Crítica | Slender Man: Pesadelo Sem Rosto – Polêmico terror capricha nos sustos

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CríticasCrítica | Slender Man: Pesadelo Sem Rosto - Polêmico terror capricha nos sustos

Existem alguns filmes que a crítica especializada já se prepara para malhar antes mesmo da estreia, e visivelmente é o caso do terror ‘Slender Man: Pesadelo Sem Rosto’ .

O projeto passou por diversos problemas para sair do papel, teve um trailer mal recepcionado pelo público, enfrentou uma briga entre os produtores e o estúdio… e aparentemente teve cenas cortadas pela Sony para conseguir ser exibido nos cinemas.

O resultado é visível na tela: ‘Slender Man: Pesadelo Sem Rosto‘ não é tão ruim quanto os críticos estão pintando, mas tem sérios problemas de ritmo, edição e um final bastante decepcionante.

Para aqueles que não sabem, o Slender Man foi criado por Eric Knudsen como um meme, e acabou se tornando famoso como a primeira lenda da internet. O Homem Esguio é descrito como magro, anormalmente alto, inexpressivo e sempre vestindo um terno preto. Ele está normalmente associado à floresta, e é acusado por sequestrar crianças. O meme acabou aterrorizando as pessoas quando duas adolescentes mataram a amiga na floresta, e alegaram que foi um ritual satânico para o Slender Man.

No filme, a história é adaptada de uma maneira bem hollywoodiana. Quatro amigas acham um vídeo na internet sobre o Slender Man, assistem e uma delas desaparece misteriosamente na floresta. As três que sobraram começam a ter alucinações terríveis e precisam descobrir o que fazer para se salvarem.

A primeira metade do filme é extremamente angustiante e bem produzida, com uma atmosfera à lá ‘Invocação do Mal‘ repleta de jump scares. Do meio para o final, o filme se perde e começa a rodar em círculos, mostrando os problemas de edição e possíveis cortes de cenas importantes. Quanto mais eles mostram a criatura, menos a gente teme ela. O medo está no desconhecido, e o filme acaba perdendo pontos justamente por expor a criatura em excesso.

O que salva o terror de ser uma produção assumidamente B é o alto orçamento e o elenco de jovens atrizes conhecidas. A talentosa Joey King, de ‘Invocação do Mal‘, ‘7 Desejos‘ e ‘ A Barraca do Beijo‘, entrega uma ótima atuação – mesmo com um roteiro que não valoriza suas personagens.

Ela tem ótimos momentos ao lado de Julia Goldani Telles, filha de brasileiros, que também se entrega como Hallie. O ótimo elenco é completo pelas esforçadas Annalise Basso, de Ouija: Origem do Mal, e Jaz Sinclair (‘When The Bough Breaks’) .

A direção inspirada de Sylvain White tem cenas muitos bem realizadas e fotografadas, que dão um estilo bem sombrio para a produção e alguns sustos bem divertidos. O problema está no roteiro de David Birke, que parte de uma ótima ideia para uma péssima execução, com um final que pode deixar muitos espectadores com raiva.

Slender Man: Pesadelo Sem Rosto‘ é um filme de terror com bastante sustos, com alguns ótimos momentos, que se perde em sua própria história. Aqueles que gostam do gênero vão se divertir, mas é um produto esquecível.

Crítica em Vídeo:

 

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Renato Marafon Editor-Chefe
Jornalista formado, influencer, crítico de cinema e editor-chefe do CinePOP.

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