A lendária Meryl Streep surpreendeu o público recentemente ao relembrar os desafios financeiros enfrentados durante a produção do clássico ‘O Diabo Veste Prada’. Conforme à Variety, a atriz revelou que o filme, onde imortalizou a icônica editora Miranda Priestly ao lado de Anne Hathaway, sofreu com um orçamento reduzido na época devido a preconceitos da indústria cinematográfica.
Segundo Streep, o longa foi injustamente rotulado pelos estúdios como um “filme de mulherzinha”, termo pejorativo usado para justificar investimentos limitados em produções centradas no universo feminino.
“Essa classificação não envelheceu bem. Após sucessos estrondosos como Barbie e Mamma Mia!, os estúdios finalmente entenderam que o público anseia por histórias protagonizadas por mulheres”, afirmou a veterana. “Naquela época, tivemos que lutar por cada centavo do orçamento”.
A atriz revelou ainda ter conversado com a diretora Greta Gerwig, observando que, mesmo décadas depois, produções como ‘Barbie’ ainda enfrentam certas resistências comparadas a grandes blockbusters de ação.
Contudo, para a aguardada continuação, o cenário mudou drasticamente: “Desta vez, querido, eles não economizaram!”.
A vencedora de três Oscars também esclareceu um mito persistente sobre a inspiração para sua personagem. Embora o livro de Lauren Weisberger faça referências à editora Anna Wintour, Streep buscou referências em dois gigantes do cinema masculino para construir a autoridade de Miranda: Mike Nichols e Clint Eastwood.
“Se Mike Nichols e Clint Eastwood tivessem um filho, seria Miranda Priestly. Pela autoridade no set. Mike tinha um humor irônico, e Miranda sabe que o que diz pode soar ácido, mas também é engraçado. E a calma vem do Clint, que nunca levantava a voz, ele fazia as pessoas se inclinarem para ouvir o que dizia”, concluiu.

‘O Diabo Veste Prada 2’ tem estreia confirmada para o dia 1º de maio de 2026.
Com um orçamento robusto estimado em US$ 100 milhões e sob a direção de David Frankel, a sequência mergulha nas transformações brutais da mídia contemporânea. O roteiro, que utiliza elementos da obra “A Vingança Veste Prada”, reencontra Andy Sachs (Anne Hathaway) duas décadas após sua saída da revista Runway.
Agora uma jornalista investigativa de renome, Andy vê sua trajetória colidir novamente com a de Miranda, que enfrenta o maior desafio de sua carreira: manter a relevância em um mercado dominado por influenciadores digitais e pela decadência das publicações impressas.
A sequência garante o retorno do quarteto que definiu o sucesso do primeiro filme: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci.



