e uma específica moradora da região, acontece um fato mortal. Tendo esse episódio como pontapé inicial, acompanhamos uma cronologia de acontecimentos bem detalhada, apresentada sob diversos pontos de vistas. Aos poucos, sem perder o ritmo e tensão, somos guiados até os horrores de um caso que chocou os Estados Unidos alguns anos atrás.
Um Tipo de Loucura (Prime Video)
Elna (Sandra Prinsloo) e Dan (Ian Roberts) se conhecem há muitas décadas e abriram mão de tudo para formar uma família sempre com o objetivo de viverem juntos até os fins dos dias. Já com três filhos e vida consolidada, Elna começa a sofrer de demência, fato que a faz ser hospitalizada e ficar longe de seu grande amor. Sem saber como lidar com a situação, Dan resolve invadir o lugar e partir com Elna para o resgate de lembranças de momentos marcantes do casal.
Abordando a força do amor na batalha cruel contra o declínio nas habilidades mentais, o longa-metragem sul-africano Um Tipo de Loucura – completamente escondido no ótimo catálogo do Prime Video – nos leva até uma história apaixonante, com altos graus de emoções, em uma narrativa que mergulha de corpo e a alma nos últimos elos de lembranças enraizadas de uma linda história de amor. Escrito e dirigido pelo cineasta Christiaan Olwagen, o filme deve esquentar até aqueles corações mais gelados.

