Em tempos de reclusão social, nada melhor que uma série que se passe no universo adolescente, dentro de uma escola, para a gente se sentir de volta à rotina, né? Foi uma feliz coincidência a chegada da 3ª temporada de ‘Élite’ na Netflix justamente quando mais precisamos nos entreter. Ainda bem!

Depois de todo o rolo que aconteceu nas temporadas anteriores, começamos o 1º dos 8 capítulos voltando aos poucos às origens: Polo (Álvaro Rico) está solto e de volta à Las Encinas, e isso abala o grupo de amigos que ainda tentam buscar justiça à amiga Marina (María Pedraza). Acontece que, assim como o amor, o ódio também une, e, em nome de combater a presença de Polo na escola, todos se unem para tornar a vida dele um inferno – porém, nem tudo sai como planejado.

Novamente o roteiro de ‘Élite’ se baseia num grande suspense para gerir sua trama principal, ao redor do qual as histórias pessoais dos personagens rodam. Repetir a fórmula de sucesso da 1ª temporada foi um acerto dos criadores Carlos Montero e Darío Madrona.

Como nas outras temporadas, a trama é contada de trás pra frente: a primeiríssima cena nos traz um crime terrível, e, a partir dele – e das entrevistas individuais com a investigadora – a série vai recontando a evolução dos núcleos até chegarmos de volta ao crime – e descobrirmos quem, afinal, é o grande responsável por tudo.

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Além disso, a série também introduz dois novos personagens ao núcleo principal: Malick (Leïti Sène) e Yeray (Sergio Momo), que, embora participem diretamente do desenrolar de certos núcleos, deixam a sensação de que entraram na trama só para causar um desvio na história (como se não tivessem sido planejados desde o princípio).

Quem se destaca mesmo é o elenco feminino, afiadíssimo. Claro, o elenco todo de jovens tem muita química, e eles parecem bastante à vontade com seus personagens. Porém, mais até que nas temporadas anteriores, dessa vez a luz é jogada no elenco feminino, especialmente Lucrecia (Danna Paola), Nadia (Mina El Hammani), Carla (Ester Expósito) e a melhor de todas: Rebecca (Claudia Salas, cujo jeitão nos lembra muito a querida Nairóbi, de ‘La Casa de Papel’).

Estas personagens são a chave de toda essa 3ª temporada, e o desenvolvimento de cada uma delas é o que nos prende capítulo após capítulo. Aliás, lá pelo minuto 30 do 6º episódio tem o diálogo mais importante da temporada toda (talvez até da série!), entre Nadia e Lu. Não se surpreenda se você se pegar chorando aqui.


Vale destaque também a trilha sonora, que mais uma vez traz uma gama de músicas de estilos diferentes que certamente vai entrar na playlist de muita gente por aí.

A 3ª temporada de ‘Élite’ encerra um ciclo de personagens, porém, deixa aberto uma possível continuação. Com uma grande reviravolta no penúltimo capítulo, não se surpreenda se essa ‘Malhação’ espanhola voltar repaginada, com novos astros e ainda mais dramática. Até porque, o final desse ciclo é bem melancólico e agridoce, e deixa a gente com o coração apertadinho por ter acabado. Alô Netflix, queremos mais!

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