Caros e Trintões! Conheça os filmes MAIS CAROS do cinema que estão completando 30 anos

DestaqueCaros e Trintões! Conheça os filmes MAIS CAROS do cinema que estão completando 30 anos

Nessa matéria iremos voltar 30 anos no passado, para uma de nossas décadas preferidas do cinema (e também da vida): os anos 90. Pode parecer clichê, mas era uma época mais simples, mais real. A prova disso é que não tínhamos sequer internet ainda. Pelo menos não da maneira que temos hoje. Este fato ainda forçava uma vivência mais harmoniosa entre as pessoas, que realmente conversavam e interagiam, sem a existência das redes sociais, por exemplo.

No cinema, o que vigora ainda eram as histórias mais humanas, mesmo em filmes de teor mais fantástico. O CGI, por exemplo, e a artificialidade que viria a tomar conta de Hollywood, com telas verde e cenários virtuais, não existia. Quer dizer, ele ainda engatinhava. Os orçamentos também não eram exorbitantes como os de hoje. Há 30 anos, se o orçamento de um filme chegasse a US$100 milhões, era considerado bastante inflado e fora de controle. Hoje, esse valor é considerado normal para produções medianas. Abaixo daremos uma olhada nos 10 filmes mais caros do cinema que estão completando três décadas de sua estreia. Vale frisar que os mais caros não são os que você está pensando – e teremos muitas surpresas na lista. Confira.

Bônus: antes de começarmos a lista do top 10 oficial, precisamos apontar duas menções honrosas, que por muito pouco não entraram. A primeira é a superprodução de Tim Burton, ‘Marte Ataca!’ (você lembra dele?). Baseado numa linha de figurinhas clássicas sobre a invasão de marcianos na Terra, o longa contou com um dos maiores elencos da época, de nomes como Jack Nicholson, Glenn Close e Pierce Brosnan, por exemplo. O valor da produção foi de US$70 milhões.

Outro que por pouco não entrou foi o bem mais obscuro ‘O Último Matador’, filme de máfia e tiroteio da New Line Cinema, estrelado por Bruce Willis e Christopher Walken, que não deu certo e se tornou no máximo cult. O filme teve um orçamento de US$67 milhões. Ambos entrariam no top 12, mas não no top 10.

10) 101 Dálmatas

Considerado um dos primeiros live-action de um clássico animado da Disney, por falar na veterana Glenn Close, por anos ela foi lembrada como a versão de carne e osso da vilã Cruella DeVil. A atriz ficou perfeita em sua encarnação da personagem, dando tudo de si e se jogando de cabeça na performance. Mas a versão em live-action de ‘101 Dálmatas’ não foi barata, pelo contrário. A produção custou US$75 milhões aos estúdios Disney, mas se tornou a pedida ideal para os feriados de fim de ano, se tornando um enorme sucesso. Tanto que terminou gerando uma sequência quatro anos depois.

09) A Rocha

Antes de ‘Transformers’ e antes mesmo de ‘Armageddon’, o diretor Michael Bay, conhecido por sua megalomania explosiva e orçamentos gigantescos, já dava sinais de produções caras. Sua estreia no cinema foi até modesta com ‘Os Bad Boys’ (1995), mas logo no ano seguinte, um filme seu estava entre os mais caros do ano. Falo de ‘A Rocha’, filme de ação que muitos consideram o melhor trabalho de sua carreira. Aqui, ele comanda o eterno James Bond, Sean Connery, como um espião aposentado e aprisionado por décadas. Ele é solto para ajudar em uma missão secreta. Assim, ele formará uma improvável dupla com um químico, papel de Nicolas Cage – que após esse filme se tornou um herói de ação, com longas como ‘Con Air’, ‘A Outra Face’ e ’60 Segundos’. Este aqui também custou US$75 milhões aos cofres da mesma Disney – através da subsidiária Hollywood Pictures.

08) Independence Day

Se perguntássemos para qualquer cinéfilo, qual o filme mais caro de 30 anos atrás no cinema, a grande maioria certamente responderia ‘Independence Day’. Isso porque o fenômeno de ação e ficção científica sobre uma invasão alienígena em larga escala no cinema, nunca vista anteriormente de maneira tão realista, pode ser comparada à febre que foi ‘Jurassic Park’ em sua época. Se o primeiro filme jurássico de Steven Spielberg trouxe a “dinomania” graças aos efeitos revolucionários, podemos dizer que ‘Independence Day’ fez o mesmo com as invasões alienígenas no cinema.

