Depois de um final que deixou todo mundo em suspenso e de um loooongo mês de espera, finalmente a Passionflix liberou ‘O Inferno de Gabriel: Parte II’, e, minhas amigas, preparem-se para um encontro daqueles!

Julia (Melanie Zanetti) e Gabriel (Giulio Berruti) não estão bem. Após finalmente Gabriel ter reconhecido Julia de seu passado, Julia se dá conta de que o Gabriel que ela idealizou tanto em sua cabeça durante todos esses anos não é o mesmo que ela encontrou. Além disso, o medo de que haja complicações institucionais na faculdade (uma vez que ele é professor dela) começa a pesar sobre ambos, então, diante de tantos impedimentos – e alguns novos personagens – Julia e Gabriel decidem levar as coisas devagar e se conhecerem melhor, ao mesmo tempo em que mantêm um relacionamento amoroso às escondidas.


Um aspecto interessante da produção de Tosca Musk é que ela não foca apenas em contar uma história cinematográfica de começo, meio e fim: mais que isso, ela quer contar a história que as fãs desejam dos livros que amam. Aliás, como um todo, essa é a proposta da plataforma Passionflix, da qual Tosca é dona. Portanto, mais que entregar um filme, Tosca quer satisfazer as expectativas das fãs, mesmo que isso talvez signifique construir um longa de uma hora e quarenta e seis minutos que, no final das contas, avance pouquíssimo na trama – até porque as fãs não querem que a história acabe: elas querem toda a sedução e paixão que constrói os personagens e a história que tanto amam.

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Dito isso, nessa segunda parte de ‘O Inferno de Gabriel’ temos exatamente sedução, cortejo e romance. Quase todas as cenas incluem Gabriel e Julia; pouquíssimas são as cenas com outros personagens, e a maioria foi gravada em ambientes fechados, quase sempre no apartamento dele ou dela. Temos também muitas cenas de conversas à mesa – e vários jantares intocados, que não passam despercebidos –, o que significa uma chuva de diálogos com frases de impacto bem estilo ‘Crepúsculo’, como “Eu não vou deixar suas sombras me consumirem” e “Sua virtude está a salvo comigo”. Hihihihi.

Comparativamente, a direção de Tosca Musk deu uma caidinha nessa segunda parte da adaptação da obra de Sylvain Reynard. Talvez pela pressa em lançar logo o filme para não perder o hype do primeiro lançamento, mas nessa continuação há cortes abruptos de cenas e umas transições bem esquisitas, que poderiam ter sido melhor trabalhadas. Apesar desse deslize na edição e na montagem, a fotografia do longa continua se destacando, especialmente quando coloca Melanie Zanetti e Giulio Berruti juntos, contrastando bem o biotipo de cada um dos atores, o que ajuda a reforçar a fragilidade de Julia diante do bruto professor Dr. Emerson.

Com um início que pega fogo, ‘O Inferno de Gabriel: Parte II’ entrega o que as fãs esperam: saímos do filme com a sensação de termos tido um encontro romântico com o bem-educado e misterioso Gabriel, que nos trouxe flores, nos levou para jantar e ainda por cima fala umas coisas bonitas em italiano. Depois de um encontro desses, como não sonhar de olhos abertos, esperando a parte 3?


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