‘Michael’ e as biografias Musicais lançadas na última década

Destaque‘Michael’ e as biografias Musicais lançadas na última década

O dia que muitos fãs esperavam, chegou! ‘Michael’, biografia do lendário Michael Jackson, está entre nós! O cantor foi o ídolo para muitas gerações, e continua a encantar com sua música – um verdadeiro acervo de clássicos. Michael foi o artista mais vendido no mundo, um verdadeiro fenômeno incontestável. Para muitos, esse era o filme mais esperado do ano. ‘Michael’, o filme, promete ser também uma das maiores bilheterias de 2026, e a biografia musical mais rentável da história – posto ocupado atualmente por ‘Bohemian Rhapsody’ (o filme do Queen), com US$910 milhões mundiais em caixa.

Para entrar no clima dessa empolgante cinebiografia, que aborda apenas a primeira parte da vinda do astro conhecido como rei do pop, resolvemos listar alguns dos filmes mais proeminentes deste que já virou um subgênero do cinema, somente nos últimos dez anos. Confira se você já assistiu a todos, ou se tinha algum deles que você sequer havia ouvido falar. Confira.

Michael

A biografia do rei do pop é a mais recente a chegar nos cinemas, prometendo um enorme sucesso. Michael Jackson foi um verdadeiro ícone pop, fazendo parte da vida da maioria dos seres humanos no planeta. Justamente por essa abrangência, os especialistas preveem que o longa que o homenageia deverá ser o maior do gênero – um sucesso monstruoso. Como o filme estreou este fim de semana, teremos que esperar para ver como irá se comportar nas bilheterias.

Bohemian Rhapsody

Lançado em 2018, o “filme do Queen” é atualmente a maior biografia musical de todos os tempos. O longa arrecadou nada menos que US$900 milhões em bilheterias mundiais – chegando bem perto do tão almejado bilhão de dólares. Mas não foi apenas isso, pois Bohemian foi indicado para 5 Oscar, incluindo melhor filme, e ganhou 4, dando para o protagonista Rami Malek uma estatueta de melhor ator. Com tamanho prestígio, Bohamian se tornou o modelo das biografias para estes últimos dez anos.

Rocketman

Seguindo muito de perto a cartilha montada por Bohemian Rhapsody, logo no ano seguinte a Paramount tirou do papel a biografia do lendário Elton John. E se Freddie Mercury e o Queen haviam feito todo aquele “estrago”, imagina o que uma figura maior que a vida como Elton John não poderia fazer. Realmente, parte dos críticos e dos cinéfilos concordaram que ‘Rocketman’ é um filme melhor que ‘Bohemian Rhapsody’. Porém, como já haviam “queimado a largada” e premiado o filme do Queen, o Oscar não ia dar moral para outra biografia musical logo no ano seguinte. Desta forma, o único Oscar do filme foi para a canção original ‘I’m Gonna Love me Again’, do próprio Elton John.

Elvis

Passados três anos, a Academia teve tempo de respirar novamente e começar a cogitar indicações para outra biografia musical. Pior para ‘Rocketman’, que saiu prejudicado. No entanto, o rei do rock se beneficiou deste hiato. A biografia ‘Elvis’ foi dirigida pelo especialista Baz Luhrmann, um cineasta que sabe como ninguém mesclar linguagem pop, com visual bastante chamativo e musicais. A prova disso é ‘Moulin Rouge’, seu trabalho mais badalado. ‘Elvis’ conseguiu encantar o público e se tornou um sucesso, apesar de ter sido lançado em meio à pandemia. O protagonista Austin Butler se tornou um astro e foi indicado ao Oscar com seu retrato da lendária figura. Fora isso, o filme também foi indicado ao Oscar e recebeu mais seis nomeações.

Um Completo Desconhecido

Mais recentemente tivemos a biografia do igualmente icônico Bob Dylan, cantor de folk rock conhecido por sua voz arrastada. Influência para grande parte dos cantores de rock na época, Dylan chegou à Nova York no início da década de 1960 com 19 anos, e conquistou seu de se tornar um cantor famoso. No cinema, o intérprete do cantor foi o menino de ouro Timothée Chalamet – em um filme dirigido por James Mangold (de ‘Johnny e June’ e ‘Logan’). Essa foi outra produção de prestígio, e terminou indicada a 8 Oscar, assim como ‘Elvis’, incluindo melhor filme e ator protagonista. Além disso, trouxe no elenco Elle Fanning, Edward Norton e Monica Barbaro (esses dois últimos com indicações para chamar de suas também).

