A animação nonsense protagonizada por uma esponja marinha bobinha intitulada ‘Bob Esponja’ estreou mundialmente em 1999 e, de lá pra cá, ganhou dois longas-metragens, diversas temporadas no canal Nickelodeon e hoje, vinte e um anos após sua estreia na tv paga, a turma da Fenda do Biquíni ganha mais um filme: ‘Bob Esponja: O Incrível Resgate’.

Tudo começa em um dia comum na hamburgueria do Siri Cascudo, onde Bob Esponja trabalha. Só que após o trabalho, Bob Esponja volta para casa e não encontra seu pet de estimação, o caracol Gary. Desesperado, Bob Esponja sai numa aventura junto com seu melhor amigo, Patrick, até a cidade perdida de Atlântida, onde o Rei Posseidon utiliza a baba de Gary para manter sua pele rejuvenescida. No caminho, os amigos enfrentarão diversos desafios que irão testar o herói que existe dentro deles.

Desde que foi anunciado o novo longa de animação do querido personagem, os fãs ficaram em polvorosa. Previsto inicialmente para estrear nos cinemas, devido à pandemia o longa acabou sendo disponibilizado direto na plataforma de streaming na Netflix. A demora na estreia só fez aumentar o hype pelo longa, mas o resultado que chega hoje à plataforma é um filme que parece não ter história. Ou melhor: tem, mas ela é tão fraquinha e tão fácil de se resolver, que o espectador tem a sensação de que os elementos vão sendo inseridos na trama para criar uma proposital barriga, de modo a preencher as uma hora e quarenta de filme. Isso ocorre especialmente no terceiro arco do enredo, em que todos os personagens fazem um discurso reflexivo em prol do Bob Esponja – uma cena realmente cansativa.



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Esse é um dos muitos problemas do roteiro de Tim Hill, que também dirigiu o longa. Parece que ele pegou uma boa ideia – a de retirar algo importante do protagonista para fazer com que ele e Patrick vivessem uma jornada do herói, com direito a guru motivacional (Keanu Reeves), empecilhos, um grande vilão a enfrentar, etc – e, a partir dessa ideia começou a inserir as sugestões dos seis produtores do projeto. Talvez por isso tenhamos tantas participações especiais em live-action neste longa de animação – aliás, ver essas personalidades no filme é uma das poucas coisas que nos arranca um sorriso.

 

Apesar da construção sonolenta e sem cena pós-crédito, ‘Bob Esponja: O Incrível Resgate’ possui uma bela técnica de animação, mesclando gráficos com efeitos especiais e visuais, sobrepondo a animação com filmagens reais de atores (algo bastante comum nos anos 1980). Com os personagens da Fenda do Biquíni em 3D e em cores tão vibrantes, é impossível (especialmente para os pequenos) não se sentir hipnotizados pelo desenho.



Com uma animada trilha sonora e poucas piadas que de fato funcionam, ‘Bob Esponja: O Incrível Resgate’ promete mais do que entrega. Quem acompanha a animação há mais de vinte anos provavelmente irá preferir os primeiros dois filmes do Calça Quadrada. Para os pequenos que estão chegando agora, pode ser uma opção bacaninha de entretenimento, porém longa demais para prender a atenção.

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