‘A Teoria da Matrix
 

Muitas pessoas assistiram o primeiro ‘Matrix’ e demoraram algum tempo para entender do que se travava a teoria do filme, e o que era realmente a ‘Matrix’. Eu fui uma delas. Agora muitas pessoas estão sem entender realmente a teoria do segundo filme, a qual eu achei um pouquinho mais complicada, mas vamos tentar explicar à vocês o que nós achamos e a nossa teoria sobre a teoria do filme.

A teoria do primeiro filme:


  • No ano de 2999, aproximadamente, nós humanos, começamos a destruir nosso próprio planeta (ou melhor, terminamos de destruí-lo), na guerra entre os humanos e as máquinas. Nós explodiram bombas nucleares, gerando uma nuvem de poeira para impedir a chegada de raios solares cortando uma fonte de energia renovável, o que levaria a extinção das máquinas (não me pergunte como eles não pensaram em outras energias renováveis independentes do sol como vento ou água). (enviado pelo leitor Carlos Eduardo)
  • Antes de conseguir esta proeza, nós haviamos criado a I.A., ou seja, a Inteligência Artificial. Alguns acham díficil a criação de máquinas que possam pensar e ter reações próprias, mas na realidade não é, e após algumas pesquisas e palestras, nós descobrimos que realmente já existem bonecos que tem a capacidade de tomar decisões próprias, vamos imaginar como conseguiram isto: Todo ser humano pode escolher entre vários caminhos para seguir e tomar um deles, ou nenhum, assim como na cena em que NEO está conversando com o Arquiteto (Criador da Matrix), e nos milhares de monitores demonstram o que ele poderia estar dizendo, e ele acaba escolhendo uma das opções para dizer, sendo que todos os caminhos que ele poderia escolher já estavam escritos, ele que tomou a decisão de seguir pelo caminho que acabou seguindo. Esta é a teoria da I.A., usar o que eles chamam de ‘if’, ‘and if’ e ‘else if’, ou seja, ‘se’, ‘ou se’ e ‘caso contrário se’. Com isso, os programadores conseguem trilhar vários caminhos para o boneco seguir.
  • Com a I.A. e o fim da energia solar, começou uma batalha entre as máquinas e os humanos, e de uma maneira inexplicável (ou talvez explicável, levando em conta que alguns humanos estavam ao lado das máquinas nesta batalha), as máquinas venceram e acabaram nos aprisionando dentro delas, após descobrir que o ser humano produzia uma carga de energia diária gigantesca, e que poderia ser usado como espécie de bateria para que as máquinas pudessem continuar a existir.
  • Foi criada então a ‘Matrix’, uma máquina que simula uma realidade virtual para que os humanos não saibam que estão presos dentro de uma realidade virtual, e que eles fazem sua mente imaginar que está vivendo em um mundo real, enquanto o seu corpo está deitado dentro de uma câmara com um liquido e conectado a vários fios que puxam a sua energia.
  • Os sobreviventes da guerra entre as máquinas e os homens criaram a cidade de ‘Zion’, uma cidade que se encontra no núcleo da terra e é eternamente procurada pelos sentinelas, robôs da ‘Matrix’ que destroem as naves.
  • Neo é, na verdade, a reencarnação do único homem que conseguia enxergar o código da ‘Matrix’ e alterar ele da maneira que quiser, ou seja, dentro da realidade virtual ele pode fazer o que quiser, sem barreiras.

A teoria do Segundo filme:

