A história do cinema é acompanhada de diversas escolas fílmicas de importância inestimável para os vários gêneros que existem nos dias de hoje – e uma delas é a escola expressionista.

Dando os primeiros sinais de vida no período pré-I Guerra Mundial e alcançando ápice de popularidade nos anos 1920, a estética principal dos longas-metragens da época mergulhava de cabeça no baixo orçamento, cenários fantásticos e não-realistas, jogo de luz e sombra, além de ângulos bizarros e uma narrativa infundida na insanidade, na traição e outros tópicos que dialogavam com a ascensão da psicologia.

Um dos mais famosos títulos é Nosferatu. Dirigido por F.W. Murnau e inspirado no romance gótico ‘Drácula’, de Bram Stoker’, o filme inspirou inúmeros cineastas, incluindo Alfred HitchcockGuillermo del Toro. A história gira em torno de um corretor de imóveis chamado Hutter (Gustav von Wangenheim) que precisa vender um castelo cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck). O conde, na verdade, é um vampiro milenar que espalha o terror na região de Bremen, na Alemanha e se interessa por Ellen, a mulher de Hutter.

Conquistando um legado inenarrável, o longa foi acrescentado ao Rotten Tomatoes com nada menos que 97% de aprovação e altíssima nota de 9.05/10, além de aparecer em incontáveis listas de Melhor Filmes de Todos os Tempos.



Para celebrar seu peso no cenário do entretenimento e seu 100º aniversário (que é comemorado em março deste ano), o CinePOP separou uma lista com algumas curiosidades de bastidores para você conferir.

Veja:

Aproveite para assistir:

  • O filme foi banido na Suécia em virtude de horror excessivo. Levou nada menos que cinquenta anos para que o banimento fosse retirado, apenas em 1972.
  • Todos os negativos e impressões foram destruídos sob os termos de um acordo de um procesos feito pela viúva de Stoker. Entretanto, o longa-metragem iria eventualmente ressurgir através de rolos de segunda geração em outros países.



  • Ruth Landshoff, atriz que interpretou a irmã do herói, uma vez descreveu uma cena na qual ela fugia com o vampiro, correndo pela praia. A cena, porém, não está em nenhuma versão do longa-metragem – e nem no roteiro original.
  • ‘A Sombra do Vampiro’, lançado em 2000, é um retrato ficcionalizado acerca dos eventos que cercaram a produção do longa-metragem, baseado na lenda urbana de que Schreck era, na verdade, um vampiro. O ator foi interpretado por Willem Dafoe na produção.
  • Murnau frequentemente utilizava arcos, portas e portões para enquadrar os personagens. Em ao menos uma das sequências, ele também manipulação uma porção da tomada para alcançar o enquadramento desejado.

  • Wangenheim não foi a primeira ou a segunda escolha de Murnau para interpretar Hutter no longa-metragem, e sim a terceira.
  • O conceito na cultura popular de que a luz do sol é letal para os vampiros é inspirado neste filme – que retratou uma morte desse tipo pela primeira vez na história do cinema. Murnau sabia que seria processado por se inspirar fortemente em ‘Drácula’, de Stoker, sem premissão, então resolveu mudar o final da produção para dizer que as duas narrativas não eram exatamente o mesmo.

  • O Conde Orlok, antagonista principal da obra, aparece apenas a partir do 21º minuto de filme.
  • Nosferatu é visto por menos de 9 minutos no longa-metragem.
  • Muitas cenas filmadas com Orlok foram rodadas durante o dia e, quando vistas em preto e branco, isso ficava óbvio demais. Esse “erro” em potencial foi corrigido quando versões “oficiais” do filme foram pintadas com azul para representar a noite.
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