Hoje, isso pode até ser lugar comum, mas só estando vivo na época para presenciar o que foi a comoção em torno deste filme. Não se falava em outra coisa em 1996. Justamente por isso, causa espanto sabermos que ele não foi o filme mais caro de seu respectivo ano. O fato exige ainda mais respeito pelo que o diretor Roland Emmerich foi capaz de fazer com um orçamento que não foi o maior do ano. Não entenda mal, o blockbuster ainda contou com um orçamento inchado, um dos maiores do ano, mas é que o resultado ficou com cara de “o filme mais caro da época”. O valor da produção de ‘Independence Day’ foi o mesmo de ‘101 Dálmatas’ e ‘A Rocha’, ou seja, US$75 milhões. Impressionante.

07) Space Jam – O Jogo do Século

Agora subimos mais cinco milhões de dólares em nosso orçamento, e chegamos até o valor de US$80 milhões. Serão quatro produções na lista que custaram essa quantia, e começaremos com ‘Space Jam’. É difícil de acreditar que esse misto de live-action e animação custou mais do que ‘Independence Day’. Mas para entender precisamos olhar por outro lado. Primeiro, ‘Independence Day’ à época não tinha nomes muito famosos na frente e nem atrás das câmeras. Will Smith se transformou em astro com o filme, e o diretor Emmerich tinha apenas filmes cult no currículo.

Assim, o filme é mais centrado em seus efeitos. Já ‘Space Jam’, para começar, contou com um dos maiores nomes do esporte de todos os tempos, Michael Jordan, que certamente não pediu um cachê barato para topar essa empreitada, em seu primeiro e único filme. Segundo, o filme contou com simplesmente toda a biblioteca de personagens dos Looney Tunes. E para finalizar, o longa precisou criar efeitos que mesclassem com perfeição atores reais e desenhos animados, como ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’ havia feito nos anos 80. Aliás, ‘Space Jam’ é o Roger Rabbit dos anos 90 – e merece ser reverenciado como tal.

06) O Preço de um Resgate

O quê, um filme de suspense e drama na lista dos filmes mais caros de 30 anos atrás? Sim, querido leitor. Mas é preciso ter em mente que estes eram os anos 90, época em que o cinema de Hollywood ainda era regido pelo nome de seus astros estampando um filme. Tudo o que era preciso na maioria das vezes era ter um ator famoso estrelando, que o sucesso era garantido. Assim, os anos 90 geraram os infames salários de dois dígitos de milhões – chegando muitas vezes aos US$20 milhões, o caso de alguns nomes badalados da época, vide Jim Carrey, Sylvester Stallone, etc.

Mel Gibson, um dos astros mais populares do período (hoje caído em desgraça), também fazia parte deste timaço, e ‘O Preço de um Resgate’ talvez tenha sido o auge de seu estrelato. Pense por esse lado, um orçamento de US$80 milhões, em que US$20 milhões, ou seja, 25% do valor, vai parar direto no bolso do protagonista. Levando em conta todos os outros pagamentos que precisam ser feitos, como o do diretor da obra (Ron Howard), e as locações, entendemos um pouco melhor como pode ter custado tanto. Esse privilégio não veio à toa. E não veio pela popularidade do astro em franquias como ‘Mad Max’ e ‘Máquina Mortífera’. Acontece que no ano anterior, Gibson havia papado o Oscar de melhor filme e diretor pelo épico ‘Coração Valente’. Ou seja, sua estrela não podia estar brilhando mais forte do que isso.

05) Daylight

Você lembra de ‘Daylight’? Se você pertence a uma geração mais nova, talvez nunca tenha ouvido falar. Mas se você é fã do astro Sylvester Stallone, então nunca irá esquecer deste que é, infelizmente, um dos filmes mais subestimados da carreira do ator. Essa era uma época em que Stallone tentava se afastar um pouco dos heróis de ação e escolhia papeis com apelo mais dramático. Foi nessa época que ele entregou uma de suas melhores atuações em ‘Cop Land’, por exemplo.

Antes disso, no entanto, o astro apostava no gênero do cinema catástrofe, no qual não existe realmente um vilão (como de costume nos filmes do ator), e sim os personagens precisam se unir para superar um grande desafio. Aqui, a colisão de um túnel em Nova York. Stallone também se encaixa entre os astros que ganhavam US$20 milhões nesta época – sendo assim, como no caso acima, o ator ficou com 25% do orçamento de US$80 milhões do filme. No entanto, este ainda é um filme de ação, repleto de efeitos especiais práticos.

04) Missão: Impossível

Tudo começou aqui. O astro Tom Cruise, que estava no topo do mundo na época, havia acabado de sair dos sucessos de ‘A Firma’ e ‘Entrevista com o Vampiro’. Sua empreitada seguinte foi transformar o seriado de espionagem dos anos 60 (revivido nos anos 80), ‘Missão: Impossível’, em um dos maiores blockbusters de 30 anos atrás. Para isso, Cruise resolveu se tornar pela primeira vez, passando para trás das câmeras com um envolvimento maior, deixando as coisas do seu jeito. O primeiro passo foi escalar do diretor Brian De Palma para mesclar suspense digno dos maiores thrillers de espionagem, com momentos de ação de tirar o fôlego. Nascia assim um clássico.

