Crítica | All of Us Are Dead – Nova série de Terror da Netflix com ZUMBIS é assustadora e viciante

CríticasACrítica | All of Us Are Dead – Nova série de Terror da Netflix com ZUMBIS é assustadora e viciante

Não é de hoje que o mundo ocidental está descobrindo as artes oriundas da Coreia do Sul: há anos as garotas do mundo inteiro se renderam aos encantos do grupo BTS, e, na sétima arte, o longa ‘Parasita’ levou os principais prêmios da Academia, enquanto a série ‘Round 6’ quebrou todos os recordes e se tornou a produção mais assistida na Netflix em 2021. Até agora. Isto porque a série de terror adolescente ‘All of Us Are Dead’ acaba de chegar nesse final de semana na gigante dos streamings e tem tudo para se manter no Top 10 por um bom tempo.

Nam On-Jo (Ji-hu Park) e Lee Cheong-San (Chan-Young Yoon) são amigos e vizinhos desde a infância. Os dois costumam ir juntos ao colégio Hyosan, e nunca podem se atrasar, senão, levam advertência. No mesmo dia em que Ohn Jo decide contar para o popular Jae Ik (Kyoo-hyung Lee) que gosta dele, uma aluna é mordida por um rato no laboratório do professor de Ciências, Prof. Byeong Chan (Byeong-cheol Kim). Rapidamente essa aluna desenvolve uma espécie de convulsão que ninguém entende o que é… até ela começar a morder outros alunos. É assim que toda a escola Hyosan acaba sendo infestada por alunos zumbis sedentos por sangue e loucos para morderem carne fresca…

Dividido em doze episódios que variam entre 50 minutos e pouco mais de uma hora, ‘All of Us Are Dead’ é completamente viciante e tem tudo para se tornar a mais nova queridinha dos assinantes depois de ‘Round 6’. Baseado no mangá homônimo de Joo Donggeun, de 2009, a série de terror dosa muito bem os dramas adolescentes típicos da fase de crescimento com dramas mais pesados sofridos por outros jovens, como o bullying agressivo e os impulsos suicidas. Ao mesmo tempo, todo esse florescer juvenil é atravessado por uma epidemia zumbi que deixa tudo isso de lado e exige desses personagens a maturidade necessária para sobreviver. Tal como a realidade que estamos vivendo desde o fim de 2019 aqui no mundo real né.

Escrito por Seong-il Cheon e dirigido por J. Q. Lee e Kim Nam-Soo, ‘All of Us Are Dead’ tem verdadeiros deslumbres cinematográficos, que vão deixar o cinéfilo raiz de boca aberta. Já no final do primeiro episódio há uma sequência de planos-sequências (com o perdão da redundância) no refeitório da escola que são de tirar o fôlego: a câmera acompanha um personagem caído no chão enquanto o zumbi chega para morder, é arremessado para longe, enquanto a câmera acompanha outro personagem em outra ação frenética que faz você prender o fôlego sem perceber. Outra tomada incrível é o giro de câmera em ações de enfrentamento dos zumbis, quando a ameaça vem para todos os lados e, nos corredores ou nas escadas, a câmera vai girando para dar dinamismo e ritmo ao frenético e intenso impulso pela sobrevivência. Uma aula de boa direção e de ótimas decisões na escolha das técnicas de gravação!

Também o departamento de arte e a pós-produção estão de parabéns, por criarem zumbis completamente críveis, com bons efeitos especiais e maquiagens estilo ‘O Exorcista’, que são de dar nervoso real. Sem contar, claro, a excelente preparação do elenco e das coreografias bem ensaiadas para que todo mundo pudesse se bater, se morder e sair rastejando por aí em segurança.

All of Us Are Dead’ é, tecnicamente, uma excelente produção, bem-feita em todos os quesitos cinematográficos, além de ter uma cativante história com a qual o espectador facilmente se envolve. E ainda por cima tem zumbis, sangue para todos os lados e um bocado de escatologia. Prato cheio (com o perdão do trocadilho) para quem se amarra num morto-vivo.

Janda Montenegro
Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.

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