Springsteen: Salve-me do Desconhecido

Como de costume acontece no Oscar, a Academia não gosta de premiar ou indicar filmes semelhantes dois anos seguidos. É preciso ter um distanciamento para deixar a coisa respirar. Assim, embora muitos o tenham achado superior, ‘Rocketman’ terminou sem grandes indicações porque ‘Bohemian Rhapsody’ já havia papado tudo no ano anterior. O mesmo ocorreu aqui, com essa biografia do “boss” Bruce Springsteen, um dos grandes nomes do pop rock americano nos anos 80. Acontece que no ano anterior os holofotes haviam ido para Bob Dylan em ‘Um Completo Desconhecido’. Assim, Springsteen saiu prejudicado pela proximidade, mesmo que já despertasse falatório de possíveis indicações, em especial para o filme e para o trabalho de Jeremy Allen White como o protagonista.

Estados Unidos vs. Billie Holiday

Que filme é esse, você pergunta? Pois bem, querido leitor, a biografia da icônica Billie Holiday não apenas existe e foi lançada há cinco anos, como também recebeu uma indicação ao Oscar. Tudo bem se você não conhecer, quase ninguém conhece. O motivo é que o longa foi lançado em meio à pandemia e teve uma estreia restrita, passando em branco para grande parte do público. O filme foi dirigido por Lee Daniels, o mesmo de ‘Preciosa’ e ‘O Mordomo da Casa Branca’, e indicou ao Oscar a protagonista Andra Day, que vive Holiday no filme. Porém, a atriz sofreu do que muitos chamam de “maldição do Oscar”, já que depois do auge de sua carreira, desapareceu por completo.

Respect: A História de Aretha Franklin

No mesmo ano, tivemos a biografia de outra verdadeira lenda da música americana. Aretha Franklin foi influenciada pela música de Billie Holiday e por demais cantores de sua geração. Apesar de ambas serem mulheres negras empoderadas, cujas vidas são verdadeiras histórias de superação, Holiday se destacou dentro do jazz e faleceu em 1959, quando Franklin ainda estava em seu início de carreira. Aretha ganharia os holofotes na década de 1960. Como as atenções no Oscar foram para ‘Billie Holiday’, o filme de Aretha Franklin passou em branco nas principais premiações, mesmo contando com a presença da vencedora do Oscar Jennifer Hudson no papel protagonista.

I Wanna Dance with Somebody: A História de Whitney Houston

Nem todos os cantores queridos recebem os louros devidos no cinema, quando suas biografias são lançadas. Se fossemos pautas somente pela importância de tais artistas, certamente eles mereceriam todos os Oscar possíveis e imagináveis. Mas simplesmente não existe lugar para todos no cinema. Esse foi o caso com a lendária Whitney Houston, que marcou toda uma geração e ainda se encontra no top 100 dos artistas mais vendidos de todos os tempos, com mais de um de seus álbuns. A cantora foi simplesmente um fenômeno e sua história de vida é de sucesso, mas também de tristeza e derrota. A verdade é que com quase 2h30min de projeção, o filme de Houston deixou muito a desejar. E apesar de ser uma boa atriz, Naomi Ackie não tem nada a ver com Whitney, e não conseguiu capturar o espírito e a essência da cantora.

Bob Marley: One Love

O mesmo pode ser dito do filme de Bob Marley. A lenda do reggae merecia muito mais. Seu filme teve um resultado “méh”. Este é aquele tipo de filme chapa branca, que não incomoda demais, e também não tenta fazer nada de diferente. Segue a cartilha das biografias, passando item a item a vida do homenageado. Sem um grande diretor para dar aquele diferencial, e sem grandes nomes na frente das telas, o filme de Bob Marley ficou com cara de Sessão da Tarde. Apesar disso, o longa não foi um fracasso, e conseguiu levar os fãs, arrecadando quase US$200 milhões mundiais. O protagonista Kingsley Ben-Adir também passa longe de incorporar Bob, soando certinho demais, e sequer arriscou cantar, apenas dublando a voz do próprio Marley. O grande destaque aqui fica com a estonteante, carismática e dona de muita presença Lashana Lynch, que vive a esposa do cantor.

Back to Black

Fechando a matéria, temos outra cantora que também merecia muito mais. Quando foi anunciado que a diva meteórica Amy Winehouse iria ganhar uma biografia, todos gritaram “Oscar”. Pudera, Amy foi uma verdadeira sensação, daquelas que em pouco tempo dominam o mundo. Em meados dos anos 2000, Winehouse já era um sucesso absoluto, com seu estilo jazz-rock-pop. Seu vozeirão que remetia as cantoras negras do passado e suas letras dançantes fizeram dela uma estrela internacional. Porém, sua vida errática, vício em álcool e drogas, a transformou em mais um mito que se foi cedo demais. O filme, no entanto, estrelado por Marisa Abela e dirigida por Sam Taylor-Johnson passou em branco, se tornando fracasso de crítica e público.

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