Com lançamento comercial previsto para fevereiro de 2020, a comédia dramática brasileira Depois a Louca Sou Eu fez sua nas telonas na 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Inspirado em livro de Tati Bernardi, o filme conta a história de Dani, uma publicitária e escritora que sofre com graves crises de ansiedade, que dificultam sua vida pessoal e profissional. Além de tentar todo tipo de terapia, ela busca a ajuda em medicamentos, o que modificará bastando sua rotina.

O CinePOP acompanhou a exibição do longa na Mostra e teve a oportunidade de conversar com a diretora Julia Rezende e com a protagonista da história, a atriz Débora Falabella. Curiosamente, as duas chegaram ao projeto através da autora. Julia e Tati já haviam trabalhado juntas em Meu Passado Me Condena, enquanto que Débora gostou do livro e procurou a escritora.

O filme é um retrato dessa nossa geração, em que estão todos na tarja preta, tomando rivotril e tentando dar conta de estar no mundo, de sobreviver a tantas pressões das redes sociais e esse desejo de conciliar vida pessoal com trabalho. É sobre uma mulher que tem muita dificuldade em fazer o básico. Para ela, sair de casa é um esforço, pegar um avião é um grande esforço, e ela acaba se vendo sempre mentindo pras pessoas e desmarcando compromissos”, destacou a diretora, que no momento trabalha no desenvolvimento da segunda temporada de Coisa Mais Linda.

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Conhecida pelos trabalhos em Lisbela e o Prisioneiro e Avenida Brasil, Débora completou a fala de Julia: “É uma personagem que fala muito sobre o que a gente vive hoje em dia. A maioria das pessoas são tratadas, existe toda uma indústria de medicamentos, de você tratar das suas mazelas através da medicina ou da indústria química. E o mundo em que vivemos também está cada vez mais difícil de suportar tudo sozinha, então fala de uma situação muito contemporânea. Eu me identifico muito.

Embora trate de um tema sério e conte com momentos dramáticos fortes, Depois a Louca Sou Eu também se utiliza muito bem do humor. “Em nenhum momento, o filme era para ser feito como uma comédia, mas as situações acabam sendo engraçadas, principalmente pela capacidade do ser humano de rir de si mesmo. É uma comédia dramática, que trata um tema denso com humor, o que acho muito bonito. O humor acaba causando uma identificação. Por mais que seja um tema difícil, quando você o leva para situações cotidianas e bem humoradas, você acaba mostrando pro outro que ele não está sozinho e que ele também pode rir disso”, afirmou Débora Falabella.

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