Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica está nos cinemas há uma semana, mas não parece ter despertado tanto o interesse do público, apesar das críticas positivas. A verdade é que o material de divulgação desse filme foi muito mal pensado, não fazendo jus ao conteúdo completo. Porém, internacionalmente, a animação vem sofrendo mais um agravante: alguns países estão fazendo boicote pelo filme ter o primeiro personagem abertamente homossexual da Pixar. Países como Kuwait, Arábia Saudita e Catar baniram a aventura dos cinemas locais. Enquanto a Rússia substituiu a palavra “namorada” para “amiga”.

[Spoilers a seguir]

Esta é a policial Spectter, uma ciclope vivida pela atriz e roteirista  LGBT, Lena Waithe (Jogador Nº 1). Ela tem uma participação minúscula no filme, onde, durante um diálogo com os dois protagonistas se passando pelo Chefe de Polícia, ela acaba dizendo que entende o que o Oficial está vivendo porque ela também está tentando se adaptar à filha da namorada dela. E é isso. É dessa forma que ela se assume LGBT e só.
Não foi a primeira vez que a Pixar trouxe uma personagem lésbica (ou bissexual, não ficou claro) para as telonas.



Ano passado, o grupo “One Million Moms” promoveu um boicote pesadíssimo a Toy Story 4. Como de costume, poucas semanas antes do lançamento do filme foi noticiado que haveria um casal homossexual ao longo aventura. Só que, quando a sequência saiu, quase ninguém conseguiu ver o tal casal, isso porque não era personagens principais. Quer dizer, não dá nem para chamá-las de secundárias, porque elas aparecem literalmente por 1 segundo, ao fundo da creche da Bonnie, abraçando o filho delas.Procurando Dory também foi criticado por conter um casal lésbico no filme. Mas, assim como em Toy Story 4, as personagens aparecem em uma participação “piscou, perdeu”, sem qualquer tipo de importância para a trama ou indício de sua orientação sexual. Se a Pixar não tivesse dito antes que essas duas aí de cima eram um casal LBGT, passaria completamente despercebido, assim como foi em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho.Zootopia talvez seja a animação mais socialmente progressista dos últimos anos pelo simples fato de promover o respeito entre todas as “espécies” como a base para uma sociedade tranquila e funcional. O filme – que não possui parceria da Pixar, apesar de parecer uma das obras primas do estúdio – tem diversas referências a problemas como racismo, machismo, homofobia e preconceito em geral, que são tratados de forma natural (além de ter um pequeno Don Corleone. Sério, vejam esse filme. É fantástico!). Há pouco tempo, um fã mais atento descobriu que há um casal LGBT. São eles Bucky Oryx-Antlerson e Pronk Oryx-Antlerson, um casal de um antílope e um Oryx mau-humorados e briguentos que mora ao lado da policial Judy Hopps. Foi um detalhe que passou despercebido porque não houve anúncio disso. As pessoas só descobriram essa presença porque são animais de duas espécies distintas creditadas com o mesmo sobrenome. Dessa vez não houve boicote.
Essa atitude de colocar personagens LGBTs sem relevância alguma na trama vêm gerando muitas críticas para a Disney, que é constantemente acusada de tentar lucrar com o “Pink Money”. O ponto é que enquanto o estúdio ficar em cima do muro tentando não desagradar ninguém, a Disney vai sofrer muitas críticas e pode acabar manchando o nome da marca. A policial Scott foi um avanço para os padrões superficiais de representatividade que a Disney mantém nos dias de hoje, mas ela precisa começar a dar relevância para esses personagens o mais rápido possível.

Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica está em cartaz em todo o Brasil.

 



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