Lenda indiscutível da sétima arte, Clint Eastwood Jr. completou no último dia 31 de maio nada menos que 90 anos de vida. Definitivamente não é para qualquer um. E o melhor, com filmes como ator e diretor lançados em 2018 e 2019 respectivamente. Um dos maiores astros ainda vivos a terem passado por Hollywood, Eastwood tem impressionantes 65 anos de carreira como ator de cinema, 71 créditos como intérprete, 41 como diretor, e 5 Oscar decorando sua casa: melhor diretor e produtor por Os Imperdoáveis (1992), melhor diretor e produtor por Menina de Ouro (2004) e um honorário – além de outras 7 indicações.

Pensando na importância deste verdadeiro monstro sagrado do cinema mundial, o CinePOP resolveu fazer uma matéria diferente. No passado, já homenageamos o astro com listas de seus melhores filmes na direção e seus grandes personagens durões – que você pode conferir nos links abaixo. Desta vez, o novo texto irá apresentar alguns filmes muito famosos que quase tiveram o envolvimento de Clint Eastwood – além de muitas curiosidades. Vem conhecer.

Os 10 Melhores Filmes Dirigidos por Clint Eastwood



Superman: O Filme (1978)

 

Curiosamente, inúmeros boatos colocavam Clint Eastwood como ator perfeito para interpretar um Bruce Wayne/Batman envelhecido numa possível adaptação do clássico quadrinho O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. O filme não se concretizou e tudo só ficou na vontade. No entanto, outro personagem da DC chegou bem perto de ter o ator como seu intérprete. Trata-se do Homem de Aço, Superman, que teve seu primeiro longa-metragem lançado nos cinemas na forma de uma superprodução em 1978, dirigida por Richard Donner. Segundo afirma o próprio ator, ele foi a primeira escolha para o papel principal no filme – que como sabemos terminou nas mãos do então desconhecido Christopher Reeve, imortalizado como o personagem. Vocês conseguem imaginar o durão Eastwood no papel?

Os Grandes Durões da carreira de Clint Eastwood no Cinema

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007 – Viva e Deixe Morrer (1973)

Hoje, muito se especula sobre quem assumirá o smoking de James Bond após uma eventual partida de Daniel Craig do papel. Muitos fazem campanha para um 007 negro, outros pedem uma mulher assumindo o personagem – mas o que parece imprescindível é que a nacionalidade de tal ator deve ser britânica, afinal ele é o agente representante da Rainha da Inglaterra. E foi justamente este o argumento usado por Clint Eastwood quando lhe foi oferecido o papel. O ator se sentiu lisonjeado, mas afirmou que seu intérprete deveria ser inglês. O fato ocorreu na saída de Sean Connery da série, antes da escolha de Roger Moore como Bond.

Batman e Robin – A Série (1966)



Mesmo os mais novos devem conhecer a infame série de TV protagonizada por Adam West e Burt Ward na pele da dupla dinâmica Batman e Robin respectivamente. Sim, aquela das famosas onomatopeias Pow, Soc, Splatt, e por aí vai. Neste programa propositalmente cômico e camp, diversos vilões clássicos do Homem Morcego deram as caras, como o Coringa, Pinguim, Charada e Mulher Gato. Um dos mais importantes antagonistas do herói, no entanto, ficou só na promessa. Estamos falando do Duas-Caras, que no cinema foi retratado por Tommy Lee Jones e Aaron Eckhart. De fato existiu a ideia de levar o vilão para as telinhas ainda na década de 1960, e o escolhido para o papel foi ninguém menos que um então não muito famoso Clint Eastwood. O programa foi cancelado antes que tal episódio fosse gravado. Curiosamente, na animação Batman vs. Duas-Caras (2017), criada com as formas e vozes de West e Ward, o vilão foi interpretado por William Shatner.

Duro de Matar (1988)

Esta é um pouco complexa, então tente nos acompanhar. Duro de Matar, o filme protagonizado por Bruce Willis e considerado um dos melhores thrillers de ação do cinema de todos os tempos, é na verdade a adaptação do livro Nothing Lasts Forever, de Roderick Thorp. Acontece que este livro é, por sua vez, a continuação de The Detective, adaptado ao cinema como o filme A Lei é para Todos (1968), suspense criminal protagonizado por Frank Sinatra. Quando Duro de Matar finalmente iria sair do papel, Sinatra já estava velho demais para realizar façanhas de ação, e assim o filme teve que ser remodelado. Nesta época, Clint Eastwood era dono dos direitos da adaptação do livro e planejava estrelá-lo, sendo 15 anos mais jovem que Sinatra. No fim das contas, Eastwood desistiu do projeto e optou por protagonizar o quinto e último longa da franquia Dirty Harry, Na Lista Negra (também lançado em 1988). Curiosamente, Sinatra era a primeira opção para Dirty Harry em Perseguidor Implacável (1971), o primeiro filme da franquia, e só não fez o filme devido a um machucado no braço.

