David Cronenberg critica cultura do cancelamento: “É usada como uma arma”



O transgressor, visceral e aclamado cineasta David Cronenberg falou a respeito da chamada cultura do cancelamento, como também a tendência do movimento em sufocar a criatividade dos artistas.

Roteirista e diretor de obras-primas como ‘Scanners – Sua Mente Pode Destruir‘, ‘A Mosca‘ e ‘Videodrome – A Síndrome do Vídeo‘, Cronenberg disse a IndieWire que, embora alguns movimentos sejam responsáveis e justificados, perseguir pessoas por tweets e arte controversas é algo muito “stalinista”.

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“Muitos artistas estão preocupados em dizer algo errado no Twitter ou serem cancelados. É algo meio stalinista de uma forma bizarra. Não é a mesma política, mas é sobre o que acontece, sobre ser inflexível e da falta de compreensão do que é arte. Você pega algo como o movimento MeToo, ver que é totalmente legítimo, mas também pode ser politizado e armado por pessoas que querem levar tudo ao extremo, e é isso que acontece nesse caso”, falou o cineasta.

Que completou: “Então, como você lida com isso? Acho que isso sempre acontece. Algo que tem valor é mal utilizado e usado como arma. Pode ser por vingança pessoal. Neste momento, há muitas pessoas correndo com medo”.

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Cronenberg teve pouca experiência com a tal cultura do cancelamento em sua forma moderna e exacerbada pelas mídias sociais, mas há muito tempo enfrenta críticas pelo excesso de sangue e violência sobre as suas produções.

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Wilker Medeiros

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