Responsável por grandes sucessos da animação francesa – dentre os quais as aventuras ‘Kiriku e a Feiticeira’, ‘Kiriku: os Homens e as Mulheres’ e ‘Kiriku: os Animais Selvagens’ – o diretor francês Michel Ocelot traz aos cinemas brasileiros sua mais nova produção, ‘Dilili em Paris’, que mistura muitas culturas numa Paris às vésperas da virada do século XIX. Com muito carinho, Michel conversou com o CinePOP e nos contou como foi seu processo criativo para dirigir uma história em desenho animado que mistura diversas técnicas e traz várias personalidades históricas para o imaginário do espectador.

Sobre este ponto, Ocelot confessa que um dos critérios utilizados foi seu próprio gosto pessoal: selecionou personalidades das quais gostava e, se fossem famosos, melhor ainda. “Cinematograficamente”, ele brinca, “Sarah Bernhardt era melhor do que uma matemática. Mas também tenho muito interesse pelas pessoas que vieram de outras partes do mundo (acho que talvez este seja um bom aspecto da cultura francesa), tais como Picasso, o Príncipe do Reino Unido e Santos Dumont”.

Em ‘Dilili em Paris’ a história é contada de maneira que o espectador acompanha a pequena Dilili desbravando a capital francesa. Mas a própria Dilili é uma menina que veio de fora, da Nova Caledônia, e o diretor explica que a escolha de fazer o filme ser contado pela perspectiva de um estrangeiro tem a ver com o fato de que “um estrangeiro tem um olhar mais aguçado, ainda mais sendo uma criança! Foi uma boa forma de explorar esta cidade fascinante. Mas eu tenho muito interesse no mundo como um todo. Eu não queria mostrar apenas pessoas brancas no filme, então, coloquei uma menina negra como heroína do longa.”

Um dos pontos que mais chamam a atenção no filme é a forma com que as técnicas utilizadas aproximam a animação de texturas reais. Michel assume que, para a criação da estética do longa, “quis mostrar a realidade. Algumas partes de Paris são lindas. Não havia sentido em retratar essas partes de maneira simplória; portanto, eu entendi que fotografar a realidade e utilizar essas fotografias era bem melhor. E eu coloquei personagens animados nelas porque esta é a linguagem que eu utilizo. Eu me sinto mais livre com as pinturas.”

Numa camada mais profunda, o longa também aborda diversos abusos sofridos pelas mulheres no século XIX, mas também nos dias de hoje. Michel sinaliza que “o tema principal do filme é o abuso sofrido por mulheres e meninas por causa dos homens. Eu mostrei isso de maneira simbólica e mostrei como lutar contra isso, dizendo às mulheres e meninas que tenham cuidado.” E quem encabeça essa luta é a destemida Dilili, que luta para salvar as meninas sequestradas na Paris do filme.

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Dilili em Paris’ é uma história que se passa cento e cinquenta anos antes da nossa atualidade, e, ao mesmo tempo, retrata situações bastante comuns a mulheres de qualquer país. O que poderia ser um atrativo na produção na verdade se revelou uma dificuldade na execução, ao que o diretor comenta que “na verdade, não foi assim tão fácil conseguir o dinheiro [para produzir o filme]. Eu queria contar uma história peculiar de uma maneira peculiar, sem respeitar as regras usuais. Mas, acredite: a sinceridade é a melhor ferramenta de venda, e eu queria tocar as pessoas com a verdade e a beleza.”

Com diversos artistas conhecidos mundialmente e uma aventura que perpassa os cantinhos mais lindos da Paris do século XIX, ‘Dilili em Paris’ chega aos cinemas brasileiros para encantar os espectadores. Ficou curioso? Então clica aqui para ler a crítica completa do filme.

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