Para a maioria de nós, durante a semana, fica difícil assistir em sequência a alguns filmes que estamos ansiosos pra conferir. Mas, quando chega o fim de semana, é a hora certa para isso! Abaixo, segue uma lista de interessantes filmes que vão sugar sua atenção.
A Terapia Certa (Netflix)
Ulises Verón (Ricardo Darín) é um renomado psicólogo parece viver tranquilamente seus dias de glória, sendo amplamente reconhecido pelo sucesso com seus pacientes. No entanto, ele está desiludido, nadando contra qualquer corrente moral, recorrendo a métodos pouco convencionais para ajudar seus pacientes, rompendo limites e influenciando suas decisões. Um dia, é procurado por Martín Bouchard (Diego Peretti), um escritor famoso com bloqueio criativo, ampliando mais sua obsessão e o colocando mais claramente de frente com os dilemas morais que permeiam seu presente.
Explorando de forma peculiar a saúde mental através de um intrigante personagem que utiliza métodos invasivos e absurdos para ajudar seus pacientes, chegou à Netflix a deliciosa comédia A Terapia Certa. Protagonizado por Ricardo Darín e Diego Peretti, com direção assinada por Hernán Goldfrid, o longa-metragem usa do sarcasmo para produzir um mergulho profundo pelo comportamento e nas contradições de um protagonista narcisista, oferecendo ao público situações tragicômicas.
Crítica 2 | ‘A Terapia Certa’ – Comédia sarcástica convida para um mergulho na saúde mental
Mentes Brilhantes (Prime Video)
Um carismático professor leciona a eletiva ‘Pensamento Crítico’ em uma escola pública de Miami, ensinando xadrez e traçando paralelos com a vida de alguns estudantes. Um dia, ele resolve criar uma equipe e percorre alguns importantes torneios, que logo viram uma oportunidade para revelar o talento de algumas mentes brilhantes que ninguém dava valor.
Capablanca, Ruy Lopez, defesa escandinava, nomes famoso desse esporte e jogadas conhecidas pelos amantes do xadrez se tornam parábolas inseridas na realidade dos personagens. Uma junção que leva o brilhantismo do jogo posicional ao cotidiano, fazendo refletir sobre a importância das ações e consequências.
O Drama (Prime Video)
Um jovem casal está prestes a se casar quando, durante uma saída com amigos, uma revelação chocante e inesperada coloca tudo o que construíram até ali à beira de se perder.
Esse é um daqueles filmes que nos provocam a todo instante, nos deixando com a pulga atrás da orelha em refletir sobre as situações caóticas que se seguem em um roteiro certeiro.
Mother’s Baby (Reserva Imovision)
Julia (Marie Leuenberger) é uma maestrina bem-sucedida, que vive em uma linda cobertura e está em um relacionamento saudável ao lado do companheiro, Georg (Hans Löw). Eles resolvem tentar ter um filho e começam um tratamento em uma clínica de fertilidade e, algum tempo depois, ela engravida. Após o nascimento – que passou por um parto com algumas questões -, Julia se vê perdida entregue às incertezas que a cercam.
A euforia diante de uma possibilidade até o silêncio das incertezas e imprevisibilidades são traços marcantes de um longa-metragem perturbador que nos leva até a mente de uma mãe de primeira viagem. Em Mother’s Baby caminhamos na linha tênue entre o drama e o suspense, presenciando de forma intensa e profunda a maternidade sob uma perspectiva imersiva da depressão pós-parto.
Crítica | ‘Mother’s Baby’ – A maternidade sob a perspectiva imersiva da depressão pós-parto
A Caixa Azul (Prime Video)
Pablo (Gustavo Bassani) é um homem introspectivo, marcado por traumas do passado, que herdou toda a riqueza de seus pais. Vivendo sozinho em uma enorme casa numa região afastada, ele passa seus dias sem muito contato com o mundo exterior. Certo dia, acaba acessando um aplicativo de encontros e, através desse dispositivo, conhece Lara (Luisana Lopilato). Aos poucos, os dois vão se conhecendo melhor e, prestes a oficializar uma relação saudável, Pablo recebe um telefonema que muda o rumo dessa história.