Rambo – Programado para Matar (1982)

Falando em heróis de ação dos anos 1980, Rambo e seu intérprete Sylvester Stallone são alguns dos maiores da época. É inegável que ao lado de Rocky Balboa, Rambo fez a carreira do “garanhão italiano”. É inegável também que Clint Eastwood abriu caminho para todo o subgênero do cinema brucutu dos anos 1980, ainda na década de 1970 – muito devido à franquia Dirty Harry. Então, é curioso saber que Rambo, o veterano de guerra traumatizado, quase foi vivido por Eastwood no primeiro e mais dramático filme da franquia. E se ele tivesse feito, certamente teria mantido o desfecho original, com a morte de Rambo – coisa que Stallone descartou após perceber o potencial para uma série de filmes de ação. Outro que pulou fora do projeto após Stallone modificar o final do livro First Blood, foi o astro Kirk Douglas, que originalmente viveria o Coronel Samuel Trautman – papel depois imortalizado por Richard Crenna na trilogia da década de 1980.



Era uma Vez no Oeste (1968)

Esta pode pegar muita gente de surpresa. A chamada trilogia dos Dólares, de Sergio Leone, foi a responsável pela carreira de Clint Eastwood, e o que o transformou em um astro ainda na década de 1960. E não apenas isso, mas a parceria com o diretor se tornou uma das mais memoráveis da história do gênero faroeste e do cinema de forma geral. Existem relatos de que Eastwood recusou o papel de “Gaita” (ou Harmonica), que terminou nas mãos de Charles Bronson, neste que é considerado por muitos como a melhor produção de seu gênero. É provável que tenha sido o velho conflito de agenda, já que no mesmo ano o ator lançaria nada menos que três filmes: Meu Nome é Coogan, O Desafio das Águias e A Marca da Forca. Fora isso, Leone convidou o trio de Três Homens em Conflito (Eastwood, Eli Wallach e Lee Van Cleef) para fazer participação em Era uma Vez no Oeste. O trio, no entanto, recusou quando descobriu qual seria a cena: os três seriam mortos pelo personagem de Bronson no início do filme. Aí não rola, Sergio.

Apocalypse Now (1979)

Considerado um dos melhores filmes de guerra (ou quem sabe o melhor) de todos os tempos, o longa (e bota longa nisso) de Francis Ford Coppola é um entorpecente relato da guerra do Vietnã. Um verdadeiro pesadelo de produção para todos os envolvidos – como mostrado num documentário – a obra quase custou a sanidade do cineasta, após os sucessos dos dois O Poderoso Chefão (1972 e 1974). Esse talvez tenha sido um dos motivos da recusa de Clint Eastwood em viver o personagem Capitão Willard, que terminou nas mãos de Martin Sheen. O motivo principal, no entanto, foi que o astro considerou a história “muito sombria” – isso vindo de um ator acostumado a trucidar criminosos no café da manhã. A ideia de ter Eastwood comandado por Coppola e contracenando com Marlon Brando, porém, faz qualquer cinéfilo lamentar pelo que poderia ter sido.

Dick Tracy (1990)


Se tem um filme que merece uma continuação/remake/reboot (ou qualquer coisa que traga o personagem detetive de sobretudo amarelo de volta às telonas), este filme é Dick Tracy. Dizem que os direitos ainda estão nas mãos de Warren Beatty, protagonista, diretor e produtor do longa – criado como resposta para Batman (1989), de Tim Burton. Mas enquanto o Homem Morcego viu inúmeras continuações surgirem logo após seu estrondoso sucesso, o policial incorruptível ficou apenas com sua primeira produção. Este ano, Dick Tracy completa 30 anos de seu lançamento, e seria uma oportunidade ideal para começar a se pensar em reviver o personagem. Olhando para a década anterior ao lançamento do filme, ainda nos anos 1980, Clint Eastwood era a escolha para o lendário policial criado nas tirinhas de jornal. E talvez se tivesse acontecido, quem sabe Dick Tracy não teria suas esperadas sequências. Nesta época, o diretor que levaria o detetive amarelão às telonas era John Landis, de Os Irmãos Cara-de-Pau (1980).

Anjos e Demônios (2009)

Calma, Clint Eastwood não queria pegar o papel do professor Robert Langdon – interpretado anteriormente em O Código Da Vinci (2006) por Tom Hanks (embora tenha sido planejado nas formas de Harrison Ford pelo autor Dan Brown). O que acontece é que Eastwood queria era dirigir o filme. Já pensaram que se a franquia tivesse diretores diferentes, os filmes poderiam ser únicos e diferenciáveis. É a velha máxima do “pior não dá para ficar”. Tais filmes foram sucesso de bilheteria, em partes devido ao histórico de suas contrapartes literárias, mas todos também amargaram fracassos de crítica. Anjos e Demônios, o segundo episódio, poderia ganhar mais corpo com um cineasta do calibre de Eastwood atrás das câmeras. No entanto, o sonho do diretor foi por água abaixo, uma vez que Ron Howard estava contratualmente obrigado a dirigir a continuação. Parece que até mesmo ele queria abrir mão do cargo.

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