Em março de 2013 os brasileiros foram surpreendidos com a terrível notícia da morte do cantor Chorão, vocalista da banda de rock Charlie Brown Jr. Embora à época a formação original da banda não estivesse mais unida, a notícia da morte do vocalista chocou os fãs.

Seis anos após a morte do ídolo da geração 2000, o documentárioChorão: Marginal Alado’ busca resgatar a memória do rapaz de voz doce que levou milhares de jovens brasileiros a pensar politicamente sua posição na sociedade. Com cerca de duas horas de duração, o longa mescla depoimentos com muitas imagens resgatadas dos bastidores das turnês da banda, embalado pelos inesquecíveis hits da banda que criou ‘Proibida para Mim’, ‘Só os Loucos Sabem’, ‘Zóio de Lula’, e muito mais.

O longa de Felipe Novaes se baseia na emoção para traçar o passo a passo de Chorão, falando rapidamente do surgimento do Charlie Brown Jr. para em seguida retratar o auge da banda e seu declínio, culminando, por fim, no questionamento de o que teria levado Chorão – que se dizia contra as drogas – ter morrido por overdose de cocaína. Numa tentativa de responder esta pergunta, o longa dedica boa parte de seu tempo construindo uma boa imagem do rapaz paulista que beirava a genialidade, mas que também era exigente, impaciente e, muitas vezes, grosseiro com as pessoas.

Se por um lado Chorão se aproximava dos fãs como “gente como a gente” – recomendando, inclusive, que quem não tivesse dinheiro, que não comprasse seus CDs e os pirateasse na internet –, por outro ele se encaminhava velozmente para uma profunda depressão irreversível, a qual sua ansiedade e sua autocrítica prejudicavam bastante. Neste ponto, o documentário ajuda a esclarecer o papel da esposa de Chorão, Graziela – na época acusada pelos fãs de ter abandonado o cantor quando ele mais precisava de ajuda – mostrando o quanto ela teria tentado de todas as formas fazê-lo sair desse caminho sem volta.

Sem medo de tocar nos pontos sensíveis e polêmicos da trajetória de Chorão, ‘Marginal Alado’ – que, para quem não sabe, está tatuado no braço do cantor – traz depoimentos emocionantes e engraçados de João Gordo (com quem Chorão brigou durante um tempo quando o ex-VJ falou mal do clipe do Charlie Brown), de Alexander Magno (filho do cantor, hoje já um rapaz), do Digão dos Raimundos e até mesmo do Champignon, meses antes dele também falecer. O documentário – que foi exibido na CCXP19 e no Festival do Rio – também resgata episódios de tretas épicas, como o dia em que Chorão deu um soco no Marcelo Camelo, do Los Hermanos. A alternância dessas lembranças hilárias com a saudade do que Chorão poderia ter construído é o ponto forte do roteiro de Hugo Prata, Matias Lovro e Felipe Novaes.

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Chorão: Marginal Alado’ tem o coração do fã conduzindo sua história, e deixa evidente como o jeitão despojado do cara “de cabelo engraçado” foi conquistando a garotada e a mulherada, e porque, até hoje, nenhuma banda conseguiu ocupar o vazio deixado por este jovem cantor que andava de skate e falava palavrão tal qual a juventude de classe média das metrópoles brasileiras. É um filme nostálgico que nos faz lembrar da época de nossa adolescência.

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