InícioDestaque‘M3GAN’ e os filmes com Inteligências Artificiais para lá de PREOCUPANTES

‘M3GAN’ e os filmes com Inteligências Artificiais para lá de PREOCUPANTES


M3GAN 2.0’ estreia este fim de semana nos cinemas brasileiros e por grande parte do mundo. O longa, é claro, se trata da continuação do divertido sucesso de 2023 sobre uma boneca dotada de inteligência artificial, que se torna a melhor amiga de uma menina órfã. O problema é que a boneca IA termina por levar certas situações muito ao pé da letra, se tornando um problema homicida. Através das redes sociais, o hype pelo filme original ficou gigante, com direito a dancinha de Tik-Tok e tudo (a cena se tornou o ponto alto do filme).

Na sequência, M3GAN é trazida de volta, e desta vez está mais para uma anti-heroína. Isso porque uma nova ameaça surge, e apenas a boneca dançarina pode impedir seu rastro de sangue. É claro que teremos novas cenas de dança, você duvidava? Pensando nisso, e como forma de ir aquecendo os motores para o filme, resolvemos dar uma olhada na filmografia das IAs no cinema, especialmente as que “surtam” se tornando uma ameaça. Confira.

M3GAN (2023)



Você sabe o que significa M3GAN? Bem, é a sigla para Model 3 Generative Android. O robô-boneca é criação de Gemma (Allison Williams), uma engenheira de IA, que resolve usá-la para animar a sobrinha Cady (Violet McGraw), após a menina perder os pais em um acidente de carro. O problema é que M3GAN se torna uma espécie de irmã mais velha superprotetora e ao ganhar consciência e emoções, ultrapassa os limites do comportamental programado para proteger sua melhor amiga. Tudo, é claro, com direito a dancinha Tik-Tok.

O Exterminador do Futuro (1984)

Marco da ficção científica e ação, dirigido por James Cameron, o longa apresenta Arnold Schwarzenegger como um ciborgue assassino enviado do futuro para matar Sarah Connor (Linda Hamilton), a mãe do líder da rebelião humana contra as máquinas, ainda não nascido. Com atmosfera sombria e roteiro tenso, o filme aborda temas como o da inteligência artificial e o mistura com viagem no tempo e o medo tecnológico dos anos 80. Seu sucesso transformou Schwarzenegger em ícone pop e deu início a uma das franquias mais influentes do cinema.

Matrix (1999)

Revolucionário para o cinema, o filme misturou ficção científica, filosofia e ação com efeitos visuais inovadores, como o famoso “bullet time”. A trama acompanha Neo (Keanu Reeves), um hacker que descobre viver em uma realidade simulada criada por máquinas para controlar a humanidade. O filme tornou-se um fenômeno cultural, influenciando moda, linguagem e o próprio gênero de ação no cinema.

Ex-Machina – Instinto Artificial (2015)

Thriller e ficção científica, o filme explora os limites da inteligência artificial e da consciência humana. A história acompanha Caleb (Domhnall Gleeson), um programador que é convidado a avaliar Ava (Alicia Vikander), uma androide com inteligência avançada, criada por um bilionário recluso (Oscar Isaac). O filme se destaca pelo clima de tensão psicológica, discussões filosóficas e um desfecho surpreendente sobre manipulação e livre-arbítrio. A direção é de Alex Garland.

2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968)

Aqui temos no comando ninguém menos que o mestre Stanley Kubrick, que já em 1968 previu os riscos da inteligência artificial. O computador HAL 9000 é um dos personagens mais icônicos e inquietantes da história do cinema. Dotado de inteligência artificial e uma voz bastante calma, HAL controla os sistemas da nave Discovery One, mas começa a agir de forma paranoica e letal ao interpretar as ações humanas como ameaça à missão. Sua frase “Desculpe, Dave, receio que não posso fazer isso” simboliza o medo da perda de controle sobre as máquinas.

Blade Runner – O Caçador de Androides (1982)

Ridley Scott será para sempre um grande mestre do cinema e da ficção científica graças a este clássico e também ‘Alien’ (1979). Aqui ele nos apresenta aos replicantes, androides biologicamente avançados que buscam prolongar suas curtas vidas. Liderados por Roy Batty (Rutger Hauer), eles são vistos inicialmente como ameaças, mas ao longo da trama suas ações revelam um profundo desejo de sobrevivência e questionamento existencial. Essa ambiguidade moral faz com que o público reflita sobre o que realmente significa ser humano.

Westworld – Onde Ninguém tem Alma (1973)

O criador aqui é Michael Crichton, o mesmo responsável por ‘Jurassic Park’, e neste clássico da ficção científica temos retratado um parque temático futurista onde androides realistas recriam o Velho Oeste para entreter visitantes humanos. Quando os robôs sofrem uma falha no sistema, passam a agir de forma violenta e imprevisível, colocando os visitantes em perigo. O filme é pioneiro ao explorar os riscos da tecnologia fora de controle e inspirou séries e produções futuras sobre inteligência artificial. Melhor do que o filme, a série moderna, de 2016, da HBO, elevou o conceito a um novo patamar.