Ninguém nessa imaginava, no entanto, que o longa se transformaria em uma franquia de 8 filmes. Aqui o esquema era o mesmo, o longa custou US$80 milhões e Cruise abocanhou uma porcentagem disso. Porém, como era também o produtor, ainda recebeu uma parte dos lucros – segundo fontes, ficando com algo em torno de US$70 milhões. Por outro lado, sentimos cada centavo na tela, já que esta é uma produção riquíssima em cada detalhe grandioso.

03) Twister

E qual filme pode ter sido mais caro que ‘Missão: Impossível’ e ‘Independence Day’ há 30 anos no cinema? Bem, outro que ficou conhecido como uma das maiores bilheterias da época. Falamos de ‘Twister’, blockbuster produzido por Steven Spielberg que seguia evoluindo na década de 90 o que conhecemos hoje como CGI, ou seja, efeitos especiais gerados através de computadores. Spielberg havia criado dinossauros bastante realistas três anos antes com ‘Jurassic Park’, uma verdadeira revolução para a tecnologia. E ele seguiu investindo com ‘Twister’, onde pôde criar tornados muito realistas, entregando um dos filmes de ação mais repletos de adrenalina do período. No elenco não tínhamos nomes muito famosos, o que deixou espaço para o orçamento de US$92 milhões ficar quase todo voltado para os efeitos revolucionários da produção. ‘Twister’ marcou época.

02) Queima de Arquivo

Independence Day’, ‘Twister’, ‘Missão: Impossível’, ‘A Rocha’; de todos os blockbusters lançados há 30 anos no cinema, ninguém diria que os mais caros foram um filme menor de Arnold Schwarzenegger e uma animação tradicional da Disney. Vamos começar pelo primeiro. Sim, Arnold era o maior astro da época. E sim, alguns de seus filmes correspondiam a este fato com enorme grandiosidade, como ‘O Exterminador do Futuro 2’, ‘True Lies’ e ‘O Vingador do Futuro’. Nestes casos podemos entender a estrutura por trás de blockbusters que parecem realmente caríssimos. Mas este não é bem o caso com ‘Queima de Arquivo’, um blockbuster mediado do astro, que rapidamente foi esquecido.

Este foi o filme que Arnold fez depois do fantástico ‘True Lies’ – e dá para ver que a intenção era repetir o sucesso. É verdade que temos boas cenas de ação aqui, como quando o protagonista cai do avião sem paraquedas, a cena do zoológico com um crocodilo de CGI e o final com as armas de assalto eletromagnéticas, conhecidas com EMR. Mas se compararmos ‘Queima de Arquivo’ com ‘True Lies’, o primeiro sai perdendo muito. No entanto, ele foi o filme mais caro de 30 anos atrás no cinema, custando a bagatela de US$100 milhões para a Warner. Com certeza uma parte do valor foi parar no bolso do ator.

01) O Corcunda de Notre Dame

Finalizando a matéria, temos o grande campeão dos filmes mais caros de 30 anos atrás no cinema. E pensar que uma adaptação em live-action como ‘101 Dálmatas’ iria exigir uma produção maior e mais cara. Porém, é reportado que a animação ‘O Corcunda de Notre Dame’, ainda criada da forma tradicional, ou seja, desenhada à mão, foi o filme mais caro daquela época, empatado com ‘Queima de Arquivo’, com US$100 milhões de orçamento. Pelo visto a produção do desenho exigiu muito do estúdio, que já fazia suas animações em 3D geradas por computadores, com o primeiro ‘Toy Story’ sendo lançado no ano anterior. Para termos uma ideia, sucessos de anos anteriores, como ‘A Bela e a Fera’ e ‘Aladdin’ custaram respectivamente US$25 e US$28 milhões.

Já ‘O Rei Leão’ e ‘Pocahontas’ pularam seu orçamento para US$45 e US$55 milhões respectivamente. Mas nada chegaria perto do que foi o valor de ‘O Corcunda de Notre Dame’, que aprimorou ainda mais os efeitos, e contou com a voz de Demi Moore como a cigana Esmeralda. Após isso, os valores das animações da Disney escalaram sem retorno, com ‘Hércules’ e ‘Mulan’ custando respectivamente US$85 e US$90 milhões. Mas ‘O Corcunda de Notre Dame’ foi o segundo mais caro do período, perdendo apenas para ‘Tarzan’, de 1999, que custou US$130 milhões aos cofres do estúdio.

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