Desde que apareceu como o carcereiro Fabio na série ‘Vis a Vis’, Roberto Enríquez vem despertando a atenção dos produtores e do público. Não à toa, mal participou da última temporada da série criada por Álex Pina, afinal, seu personagem Fabio fez muita gente sonhar com um bonitão como aquele, e, agora, ele está de volta, dessa vez como protagonista na série espanhola ‘A Cozinheira de Castamar’, recém-lançada na Netflix.

Diego de Castamar (Roberto Enríquez) está viúvo há quase dois anos, mas não consegue superar a perda de seu grande amor. Afastado de tudo e de todos, ele é convocado pelo rei Felipe V da Espanha (Joan Carreras) a ocupar um posto a seu lado, e, para isso, deve realizar um baile para anunciar sua decisão. Contrariado, Diego acata o pedido do rei, ao mesmo tempo em que Don Henrique (Hugo Silva) traça um plano para casar o amigo com a inocente Srta. Castro (María Hervás). Só que no meio disso tudo, a cozinheira principal de Castamar é demitida, e a governanta topa contratar a jovem Srta. Clara Belmonte (Michelle Jenner) como aprendiz, porém, já no primeiro jantar as iguarias que a moça prepara na cozinha chama a atenção dos moradores de Castamar, e isso acaba despertando a curiosidade e a inveja da aristocracia e dos funcionários da quinta.



Baseado no livro homônimo de Fernando J. Múñez, a história de ‘A Cozinheira de Castamar’, apesar do título, é mais centrada no personagem Diego de Castamar – toda a ação ocorre no núcleo da aristocracia espanhola, ao passo que ao núcleo da cozinheira Clara cabe apenas a narração e a percepção dos eventos. Basicamente, apesar do título, não se trata da história sobre a cozinheira de Castamar, mas sim a história de como esta personagem influencia e chacoalha a vida da família Castamar.

Tatiana Rodríguez elabora um roteiro que intercala o background dos personagens centrais desenvolvendo-os à medida que apresenta o plot da primeira temporada, de modo que já nos primeiros minutos do programa o espectador já se sente íntimo do elenco. A direção de Norberto López Amado e Iñaki Peñafiel faz um bom uso do cenário de época, especialmente com relação à iluminação externa nos ambientes internos, além de realizar um jogo de câmera interessante que favorece os personagens mais iluminados e, ao mesmo tempo, se distancia mais daqueles cujos passados ainda sombreiam suas trajetórias.

A Cozinheira de Castamar’ é uma série de doze episódios com cerca de cinquenta minutos cada e que tem tudo que um fã de romances de época busca: romance, intrigas, fofocas, paixões proibidas, segredos, pegação pecaminosa, vestuário luxuoso, locações estilo conto-de-fadas, personagens instigantes, um protagonista galã por quem você torce, um antagonista bom vivant meio bad boy, uma mocinha esperta apesar de frágil, um fundo histórico real contextualizando tudo. Misturando meia xícara de ‘Downton Abbey’ com uma pitada de ‘Os Bridgertons’, só que com uma pegada menos pop, é uma série adorável, que engaja o espectador e nos faz ansiar pelo final feliz dos personagens.

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