Apesar de ter estreado nos cinemas britânicos em 2005, o clássico terror Abismo do Medo chegou aos cinemas mundiais quase um ano mais tarde, depois de uma exibição de grande sucesso no Festival de Sundance em 2006.

Desde seu lançamento até os dias de hoje, a obra ainda reclama seu posto como uma das melhores produções do gênero dos anos 2000, girando em torno de seis mulheres que, após entrarem em um complexo de cavernas, lutam para sobreviver contra criaturas humanoides que querem matá-las.

Elogiado pelas performances, pela direção e por sua natureza claustrofóbica, a inesperada recepção crítica e comercial (arrecadando mais de US$57 milhões mundialmente) rendeu uma sequência e um status cult de favoritismo entre a comunidade cinéfila. E, para celebrar seu recente aniversário, separamos uma lista com algumas curiosidades de bastidores para você conferir.

Veja:



NOSFERATU

As criaturas das cavernas foram criadas em semelhança a Nosferatu, clássico personagem do expressionismo alemão que deu nome ao filme de 1922. Originalmente, eles teriam grandes olhos brancos, mas a ideia foi descartada por parecer boba demais. Cada ator passava três horas e meia sob um intenso processo de transformação, que incluía a depilação completa do corpo e a aplicação de maquiagem e próteses.

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SEGURANÇA ACIMA DE TUDO

Neil Marshall, diretor do filme, juntamente aos produtores, chegaram a um consenso de quer seria muito perigoso gravar dentro de uma caverna de verdade, além de consumir muito tempo de preparo. Por isso, optaram por construí-la dentro do estúdio.



SURPRESA!

A aparência das criaturas foi mantida sob segredo do elenco até a primeira cena em que ocorre o encontro. Quando as atrizes finalmente participaram da sequência, elas estavam genuinamente assustadas e gritaram de medo, correndo do set e rindo.

MÉTODO

Como visto nos comentários do DVD, Shauna Macdonald (Sarah), Natalie Mendoza (Juno) e Alex Reid (Elizabeth) fizeram a cena do rafting por conta própria, sem a utilização de efeitos visuais ou de dublês.

CAVERNAS INFINITAS

22 cavernas foram construídas para o longa-metragem, sendo cuidadosamente reutilizadas com diferentes ângulos de câmera, direção de arte e iluminação – sugerindo uma infinita coleção de túneis e cavernas. Para dar mais realismo, os realizadores limitavam a iluminação para os objetos que as protagonistas utilizavam, incluindo lanternas e bastões de luz.

CRIATURAS DA NOITE



Por insistência de Marshall, todas as pessoas interpretando os “rastejantes” eram atores profissionais em vez de dublês ou dançarinos. Ele queria que cada um cultivasse uma característica distinta para o próprio personagem – mas, eventualmente, vários deles apareceram por poucos segundos no filme.

REFERÊNCIAS CLÁSSICAS

Marshall citou filmes como ‘O Massacre da Serra Elétrica’‘O Enigma de Outro Mundo’‘Amargo Pesadelo’ como principais influências para estabelecer a tensão do filme. Durante o 63º Festival de Veneza, ele também comentou que trouxe referências de clássicos do terror italiano, particularmente da filmografia de Dario ArgentoLucio Fulci.

LOUCURA OU REALIDADE?

Antes do lançamento da sequência, fãs especularam que as criaturas, na verdade, eram fruto da imaginação de Sarah (Macdonald) e que ela matou todas as amigas à medida que ficava louca. Marshall reconheceu a teoria como possibilidade e revelou que removeu a silhueta de um dos “rastejantes” durante a alucinação de Sarah no hospital, visto que a explicação ficaria muito óbvia.


LEGADO DE AÇÃO

Quando as protagonistas estão olhando para a caverna em que entrarão, uma delas diz: “eu sou professor de inglês, não a maldita Tomb Raider”. É possível que a cena em que Sarah emerge do lago de sangue tenha sido replicada como homenagem no jogo ‘Tomb Raider’, de 2013.

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