De acordo com o The Hollywood Reporter, as polêmicas envolvendo o diretor Joss Whedon nos bastidores de Liga da Justiça‘ (2017) são muito mais perversas do que relatou Ray Fisher.

Além de diminuir a presença do Ciborgue por conta de desentendimentos com Fisher, parece que Whedon ameaçou a carreira de Gal Gadot.

Isso porque a intérprete da Mulher-Maravilha não concordou com a visão de Whedon sobre o desenvolvimento da heroína e sua exagerada sexualização.



Após o lançamento do Snyder Cut, ficou claro que Diana Prince tem um papel fundamental na trama, unindo e os heróis e inspirando-os com sua força e determinação.

No entanto, a versão de 2017 a reduz a um mero símbolo sexual e ofusca toda a construção que a personagem ganhou em seu filme solo, dirigido por Patty Jenkins.

Gadot fez sérias críticas ao papel da Amazona, que chega a ser ridicularizada em uma cena em que o Flash (Ezra Miller) cai em cima de seus seios e ela também é destacada em várias cenas que se aproveitam de seu corpo.



Uma fonte ligada à produção de LJ contou que Whedon ainda tentou humilhar Jenkins, afirmando a Gadot que o roteiro reescrito por ele estava acima do que foi mostrado em ‘Mulher-Maravilha‘.

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Joss se gabava a todo momento por estar numa posição de prestígio como o novo diretor de ‘Liga da Justiça‘. Ele se aproveitou da imagem de Gal e dizia repetidas vezes que ele era o roteirista e que ela deveria se calar, pois não tinha autonomia para sugerir nada a ele. Gal detestou como Diana foi tratada de forma estúpida através dos diálogos reescritos por ele.”

Ela continuou:

Gal ligou para Patty [Jenkins] e elas fizeram questão de lutar com unhas e dentes para ele não estragar ainda mais a imagem da Mulher-Maravilha”



A declaração faz sentido, considerando que Gadot já havia conversado com o portal sobre a polêmica, mas sem revelar os detalhes.

“Tive meus problemas com Whedon e reportei a situação à Warner Bros. Tudo foi resolvido em tempo hábil“, disse ela na ocasião.

No fim das contas, Whedon foi investigado em um processo interno por conta das diversas acusações e acabou sendo demitido de todos os projetos do estúdio em que estava relacionado.

Vale lembrar que toda a confusão começou quando Fisher alegou que os produtores-executivos Geoff Johns e Jon Berg deral a Whedon total liberdade enquanto ele demonstrava um comportamento “nojento e abusivo” durante as filmagens do longa.

“O tratamento de Joss Whedon no set com o elenco e na equipe da ‘Liga da Justiça’ foi nojento, abusivo, pouco profissional e completamente inaceitável. Isso foi permitido, de várias maneiras, por Geoff Johns e Jon Berg. Responsabilidade> Entretenimento”, afirmou.



Pouco depois, o diretor Kevin Smith apoiou o ator Ray Fisher e revelou mais detalhes sobre o comportamento de Joss Whedon no set de ‘Liga da Justiça‘.

Segundo ele, já existiam histórias nos bastidores de que Joss Whedon estava “desmerecendo” o trabalho do Zack Snyder.

Em um episódio do podcast Fatman Beyond, Smith endorsou os comentários de Fisher:

“Um dia eu visitei o set de A Ascensão Skywalker, e fiquei conversando com pessoas que tinham trabalhado nas duas versões de Liga da Justiça. O pessoal dos efeitos especiais disse que Joss tinha o hábito de falar mal da versão de Zack [Snyder]. Ele cortava, descartava e era negativo quanto à versão de Zack, que ele havia assistido e que todas aquelas pessoas haviam feito juntas. Eles disseram que o set ficou bem tóxico”, afirmou. 


O ator que viveu o Ciborgue chegou até a alegar que Johns chegou a ameaçar sua carreira.  Após a denúncia, a Warner Bros. começou a investigação para descobrir a verdade por trás das alegações.

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