De acordo com o The Hollywood Reporter, diversas redes de cinema da China vão relançar filmes como ‘Avatar’, ‘Vingadores: Ultimato’, ‘Interestelar’, e ‘A Origem‘ para ajudar a recuperar a economia do país.

Por conta da popularidade dos filmes mencionados, é de se esperar que os cinemas faturem grandes quantias… Originalmente, ‘Avatar‘ arrecadou US$ 202 milhões na China, enquanto os quatro filmes dos ‘Vingadores‘ somaram US$ 1,3 bilhão.

A escolha dos filmes se deu por conta do adiamento das produções mais recentes, como ‘Mulan’, ‘Velozes e Furiosos 9’, ‘Viúva Negra’, e ‘Um Lugar Silencioso 2‘.

Apesar da boa notícia, os cinemas devem subtrair 25% da renda de obtida através de filmes estrangeiros, já que as bilheterias serão destinadas à reconstrução da economia de outros países.

Mesmo assim, os estabelecimentos terão o direito de manter 100% da renda de ingressos de filmes nacionais em vez de repassar porcentagens a distribuidoras e produtoras, o que certamente irá ajudar a equilibrar o mercado interno.

Até o momento, mais de 700 cinemas foram reabertos desde a última sexta-feira (20) nas províncias de Xinjiang, Shandong, Sichuan, Fujian e Guangdong.

Mas apesar da decisão, nenhum ingresso foi vendido no fim de semana por conta do medo que o público ainda sente, já que a doença permanece circulando e não há tratamento nem vacinas eficazes para acabar com vírus.

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Além disso, ainda é cedo para apostar na reabertura de espaços que contribuam com a aglomeração de pessoas, o que pode resultar em novas contaminações e possíveis mortes.

Lembrando que a China continua sendo o país com o maior número de infectados, com 81.500 casos e mais de 3.200 mortes.

Logo atrás vem a Itália, com 59.100 casos e 5.400 mortes, e os EUA, com 35.200 infectados e 475 mortos.

Ao redor do mundo, os cinemas continuam de portas fechadas.

De acordo com o Deadline, a AMC, maior rede de cinema dos Estados Unidos, fechou 630 estabelecimentos pelo país desde o último dia 17.

As salas de cinema vão permanecer inativas entre seis e 12 semanas para atender as leis estaduais e federais, determinadas para garantir a saúde e a segurança da população.

Através de um comunicado, o presidente da AMC, Adam Aron, disse:

“Estamos tão decepcionados quanto o público e nosso funcionários, mas devemos obedecer as novas diretrizes estabelecidas pelas autoridades. Devemos evitar reuniões com mais de 10 pessoas em locais fechados, então é impossível manter os cinemas funcionando. Ainda assim, a saúde e o bem-estar da população vem em primeiro lugar, e vamos continuar a monitorar a situação com muita atenção até chegar o dia em que entreter o público novamente.”

Além da AMC, a Landmark Theatres, Cineplex Odeon, e Alamo Drafthouse também decidiram encerrar as atividades por tempo indeterminado, deixando mais de 3.400 cinemas de portas fechadas.

Aqui no Brasil, os cinemas do Rio de Janeiro foram obrigados por determinação do governo a fechar suas portas por 15 dias, em virtude da pandemia de Coronavírus. E as consequências começaram a surgir na economia do país.

Enquanto a rede Kinoplex antecipou as férias coletivas dos funcionários do estado, a rede Cinemark tomou medidas mais drásticas.

Em 16 de março, a maior rede de cinema do país anunciou um Plano de Demissão Voluntária ou um Programa de Qualificação Profissional remunerado.

Paulo Balmant, presidente do Sindicato da categoria, revelou ao G1 que a Cinemark ofereceu apenas duas propostas:

1. Plano de demissão voluntária, no qual será garantido ao funcionário o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sem o pagamento da multa rescisória.
2. Programa de Qualificação Profissional remunerado.

Na segunda opção, o funcionário receberá ATÉ 80% do seu salário líquido e ficará em casa assistindo cursos profissionalizantes online.

“A maioria parece que vai querer a segunda opção”, disse Balmant.

Mais informações serão reveladas em breve.

A determinação de fechar os cinemas foi estabelecida pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Governo do Estado, que emitiu o decreto número 46.970/20, que suspende as atividades “em cinemas, lonas culturais, teatros e museus”.

A medida visa evitar a proliferação da doença e garantir a segurança da população. Espera-se que contenção por apenas 15 dias seja o suficiente para a situação global se amenizar.

No estado de São Paulo, o governador João Dória fez restrições menores, seguindo a mesma premissa adotada pelo governador de Nova York. Sua determinação impera que eventos com mais de 500 pessoas sejam suspensos.

O cancelamento engloba tanto eventos governamentais, esportivos, artísticos, culturais, políticos, científicos, comerciais, bem como religiosos.

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