sexta-feira , 21 fevereiro , 2025

Crítica | Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo: Adaptação tem boas intenções, mas não sai do óbvio


Um ícone dos tempos áureos da TV Manchete, a animação de Cavaleiros do Zodíaco teve papel fundamental na construção cultural da geração millennial. Exibida no Brasil entre os anos de 1994 e 1997, a popular adaptação do mangá lançado nos anos 80 rapidamente se tornou uma das grandes nostalgias que cautelosamente tenta ressurgir das sombras do passado diretamente para as telonas.

cavaleiros do zodiaco 1



Mas ao contrário da divertida aventura Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, que abraça o saudosismo da clássica série animada A Caverna do Dragão e as campanhas do jogo D&D, combinando-os em um excelente resultado, Cavaleiros do ZodíacoSaint Seiya: O Começo peca demais por levar seu título muito ao pé da letra. Com algumas conexões ao passado da franquia e ciclos narrativos viciosos, o longa patina muito e tem dificuldades de justamente sair do começo.

E o filme tem boas intenções e uma proposta ambiciosa. Com ótimos efeitos visuais na maior parte do tempo, o longa roteirizado por Josh Campbell, Matt Stuecken e Kiel Murray apresenta o universo da franquia de forma didática, tomando a audiência pelas mãos a fim de envolvê-la na essência central da trama: um habilidoso jovem com poderes cósmicos incubido de proteger Sienna, uma linda garota que carrega em si a divindade Atena. E como um filme de origem, todos esses detalhes não passam em vão e servem genuinamente como uma bússola para o que almeja ser o início de uma franquia cinematográfica.

cavaleiros do zodiaco 3


Abraçando tanto os fãs do mangá e das animações, bem como os leigos, Cavaleiros do ZodíacoSaint Seiya: O Começo visa cativar uma audiência mais ampla e jovem, mantendo sempre algumas referências tanto ao clássico dos anos 80, bem como à polêmica recente série realizada pela Netflix. Mas por novelizar demais a relação entre Seiya e Sienna, sempre andando em círculos no que diz respeito ao desenvolvimento da trama, o filme vai perdendo o seu brilho e – consequentemente – nosso interesse.

Mas o filme não é uma oportunidade perdida. Com um ato de abertura forte e convidativo, a adaptação consegue nos cativar em seus primeiros 15 minutos, sob a promessa cumprida de que seremos recompensados com um vasto leque de cenas de ação. Dito e feito. Com coreografias belíssimas e uma direção que abusa da teatralidade e do performático, Tomasz Bagunski honra as raízes orientais da saga, com takes que exageram em efeitos dramáticos – que destacam ainda mais as lutas corporais. E com uma bela fotografia que mistura o misticismo cósmico com a arquitetura grega, Cavaleiros do Zodíaco tem um visual atraente e particular.

cavaleiros do zodiaco 2

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Mas o maior problema do filme é sua incapacidade de desenvolver sua trama de forma mais eficiente. Tornando os demais cavaleiros de bronze uma nota de rodapé nos dois minutos finais de filme, Saint Seiya: O Começo peca por não explorar toda a riqueza que o universo em si possui. Com um elenco bom, formado pelos veteranos Sean Bean e Famke Janssen, além dos jovens Madison Iseman e Mackenyu, Cavaleiros do Zodíaco tem os elementos certos para um sucesso, mas padece em um roteiro mediano e óbvio. Ainda assim, com grande potencial para se expandir a longo prazo, a franquia tem chances de construir seu futuro nas telonas. Entre erros e acertos, a adaptação é promissora o bastante para lhe garantir uma nova chance de se alinhar aos anseios dos fãs.


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Um ícone dos tempos áureos da TV Manchete, a animação de Cavaleiros do Zodíaco teve papel fundamental na construção cultural da geração millennial. Exibida no Brasil entre os anos de 1994 e 1997, a popular adaptação do mangá lançado nos anos 80 rapidamente se tornou uma das grandes nostalgias que cautelosamente tenta ressurgir das sombras do passado diretamente para as telonas.

cavaleiros do zodiaco 1

Mas ao contrário da divertida aventura Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, que abraça o saudosismo da clássica série animada A Caverna do Dragão e as campanhas do jogo D&D, combinando-os em um excelente resultado, Cavaleiros do ZodíacoSaint Seiya: O Começo peca demais por levar seu título muito ao pé da letra. Com algumas conexões ao passado da franquia e ciclos narrativos viciosos, o longa patina muito e tem dificuldades de justamente sair do começo.

E o filme tem boas intenções e uma proposta ambiciosa. Com ótimos efeitos visuais na maior parte do tempo, o longa roteirizado por Josh Campbell, Matt Stuecken e Kiel Murray apresenta o universo da franquia de forma didática, tomando a audiência pelas mãos a fim de envolvê-la na essência central da trama: um habilidoso jovem com poderes cósmicos incubido de proteger Sienna, uma linda garota que carrega em si a divindade Atena. E como um filme de origem, todos esses detalhes não passam em vão e servem genuinamente como uma bússola para o que almeja ser o início de uma franquia cinematográfica.

cavaleiros do zodiaco 3

Abraçando tanto os fãs do mangá e das animações, bem como os leigos, Cavaleiros do ZodíacoSaint Seiya: O Começo visa cativar uma audiência mais ampla e jovem, mantendo sempre algumas referências tanto ao clássico dos anos 80, bem como à polêmica recente série realizada pela Netflix. Mas por novelizar demais a relação entre Seiya e Sienna, sempre andando em círculos no que diz respeito ao desenvolvimento da trama, o filme vai perdendo o seu brilho e – consequentemente – nosso interesse.

Mas o filme não é uma oportunidade perdida. Com um ato de abertura forte e convidativo, a adaptação consegue nos cativar em seus primeiros 15 minutos, sob a promessa cumprida de que seremos recompensados com um vasto leque de cenas de ação. Dito e feito. Com coreografias belíssimas e uma direção que abusa da teatralidade e do performático, Tomasz Bagunski honra as raízes orientais da saga, com takes que exageram em efeitos dramáticos – que destacam ainda mais as lutas corporais. E com uma bela fotografia que mistura o misticismo cósmico com a arquitetura grega, Cavaleiros do Zodíaco tem um visual atraente e particular.

cavaleiros do zodiaco 2

Mas o maior problema do filme é sua incapacidade de desenvolver sua trama de forma mais eficiente. Tornando os demais cavaleiros de bronze uma nota de rodapé nos dois minutos finais de filme, Saint Seiya: O Começo peca por não explorar toda a riqueza que o universo em si possui. Com um elenco bom, formado pelos veteranos Sean Bean e Famke Janssen, além dos jovens Madison Iseman e Mackenyu, Cavaleiros do Zodíaco tem os elementos certos para um sucesso, mas padece em um roteiro mediano e óbvio. Ainda assim, com grande potencial para se expandir a longo prazo, a franquia tem chances de construir seu futuro nas telonas. Entre erros e acertos, a adaptação é promissora o bastante para lhe garantir uma nova chance de se alinhar aos anseios dos fãs.

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