Se você entrou na internet ao longo dos últimos 10 anos, é bem capaz que tenha se deparado com o ator Keanu Reeves algumas boas vezes. Por muito tempo, uma foto sua no banco da praça estampou tirinhas e memes de diferentes países. O “Sad Keanu” foi um fenômeno das redes sociais e acabou sendo deixado de lado quando a história por trás do ator foi exposta e as pessoas começaram a admirá-lo por algo além de seus personagens do cinema.

Principal nome de uma das maiores franquias de ação da atualidade, Keanu Charles Reeves foi um dos nomes mais promissores dos anos 90/2000. Imortalizado no papel de Neo, da trilogia Matrix, e com mais alguns bons papéis, Keanu não chegou a ser o ator versátil que se esperava dele, mas sempre ostentou um carisma enorme e muita dedicação ao trabalho que ama. Até chegar ao sucesso estrondoso de John Wick, ele fez muito dinheiro na carreira, só que diferentemente de muitos outros, Keanu Reeves fez de tudo para não ser apenas mais um clichê de Hollywood.

Conhecido por sua humildade, o astro passou por muitas coisas na vida antes de habitar o coração dos fãs. Filho de um geólogo com uma Figurinista/Stripper, Keanu Reeves nasceu em Beirute, no Líbano, e foi para os Estados Unidos ainda criança. Seu pai abandonou a família, mas manteve algum contato com o filho.  Ao longo dos anos, ele teve vários padrastos, que influenciaram em sua formação como pessoa, incluindo Paul Aaron, um diretor da Broadway, que conseguiu a cidadania Canadense para o menino e sua mãe. No Canadá, ele tentou ser goleiro de Hockey, mas sua dislexia o impediu de conseguir boas notas e seguir carreira no time da escola.

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Já adulto, ele voltou para Nova York e se lançou na carreira de ator. Nessa nova vida, ele conheceu seu melhor amigo, River Phoenix, irmão de Joaquin Phoenix. Eles se divertiam muito até os anos 90, quando a vida de Keanu Reeves viveu uma série de altos e baixos. Com uma carreira em ascensão e com inúmeros projetos em andamento, Keanu tinha tudo para ser feliz na profissão. Ele estava vivendo o sonho de qualquer jovem ator, mas parece que conforme sua carreira decolava, as tragédias surgiam na mesma proporção.

Em 1993, durante um show de Johnny Depp na Viper Room, seu amigo River Phoenix teve uma overdose e faleceu. Keanu gravava o futuro fenômeno Velocidade Máxima e ficou tão chocado que se recusou a comentar o caso ou prestar alguma homenagem. Sua atitude rendeu muitas críticas da imprensa, que só pioraram quando ele se recusou a estrelar Velocidade Máxima 2. A proposta era financeiramente tentadora, mas o roteiro não fazia sentido (afinal, o filme teria a mesma premissa, só que se passaria num navio. Os passageiros poderiam simplesmente pular no mar sem ativar a bomba). Com a recusa, a imprensa hollywoodiana pegou pesado com ele, tecendo comentários sobre seu ego e sobre sua “burrice” de recusar uma bolada daquelas.

Ele estrelou ao lado de seu ídolo, Al Pacino, Advogado do Diabo e diz até hoje que teria feito o filme de graça se o pedissem. Ele conheceu Jennifer Syme, assistente de produção de David Lynch, e se apaixonou perdidamente por ela. Em 1999, enquanto viva a glória de Matrix, Keanu e Jennifer ficaram grávidos de uma menina, Ava, mas o bebê nasceu natimorto. Retirada do ventre da mãe direto para o cemitério de Los Angeles, a pequena Ava foi um caso de muita tristeza para o casal, que decidiu terminar. Em 2001, quando os dois estavam próximos de uma reconciliação amorosa, Jennifer sofreu um acidente de carro e faleceu. Keanu se fez presente na família da ex-namorada e sentiu muito a perda de sua amiga/paixão, que foi enterrada ao lado do bebê, em Los Angeles.

Em 2002, sua irmã, Kim, voltou a apresentar sintomas de Leucemia, mas conseguiu se recuperar. Keanu, então, doou cerca de 70% do que ganhou na franquia Matrix para hospitais de câncer e criou um fundo de pesquisa de cura para a doença.

Ele também se envolveu em um projeto sobre um morador de rua que ganharia na loteria. Então, o ator tentou viver nas ruas para aprender sobre a vida de um sem teto e exercitar a humildade. No processo, tentaram roubar seu papelão/cobertor. Quando a imprensa o descobriu nas ruas, tentou vende uma história sobre decadência, mas logo foi esclarecido que era parte de um personagem. Pois bem, o filme acabou não saindo do papel, só que o preparo não foi completamente inútil. O ator aprendeu muito sobre humildade e simplicidade, havendo até mesmo uma história na qual ele ofereceu um jantar aos seus amigos sem-teto e se surpreendeu quando eles pediram para ir ao McDonald’s em vez de um lugar caro.

Desde então, o ator foi flagrado várias vezes por muitos fãs em lugares comuns, agindo como uma pessoa comum. Em um mar de extravagâncias, a história do astro “gente como a gente” foi ganhando espaço na mídia. Todo ano era uma nova história sobre Keanu Reeves e sua simpatia com os fãs. Momentos do ator andando de metrô e cedendo seu lugar para grávidas e idosas, por exemplo, ganharam os holofotes da internet, assim como casos de fãs que o encontraram e foram extremamente bem tratados por ele.

Abraçado virtualmente pelos fãs e considerado um dos caras mais legais de Hollywood, Keanu Reeves segue humilde e, segundo ele mesmo, um cara solitário. Tanto que a tal foto do “Keanu Solitário” viralizou  quando, em um de seus aniversários, ele comprou um bolo, sentou num banco de praça e dividiu com quem sentasse ao seu lado. Seu carisma e estilo de vida são tão contagiantes que uma religião dedicada ao ator surgiu recentemente e já conta com milhares de adeptos, é o Keanuísmo. Há até mesmo boatos de que ele seria imortal.

Dono de uma estrela na Calçada da Fama, astro da franquia John Wick, famoso em todo o mundo e um dos caras mais tranquilos do meio do cinema, Keanu Reeves se mostrou um grande exemplo de ser humano e agora recebe o carinho dos fãs. É um caso emocionante de alguém que sofreu muito e ainda assim continua grato pela vida.

Viva Keanu Reeves!

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