Ariana Grande é uma das principais forças da música da atualidade e dona de sucessos incomparáveis que demonstram não apenas um inegável apreço pela arte fonográfica, mas uma versatilidade de tirar o fôlego. Conhecida por seus cristalinos vocais e uma habilidade exímia para composições ácidas e ambíguas, Grande conquistou fama ao redor do mundo não apenas por sua presença artística, mas por uma profundidade emocional que foi transmutada em diversas canções aplaudidas e premiadas ao redor do mundo.
Depois de nos entregar mais uma era sólida com o impecável ‘Eternal Sunshine’, que inclusive figurou a nossa lista de Melhore Álbuns de 2024, Grande tirou um tempo para focar na duologia ‘Wicked’, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante – e agora está pronta para voltar ao mundo da música com o antecipado ‘Petal’. O oitavo compilado de originais da vencedora do Grammy tem lançamento agendado para o dia 31 de julho e já se tornou um dos mais esperados do ano, cultivando um sentimento de ansiedade entre seus incontáveis fãs. E, para nos preparar para sua próxima era, Grande nos presenteou nestes últimos dias com o lead single “hate that i made you love me”.
Diferente do vibrante house de “yes, and?”, do sensual R&B de “positions” e o memorável pop de “thank u, next”, a nova faixa da artista soa mais constrita – e não digo isso de maneira pejorativa. Ao longo de pouco mais de três minutos, Grande mais uma vez nos deixa em êxtase com seus vocais, dessa vez apostando em tons mais graves que, sem sombra de dúvida, combinam com uma estética mais madura que ela pretende nos entregar. Aqui, ela encontra o empoderamento em uma atmosfera sinestésica e mais calma, mas sem deixar de lado os comentários irônicos sobre relacionamentos que não deram certo – e que lhe causam um sardônico “arrependimento”, como visto no próprio título da track.
Desde o lançamento do lead single, os fãs da cantora e compositora se viram divididos, alguns apreciando a estética oitentista de que se apropriou, outros frustrados por um comeback que não veio como o esperado. Entretanto, é notável como Grande, aliando-se aos produtores e liricistas Max Martin e Ilya Salmanzadeh (dois prolíficos e prestigiados nomes do cenário musical mainstream) para uma mistura bastante funcional, ainda que não tão memorável, de synth-pop, pop alternativo e o conhecido R&B que ela vem explorando desde o início de sua carreira.
Lembrando que “hate that i made you love me” já está disponível em todas as plataformas de música.



