‘Todo Mundo em Pânico’ é uma das franquias cinematográficas mais populares e adorada da atualidade e, desde seu lançamento mais de duas décadas atrás, continua angariando fãs ao redor do mundo. E, vinte e seis anos depois de chegar aos cinemas pela primeira vez, a saga de comédia e de terror ganhará um aguardado sexto capítulo que tem estreia marcada para o dia 4 de junho. Na trama, tempos depois de escaparem de um assassino mascarado muito familiar, o quarteto formado por Shorty (Marlon Wayans), Ray (Shawn Wayans), Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall) está novamente na mira do criminoso – e nenhuma franquia de terror está a salvo.
E é claro que, acompanhando as várias sequências-legado que vêm dominando o cenário mainstream – vide os recentes ‘Pânico 7’ e ‘O Diabo Veste Prada 2’, a produção do longa contaria com elementos inéditos, incluindo uma música-tema que foi lançada recentemente nas plataformas de streaming. Intitulada “Bigger Than Ever”, a canção é performada pelo rapper emergente Chris Patrick (que encabeçou uma das faixas da animação ‘Um Cabra Bom de Bola’) e encapsula o teor despojado da franquia ao unir hip-hop e trap em uma explosiva e breve construção fonográfica.
Patrick começou a ganhar notoriedade em Nova Jersey através de suas letras afiadas, de seus flows versáteis e de narrativas extremamente honestas sobre dificuldades financeiras e pessoais, solidificando uma reputação respeitável no cenário underground e indie do hip-hop com um apreço por versos rápidos e intrincados aliados a uma atmosfera melódica e muito instigante. Aqui, Patrick não exatamente se destitui de sua identidade, mas encontra uma espécie de bonança que vem após a tempestade – resumida pelo próprio título do single, que inclusive faz menção direta ao retorno do elenco do filme original ao próximo capítulo da saga.
“Maiores do que nunca, estamos de volta” é o verso que melhor traduz todo enredo metadiegético que o rapper constrói, não apenas aproveitando o momento para tecer comentários sobre sua contínua ascensão à fama, mas à antecipação que os fãs carregam para conferir ‘Todo Mundo em Pânico 6’ nas telonas. Não é surpresa que a breve faixa de pouco menos de três minutos seja engolfada em uma espécie de bomba-relógio (traduzida pelos toques de um metrônomo autorreferenciado) que explode em uma mixórdia vibrante e frenética de sintetizadores e bateria.
Toda a estrutura parte de uma premissa quase antêmica, garantindo que a simples e funcional lírica de Patrick vá de encontro proposital às pulsões do power-trap e de um electro-hip-hop que não nos deixa respirar em momento algum – e que nos faz ansiar por mais à medida que caminha para uma catártica conclusão. E, à medida que somos envolvidos por essa irruptiva ambientação, não podemos deixar de notar uma interessante versatilidade que o rapper nos mostra com essa despretensiosa incursão.
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