E ADIVINHEM QUEM FOI PRO SACO??? HEHEHE

Game Of Thrones – GoT é uma série para masoquistas. Sofremos com a morte de personagens queridos e, quando o mais odiado morre, ele sofre pouco. Queríamos que ele sofresse. Não deu! Depois de humilhar vários convidados de seu casamento, Joffrey (Jack Gleeson) morre por envenenamento. Não foi uma morte grandiosa ou dramática como as do casamento vermelho ou a de Ned Stark (Sean Bean). Foi patética, digna dele. Só não sofreu tanto quanto gostaríamos. Sua morte confirma uma tendência em Westeros: personagens relevantes morrem de repente.

Claro que antes de estrebuchar, ele distribuiu doses justas de sua baixeza. Humilhou músicos e artistas, constrangeu convidados, promoveu sádica representação da guerra com anões e transformou Tyrion (Peter Dinklage) em seu vassalo. O Joffrey é tão FDP, que depois de morto conseguiu levar seu tio diminuto para a masmorra. Cersei (Lena Headey) acusou Tyrion pelo envenenamento. Um desfecho triste para ele em um ep. no qual foi obrigado a mentir para Shae (Sibel Kekilli) para protegê-la – uma das melhores cenas de Dinklage.

Tudo indica, entretanto, que teremos um “Quem matou Odete Roitman?” ao menos no próximo ep. Aposto que o veneno estava no bolo, e que o ex-cavaleiro e atual bobo da corte Dontos Hollard (Tony Way). No meio da confusão, ele sugeriu a Sansa (Sophie Turner) a fugir.

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Antes da felicidade geral da nação acontecer, o casamento rendeu alguns instantes curiosos. Cersei parece que continuar, ao menos, com sentimento de posse por Jaime (Nikolaj Coster-Waldau). Ela foi bastante venenosa ao perguntar se Brienne (Gwendoline Christie) estava apaixonada por Jaime. Em vários momentos nos quais Joffrey humilhou alguém, a câmera sutilmente focalizava as faces de figuras chaves. É sintomático o constrangimento dos membros da casa Tyrell. Será que eles têm alguma humanidade? Aliás, Mace Tyrell (Roger Ashton-Griffiths) não teve mais do que uma página de roteiro e foi marcante, transparecendo uma instigante simpatia.

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Não podemos falar de cada detalhe do ep., afinal, estamos fazendo uma resenha, não uma sinopse. Assim, para não piorar ainda mais este texto, falo de apenas mais duas figuras.

O ep. começou foi com a mais um ato de sadismo de Ramsay Snow (Iwan Rheon). Ele, literalmente, deu uma prostituta aos cães. O curioso foi ver que ele, realmente, reduziu Theon Greyjoy (Alfie Allen) a uma mascote. É nesses momentos que fica clara a qualidade do elenco. Os atos de Ramsay trouxeram dificuldade ao seu pai, Lord Bolton (Michael McElhatton). Ele pretendia negociar Theon com a família Greyjoy e fechar uma aliança. Agora, Bolton mandou Ramsay conquistar as terras dos Greyjoy na marra. Muito sangue promete escorrer pela Ilha de Ferro.

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E finalmente apareceu, mesmo que brevemente, Stannis Baratheon (Stephen Dillane), uma das personagens mais trágicas da série, algo bem demonstrado neste 2º ep. Foram duas cenas: um sacrifício na praia e um jantar. Ele teve que sacrificar um parente, sua esposa é uma fanática religiosa, Malissandra (Carice van Houten) é uma presença sedutora, porém destrutiva. Stannis ama sua família, mas deve lançar-se à guerra para fazer o que é justo – manter o trono na casa Baratheon. Um sujeito nobre obrigado pelo destino a se sujar na baixeza. Stephen Dilane, nessas duas cenas, com uma economia de atuação, conseguiu transmitir o peso dos fatos esmagando a alma de Stannis. Tão trágico quanto ele, apenas Ned Stark.


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