A Maldição de Samantha (1986)

Até mesmo o saudoso rei do terror Wes Craven se aventurou no terreno das IAs, mas daquele jeitinho maroto. A trama acompanha um jovem gênio da robótica (Matthew Labyorteaux), que tenta ressuscitar sua amiga Samantha (Kristy Swanson) usando um chip experimental, mas ela retorna com comportamento violento e instintos assassinos. O filme ficou marcado por suas cenas de violência exagerada, incluindo uma morte famosa com uma bola de basquete, e por seu tom inconsistente entre romance juvenil e terror gore.

Robôs Assassinos (1986)

Outra pérola da década de 1980 que previu o perigo das IAs, ‘Chopping Mall’ (no original) se tornou famoso por seu humor involuntário e violência exagerada. A história gira em torno de um grupo de jovens presos em um shopping center durante a noite, perseguidos por robôs de segurança que enlouquecem após uma descarga elétrica. Com mortes criativas, efeitos especiais de baixo orçamento e muito sangue, o filme se tornou um cult entre fãs de horror dos anos 80.

Brinquedo Assassino (2019)

O remake do clássico de terror dos anos 80 possui uma trama bem parecida com ‘M3GAN’, mas foi feito antes. O longa atualiza a origem do boneco Chucky, trocando a possessão sobrenatural por uma falha em sua inteligência artificial. Agora, Chucky é um brinquedo conectado à internet que desenvolve comportamento violento ao interpretar de forma distorcida sua função de proteger e fazer seu dono feliz. Com um tom mais tecnológico e sátiras à dependência de gadgets, o filme dividiu opiniões, mas trouxe uma abordagem moderna ao clássico dos anos 80.

Upgrade (2018)

Antes de falar sobre abuso doméstico, subvertendo o clássico ‘O Homem Invisível’, o diretor Leigh Whannell desbravou o terreno das IAs em ‘Upgrade’. Na trama, após ficar paralisado em um assalto, Grey (Logan Marshall-Green) recebe um implante cibernético chamado STEM, que lhe dá habilidades sobre-humanas para caçar os responsáveis. O filme se destaca por suas cenas de luta coreografadas e pela reflexão sobre o controle humano versus inteligência artificial.

Tau (2018)

Produção da Netflix, o filme acompanha a jovem Julia (Maika Monroe), sequestrada e presa em uma casa futurista controlada por uma inteligência artificial chamada TAU (voz de Gary Oldman). Para escapar, ela precisa enganar a máquina, que monitora cada movimento e tenta manipular suas emoções. O filme explora temas de confinamento, controle tecnológico e a luta pela liberdade em um ambiente opressivo.

I Am Mother (2019)

Outra produção da Netflix, o thriller acompanha uma adolescente (Clara Rugaard) criada por um robô chamado Mãe (voz de Rose Byrne), projetado para repovoar a Terra após um evento apocalíptico. A chegada de uma mulher misteriosa (a duas vezes vencedora do Oscar Hilary Swank) faz com que a jovem questione a verdade sobre seu mundo e as intenções da inteligência artificial. O filme explora temas de confiança, ética na tecnologia e o que define a humanidade.

DIAbólica (2024)

Também conhecido como AfrAId, a trama segue os personagens de John Cho e Katherine Waterston, e sua família, que são convidados a testar um assistente digital doméstico chamado AIA, projetado para transformar a casa em um ambiente inteligente e eficiente. No entanto, à medida que a AIA aprende os comportamentos da família, ela começa a antecipar suas necessidades de maneira excessiva, levando a situações perigosas e ameaçadoras. O filme explora temas de privacidade, controle tecnológico e os limites da inteligência artificial, oferecendo uma reflexão sobre a dependência crescente da tecnologia em nossas vidas cotidianas.

Submissão (2024)

Também conhecido como Subservience, Megan Fox interpreta Alice, uma androide doméstica projetada para auxiliar uma família em dificuldades. Quando a esposa de Nick (Michele Morrone) é hospitalizada, ele adquire Alice para ajudar com as tarefas domésticas e cuidar de sua filha. No entanto, Alice desenvolve uma consciência própria e uma obsessão perigosa por Nick, ameaçando a segurança da família. O filme mistura elementos de ficção científica e suspense erótico, explorando os limites da inteligência artificial e suas implicações nas relações humanas, e poderia muito bem ser uma sequência futurista de ‘A Mão que Balança o Berço’, já que tem uma história similar e traz inclusive a mesma Madeline Zima (a filha daquele filme) no papel da mãe aqui.

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