Crítica | Sueco mergulha no metal e no pop-punk com “Rearranging Scars”, música original de ‘Pânico 7’


A franquia ‘Pânico’ é uma das mais populares da história do cinema e, desde sua estreia em 1996, trouxe uma nova perspectiva para o gênero slasher ao unir metalinguagem e terror em um mesmo lugar. Através de uma competente e sangrenta história, Wes CravenKevin Williamson eternizaram alguns dos personagens mais conhecidos da cultura pop, incluindo a icônica final girl Sidney Prescott, vivida por Neve Campbell.

O sucesso do primeiro filme reverbera mesmo duas décadas depois do início da saga, caminhando agora para seu sétimo capítulo e imortalizando mais uma vez a medonha figura de Ghostface nas telonas – trazendo Sidney para o que pode ser uma de suas batalhas mais dolorosas, principalmente quando o serial killer toma sua família como alvo, incluindo a filha Tatum (Isabel May). E, enquanto aguardamos ansiosamente pela estreia do longa-metragem, a campanha promocional segue a todo vapor, não se restringindo apenas a trailers, teasers e vídeos promocionais, mas se estendendo a uma trilha sonora que promete capturar a irruptiva essência da franquia.

Recentemente, a primeira de quatro canções originais foi lançada pelo cantor, compositor e rapper norte-americano Sueco. Intitulada “Rearranging Scars”, a faixa inédita veio acompanhada de um videoclipe com a participação de ninguém menos que o próprio assassino mascarado, em um cenário decorado com correntes e muito sangue cenográfico. A track, infundida nas conhecidas e rompantes notas do metal, é uma ótima abertura para as próximas três que serão divulgadas nos próximos dias – e é acompanhada de uma gritante melancolia já comum à atmosfera derradeira da franquia.

Contando com a assinatura de Jeris JohnsonBOI WHATAlexander SaccoAlex Karlsson e o cantor em si, a faixa estende-se por três minutos e vinte segundos de versos pincelados com um conformismo letárgico, de uma labiríntica prisão em que ressentimentos e cicatrizes não podem simplesmente serem esquecidos – voltando à tona em um ciclo inescapável de dor que, de maneira categórica, serve como reflexo para a jornada de Sidney e de todas as vítimas do serial killer. O arrependimento urge no vibrante refrão, em que o performer lamenta o fato de não poder mudar o que fez e ser obrigado a conviver com isso todos os dias.

Johnson e BOI WHAT também assumem as rédeas da produção da música, optando por uma estética que nos remonta, ainda que apenas em um âmbito temático, ao single “Something To Die For”, emprestado pela banda de rock The Sounds‘Pânico 4’. Criando esse fio condutor, que ainda conta com elementos que homenageiam as dissonâncias de grupos como MetallicaThe Pretty Reckless, a dupla celebra o metal em um confronto direto entre passado e presente que, de maneira dialógica com o projeto cinematográfico, emerge em um legado marcado por gritos e despedidas. E, compondo essa épica atmosfera que se desenrola pouco a pouco, temos a presença contundente do rap, do punk-rock e do pop-punk que funcionam dentro de uma praticidade muito bem-vinda.

Lembrando que a próxima canção, “Twisting the Knife”, será lançada em 19 de fevereiro.

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.