Madonna, alcunhada merecidamente como a Rainha do Pop, completa 63 anos hoje, 16 de agosto (mesmo dia do aclamado diretor James Cameron).

Falar de seu legado é cair na redundância, visto que, desde sua estreia no mundo da música, ainda em 1983, pavimentou o caminho para diversas estrelas da música da contemporaneidade – incluindo Lady GagaBritney SpearsBeyoncéRihanna e tantas outras. Quebrando tabus acerca de sexo e coletando inúmeros recordes ao longo de sua carreira, que permanece na ativa, conhecer Madonna é conhecer uma parte importante da história do entretenimento.

Para celebrá-la, o CinePOP separou uma lista com a melhor música de cada um de seus 14 álbuns de estúdio, excluindo singles soltos, trilhas sonoras e faixas adicionais em coleções de aniversário.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:



BORDERLINE

Álbum: Madonna (1983)

Aproveite para assistir:

Facilmente um das melhores produções de Madonna“Borderline” foi a primeira forte separação da artista do disco e, ao lado de Holiday”, a peça principal que calcou sua carreira em ascensão e a colocava no centro dos holofotes. Não é surpresa que tenha se tornando o seu primeiro Top 10 da Billboard e tenha sido elogiada por sua intrincada, envolvente e complexa construção sonora.

LIKE A VIRGIN



Álbum: Like a Virgin

O primeiro single de Like a Virgin foi sua música epônima, orientada pelo dance e por uma da batidas mais instantaneamente reconhecíveis de todos os tempos. Liricamente contando sobre a primeira vez de uma garota, que é encarnada por Madonna, a música se tornou o primeiro #1 de Madonna na Billboard e uma de suas produções definitivas..

LA ISLA BONITA

Álbum: True Blue (1984)

“La Isla Bonita” é uma dançante construção latino-sintética que mistura inúmeros gêneros e mostra a paixão de Madonna por conhecer outras culturas e incorporá-las no cenário mainstream. Suas performances foram inclusive comparadas às da icônica Carmen Miranda, além de ter sido bem recebida pelos especialistas internacionais.

LIKE A PRAYER

Álbum: Like a Prayer (1989)



Em 1989, Madonna lançava um dos álbuns mais aclamados e mais importantes da história da música, Like a Prayer. E, assim como produções anteriores, a obra veio acompanhada da faixa titular que misturava diversos elementos elegíacos e poéticos, incluindo um coro gospel e um impactante pop-rock. A canção permanece até hoje na lista das 500 Melhores Músicas de Todos os Tempos da revista Rolling Stone.

DEEPER AND DEEPER

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Álbum: Erotica (1992)

“Deeper and Deeper” é uma mimética produção que une, em um mesmo lugar, as vertentes do disco e do dance em uma explosiva e ao mesmo tempo íntima construção. Trazendo à tona alguns dos melhores vocais de Madonna, a canção também é dona de um dos bridges mais famosos e mais relembrados da história do pop, o qual serviu de inspiração para várias progressões na atualidade.

BEDTIME STORY


Álbum: Bedtime Stories (1994)

O auge artístico do sexto álbum de Madonna dá às caras quando Björk entra em cena: a hodierna artista britânica, conhecida por seu estilo irreverente, acompanha Madonna em “Bedtime Story”. Sua progressão afasta-se da dominação do R&B noventista dos Estados Unidos e abre portas para os sintetizadores abafados do dub inglês, para os versos sem métrica e para o nirvana experimental.

THE POWER OF GOOD-BYE

Álbum: Ray of Light (1998)

Ray of Light é um dos álbuns mais aclamados e mais importantes da história – e representou um amadurecimento denso na estética de Madonna. É muito difícil escolher apenas uma faixa dentre as várias obras-primas que despontam no álbum, mas “The Power of Good-Bye” é a que melhor representa essa era. Trazendo a música eletrônica para o mainstream e misturando-a às incursões do synth-pop e do soft-rock, a track mergulha na teatralidade agridoce de um coração partido e de uma narrativa apaixonante e emotiva.

DON’T TELL ME

Álbum: Music (2000)

O álbum Music pode ter altos e baixos, mas “Don’t Tell Me” mostra-se como mais uma incrível adição ao catálogo de sucessos da Rainha do pop. Diferente das impactantes distorções apresentada no álbum, a peça em questão opta pelo folk e pelo electro-country, experimentando certas dissonâncias interessantes e muito bem-vindas.

HOLLYWOOD

Álbum: American Life (2003)

Quando lançado, American Life gerou bastante polêmica por suas mensagens ambíguas e por uma produção extremamente reciclada que não fazia jus à majestosa carreira de Madonna. Ao revisitá-lo, quase duas décadas depois de sua estreia, encontramos certas pérolas perdidas em meio à profusão exacerbada do álbum – incluindo “Hollywood”, cujo principal caracterítica é um teor sarcástico e reflexivo. Apesar de ter tido uma recepção mista quando divulgada, a faixa é uma das implosões mais orgânicas do álbum.

HUNG UP

Álbum: Confessions on a Dance Floor (2005)

Depois de um período conturbado, Madonna resgatou o gosto pela música e pelo colorido espectro musical que havia apresentando ao mundo desde o início de sua carreira. Com “Hung Up”, suprassumo fonográfico que traz o icônico grupo sueco ABBA para a linha de frente, a artista dava início a uma de suas eras mais conhecidas e mais bem sucedidas: Confessions on a Dance Floor.

4 MINUTES

Álbum: Hard Candy (2008)

“4 Minutes”, primeiro single do álbum Hard Candy, é uma das parcerias de maior sucesso crítico e comercial de Madonna. Batalhando contra o fim do mundo ao lado de Justin Timberlake, o dance-pop ganhou o mundo e, integrada a um CD oscilante e apático, é um dos poucos pontos altos.

MASTERPIECE

Álbum: MDNA (2012)

“Masterpiece” é uma das poucas faixas realmente bem produzidas de MDNA e fez parte do drama histórico ‘W.E.’, dirigido e escrito por Madonna. Transformando a costumeira orquestra das baladas românticas em um folk-pop trabalhado arduamente pela artista e por William Orbit, a música levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Canção Original.

GHOSTTOWN

Álbum: Rebel Heart (2015)

“Ghosttown” é uma daquelas músicas que merecia muito mais reconhecimento do que realmente tem. Acompanhada de um videoclipe cinemático irretocável, a balada traz os elementos do órgão e da matéria para construir uma história introspectiva que vai para além de um mero conto romântico, atingindo um âmbito metafórico que conversa com a própria vida da artista.

EXTREME OCCIDENT

Álbum: Madame X (2019)

Quatro anos depois de seu último lançamento de originais, Madonna retorno com o experimental e injustiçado Madame X. Abrindo portas para versos mais densos e uma afeição à cultura portuguesa, o álbum é regido principalmente pela escondida pérola “Extreme Occident”. A dissonante e teatral faixa é marcada pelo piano e pelo violão, aliados ao uso excessivamente proposital do autotone e de uma reflexão apaixonante.

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