Quase dez anos após seu último longa-metragem como diretor, o ótimo Neve Negra, o cineasta argentino Martín Hodara volta às telonas, depois de uma passagem pelo mundo das séries, para entregar ao público um filme que segue pelas surpresas das trocas de perspectiva como principal ponto de uma narrativa objetiva, com tensão e reviravoltas.
De Tirar o Fôlego, indicado a cinco prêmios desde seu lançamento, nos mostra o forte elo entre dois destinos que se cruzam através dos riscos de um dos esportes mais perigosos do mundo: o mergulho livre.
O epicentro da trama gira em torno de duas correntes paralelas, duas almas com destinos escritos para se cruzarem. Um renomado instrutor de mergulho irlandês chamado Stephen Keenan e uma atleta fenômeno dos esportes aquáticos, a italiana Alessia Zecchini. Do primeiro, acompanhamos sua trajetória ao redor do mundo, sua necessidade de ir atrás dos seus sonhos sem saber ao certo onde será seu porto seguro. Da segunda, acompanhamos uma atleta de destaque que trocou as piscinas pelos mares em busca, de cada vez mais, chegar às profundezas. Essas duas almas vão se encontrar, se conectar e passarão por uma enorme tragédia num conhecido lugar de mergulho chamado Blue Hole, em Dahab, no Egito.
Hailey (Danielle Deadwyler) é uma ex-militar do exército que volta para casa e, pouco tempo depois, uma pandemia fúngica dizima a biosfera animal, instaurando no planeta uma guerra civil por sobrevivência. Ela forma uma família ao lado de Galen (Michael Greyeyes), seu filho Manny (Kataem O’Connor) e outras três adolescentes, criando uma pequena comunidade que vive em uma enorme fazenda e se organiza em tarefas com alta disciplina. Quando a paz do lugar é quebrada por um grupo de canibais impiedosos, tem início um confronto sangrento.
Ao buscar a tensão a todo instante, dentro de um recorte familiar inserido em um mundo onde a luta pela sobrevivência se torna uma constante, o projeto consegue reunir a ação, o drama e suspense em uma fórmula que funciona, prendendo a atenção do público.
Crítica | ‘40 Acres’ – Canibais e a luta pela sobrevivência em uma narrativa eficiente
A Hora do Mal (HBO MAX)
Em uma certa madrugada, quase toda uma turma de jovens estudantes desaparece sem deixar rastros. A professora dessa turma passa a sofrer represálias e é colocada como grande culpada. Aos poucos, algumas respostas vão aparecendo.
Um dos filmes mais badalados da última temporada de premiações, um suspense tenso e cheio de possibilidades que conta com um final marcante.
How to Have Sex (HBO MAX)
Na trama, conhecemos três adolescentes britânicas que, já pensando no futuro após a conclusão do ensino médio, embarcam em uma viagem para Mália, na Grécia, um lugar paradisíaco de aventuras e possibilidades de relações. Só que uma delas, Tara (Mia McKenna-Bruce), começa, aos poucos, a perceber que a alegria e as descobertas que esperava se transformam num enorme pesadelo com abalos traumáticos que levará por toda a vida.
Recortando a juventude e as badalações de uma fase de transição para a vida adulta com um alvo em expectativas, além de toda a frustração que chega de forma traumática, How to Have Sex é um poderoso drama que encosta no suspense, nos abalos psicológicos provocados pela violência contra a mulher.
Uma Mulher Diferente (Netflix)
Katia (Jehnny Beth) é uma pesquisadora super inteligente e focada, que trabalha em uma empresa de comunicação e vive um relacionamento cheio de idas e vindas com o marceneiro Fred (Thibaut Evrard). Ao ser designada para ajudar um jornalista sobre uma matéria, ela acaba descobrindo que está no Transtorno do Espectro Autista, fato que a fará enxergar com novos olhos as dinâmicas de sua própria vida.
Dando visibilidade a um tema muito interessante, pouco falado e de grande importância em nossa sociedade – o diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista -, o longa-metragem francês Uma Mulher Diferente convida o público a uma jornada pelas angústias e aflições de uma mulher independente que passa a se conhecer melhor após um diagnóstico que altera completamente sua forma de enxergar a vida.

