O Jovem Kielowski estreia nesta sexta-feira (04), às 22h30, na TNT

A juventude à flor da pele e seus problemas decorrentes dessa explosão se transformam em um surpreendente dilema de gente grande em O Jovem Kielowski, nova comédia romântica original da TNT. Aqui, a história de uma gravidez inesperada entre duas pessoas que mal se conhecem ganha um ar muito mais profundo e autêntico, sem rodeios e sem floreios romantizados à la Hollywood.

Não é fácil lidar com tamanha transformação quando não há um plano na jogada e essa eletrizante e quase nauseante montanha-russa foi destrinchada de maneira clínica e pontual pelo cineasta Kerem Sanga, que assina o roteiro e assume a direção desse indie. Por uma ótica de puro cinema independente, ele traz uma história repleta de dissabores e confrontos desconfortáveis, que tornam o longa uma experiência ainda mais rica, tanto quanto prazerosa e divertida.



Conferindo a trama toda a partir da mente de Brian Kieslowski (Ryan Malgarini), observamos de perto o que passa na cabeça de um jovem – que há poucos dias ainda “ostentava” a virgindade, no instante em que todos os seus planos despencam diante de uma gravidez com uma desconhecida. Com as coisas fora de ordem, uma intensa avalanche de graves decisões passam a cruzar o seu caminho. Um novo normal nasce e com ele o peso das escolhas que ele terá que carregar para o restante da vida.

A escolha narrativa de Sanga é um dos aspectos mais prazerosos de O Jovem Kielowski, que cria a sua própria versão desse conto que já fora explorado incansavelmente nos cinemas. Pela sua perspectiva mais autoral, somos colocados na posição de audiência onisciente, aquela que sabe muito mais do que até mesmo a maioria dos personagens. Essa vista privilegiada rapidamente gera reflexos instantâneos no público. Rapidamente nos afeiçoamos até mesmo ao fator sem noção do protagonista, que como qualquer um nesse contexto, teria os seus pequenos surtos em sigilo.

E a partir da mente de Kieslowski, conhecemos também Leslie Mallard (Haley Lu Richardson). Mãe em formação, ela é uma jovem de raro convívio social e poucas relações afetivas, que transfere a solidão para a gravidez. E embora isso não seja propriamente dito, toda a construção narrativa de Sanga nos leva a essa percepção. E mais uma vez, o roteiro bem alinhavado nos permite decifrar seus próprios personagens, sem que muito seja dito.



E isso tudo faz com que a comédia – que traz um viés dramático muito bem trabalhado do começo ao fim -, se torne ainda mais perspicaz e agradável. Sabendo usar o seu tempo de tela de forma ágil e dinâmica, a produção é concisa e precisa, é capaz de transitar entre a leveza e a dramaticidade com destreza e não deixa o público na mão. Intenso, divertido e profundamente honesto e realista quanto aos diferentes anseios da juventude contemporânea, O Jovem Kieslowski não é piegas e faz de um tema tão comum nos cinemas, uma preciosidade que nos faz querer assistir de novo. E de novo. E de novo.

 

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