Sabem aquele comercial da OLX, em que o rapaz está de boa em casa e, quando olha pro lado, tem um vizinho esquisitão olhando pra ele de maneira mais esquisita ainda, levantando uma xícara de café? E, em seguida aparece uma mulher esquisitona e depois um cachorro esquisitíssimo? Pois é, ‘A Bruxa da Casa ao Lado’ é bem assim.

Ben (John-Paul Howard) é um rapaz que acaba de chegar para passar as férias de verão com seu pai, em alguma cidade litorânea do interior dos Estados Unidos. Ele foi para lá depois de se meter em encrenca em sua cidade natal por ficar espiando os vizinhos e, consequentemente, quebrar o braço. Mas então Ben está na casa do seu pai e… fica de olho nos vizinhos. Só que, de repente, o comportamento dos moradores da casa começa a mudar, e a mãe daquela família (Zarah Mahler) se torna uma ameaça inexplicável.



Partindo de um mote bem simples – garoto em um território desconhecido, que precisa superar seus problemas do passado ao se deparar com uma ameaça que coloca sua vida em risco – ‘A Bruxa da Casa ao Lado’ passa a maior parte do tempo com o pé no freio, tentando segurar o tal clímax que sabemos que está por vir. A bem da verdade, o filme parece segurar o freio de mão em quase todos os aspectos: no romancezinho do protagonista, na aparição da referida bruxa, na construção do suspense, na chegada do clímax, etc. Até a metade do longa o espectador está assistindo a um drama juvenil, com um garoto que tem um relacionamento espinhoso com o pai, vai a festinhas mas não sabe o que quer da vida e por aí vai. Cadê o terror?

O elenco não constrói uma capa de dúvida para o espectador, mas talvez essa sensação seja porque a maior parte das cenas sejam uma grande barriga inútil que não acrescenta na trama do longa. O argumento do roteiro de Brett Pierce e Drew T. Pierce passa a impressão de que, se tivesse o formato de um média-metragem, ‘A Bruxa da Casa ao Lado’ se sairia melhor do que com as uma hora e trinta e seis de duração que ganhou, com cenas desnecessárias e problemas de continuidade.

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Entretanto, todo esse lenga-lenga é em certa medida compensado a partir do final do segundo ato e a conclusão do longa, que é quando o embate com ‘A Bruxa da Casa ao Lado’ se desenrola, com direito a momentos inesperados e bons efeitos especiais. Isso, de certa forma, traz a sensação de que o filme é até bom, apesar do início moroso, embora concretamente o espectador não seja desafiado a ter medo em nenhum momento do filme de Brett Pierce e Drew T. Pierce.

A Bruxa da Casa ao Lado’ é um filme interessante, apesar de não parecer e de não explicar quase nada do mistério da tal bruxa. Se o espectador conseguir superar as quase uma hora de enrolação, poderá se surpreender com essa opção disponível no Telecine.



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