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Crítica | Um Amor à Altura


Todo homem é poeta quando está apaixonado. Após o ótimo O Pequeno Nicolau e sua sequência, o diretor francês Laurent Tirard volta às telonas dessa vez para um remake de um filme argentino de sucesso Coração de Leão – O Amor Não Tem Tamanho. Contando no elenco com o astro francês Jean Dujardin (O Artista) e com a bela atriz belga Virginie Efira o longa-metragem segue fielmente o roteiro do original tentando se diferenciar apenas pelos momentos extremos de comédia pastelão (aquelas com risos fáceis). Por não conter nenhum tipo de originalidade/personalidade própria, esse é mais um daqueles remakes que deixam a desejar.

Na trama, conhecemos uma linda advogada bem sucedida chamada Diane (Virginie Efira) que vive sozinha e divide o escritório onde trabalha com seu insuportável ex-marido. Certo dia, após esquecer o telefone em um lugar, um homem misterioso chamado Alexandre (Jean Dujardin) liga para ela e a convence de encontrá-lo em um almoço. Chegando lá, Diane se surpreende com a altura do homem mas é fisgada pelo charme e carisma deste pequeno galã francês. Assim, ao longo das semanas seguintes, entre encontros maravilhosos e surpreendentes, Diane terá que tomar uma decisão, fugindo dos preconceitos dos outros ao redor e pensando única e exclusivamente no amor que nasce entre os dois pombinhos.

Um dos filmes mais água com açúcar deste Festival Varilux de Cinema Francês 2016, Um Amor à Altura se desenvolve através de encontros inusitados e a maneira como Alexandre tenta conquistar o coração da bela Diane. Usando todo o charme no personagem, Jean Dujardin encarna exatamente na mesma linha de atuação que o argentino Guillermo Francella seguiu no original. Os momentos de risos fáceis acabam dando um extremismo às situações, fato que não ocorre tanto no original. De uma história bonita e inusitada, validando as raízes montadas dentro do amor, esse remake francês acaba batendo forte em um tom de comédia que deixa tudo muito exagerado e sem graça.



Não chega a ser uma grande decepção por conta da direção do ótimo Tirard, a decepção chega mais pelo roteiro que não consegue ser um pouco mais original e trazer mais elementos para se diferenciar da fita argentina. Sem previsão para estrear no circuito brasileiro, Um Amor à Altura encontra-se na categoria de filmes esquecíveis deste Festival.

Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.
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