  • Na verdade a primeira versão da ‘Matrix’ não foi aceita pelos humanos, pois era perfeita demais, sem problemas, guerras, pressa, violência, e foi isso que desencadeou a fúria das máquinas e a guerra entre os humanos e elas. Após vencerem, as máquinas criaram uma ‘Matrix’ mais imperfeita, e aprisionaram os humanos, fazendo-os esquecer de tudo o que aconteceu e voltar ao ano de 1999, onde o mundo ainda era da maneira que ‘vemos’ hoje.
  • A ‘Matrix’ já passou por seis reformulações, assim como programas como o ‘Windows’, em cada reformulação havia um predestinado, como o NEO, que tinha a missão de selecionar apenas 23 humanos que vivem fora da ‘Matrix’, divididos entre homens e mulheres, para que comece tudo de novo, e a ‘Matrix’ é aprimorada e os erros que foram encontrados nesse tempo são concertados, assim como um ‘Update’.
  • Os outros humanos fora da ‘Matrix’ serão mortos, e a cidade de ‘Zion’ será destruída, e a missão dos 23 sobrevivente é reconstruir a cidade e povoá-la novamente, pois se ‘Zion’ continuasse a crescer a ‘Matrix’ estaria ameaçada.
  • O Oráculo é um programa da ‘Matrix’, ou melhor, a mãe da ‘Matrix’, é um programa com vontade própria que tem o dom de encontrar e concertar todos os problemas dentro da ‘Matrix’.
  • Mesmo após a rebelião das máquinas, o segundo filme mostra que os seres humanos ainda tem que usá-las, como é mostrado na cena em que se passa dentro de ‘Zion’, onde uma máquina controla a água e outra cria o ‘Oxigênio’ necessário para a nossa sobrevivência. Nós temos controle sobre as máquinas, mas as mesmas exercem o mesmo controle sobre nós. Se nós as desligarmos, morremos, se elas nos matar-nos, elas param de funcionar por falta de manutenção ou energia.

Durante a conversa de NEO com O ARQUITETO, muitas pessoas não conseguiram entender direito devido a velocidade que as informações e teorias foram passadas (muitos da equipe passaram por isso), se você não conseguiu captar a teoria ou entender direito, segue abaixo o diálogo todo:

O Arquiteto – Olá Neo.

Aproveite para assistir:

Neo – Quem é você?

O Arquiteto – Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, enquanto sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.

Neo – Por que eu estou aqui?

O Arquiteto – Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Enquanto isto continua sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.

Neo – Você não respondeu a minha pergunta.

O Arquiteto – Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.

(É então que aparece nos monitores o que NEO poderia ter dito ou feito: Outros? Que Outros? Quantos? Responda-me!)


O Arquiteto – A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a sexta versão.

(Novamente aparece nos monitores o que NEO poderia ter dito:Cinco versões? Três? Eu tenho sido enganado também. Isso é mentira!)

Neo – Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe nada.

O Arquiteto – Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistemática, criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.


(Demonstra então nos monitores a violência que NEO poderia ter usado: Você não pode me controlar! Dane-se! Vou matar você! Você não pode me obrigar a fazer nada!)

Neo – Escolha. O problema é escolha.

O Arquiteto – A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, era uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha. A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psiquê humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria, sem dúvidas, sua mãe.


Neo – O Oráculo.

O Arquiteto – Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Enquanto essa resposta funcionou, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistemática, que, se não for verificada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, enquanto uma minoria, se não forem verificados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.

Neo – Isto é sobre Zion.

O Arquiteto – Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes exterminados, sua existência inteira erradicada.

Neo – Mentira!


O Arquiteto – A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado excessivamente eficientes nisto.

O Arquiteto – A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclismática queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado à exterminação de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.

Neo – Você não vai deixar isso acontecer, você não pode. Você precisa dos humanos para sobreviver.

O Arquiteto – Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte de cada ser humano neste mundo

(O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.)

O Arquiteto – É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros viveram isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica. Amor.

(Imagens de Trinity lutando contra o Agente e caindo do prédio)

Neo – Trinity.

O Arquiteto – A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.

Neo – Não!

O Arquiteto – O que nos trás, enfim, ao momento da verdade, onde a falha fundamental é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim. Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion. A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a ela, e ao final de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Eu já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar lógica e razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.

(Neo caminha à saida)

O Arquiteto – Esperança, a ilusão humana quintessencial, simultaneamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.

Neo – Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.

O Arquiteto – Isto não acontecerá.

O Que esperar do terceiro filme:

  • Seria Neo apenas uma simulação da ‘Matrix’ para cumprir sua tarefa de retirar 23 pessoas de ‘Zion’ antes que ela seja destruida ou um ser humano real?
  • O oráculo está do nosso lado ou ainda é fiel as máquinas e ao seu criador?
  • O ‘Arquiteto’ era um ser humano ou uma manifestação da ‘Matrix’, como um programa de inteligência própria?
  • ‘Zion’ será destruída?
  • Terá Neo que escolher entre a morte dos humanos que ainda estão presos dentro da ‘Matrix’ ou a morte dos que estão fora dela?
  • Não seria ‘Zion’ uma simulação da própria ‘Matrix’ para abrigar as pessoas que não aceitaram ficar dentro do programa?

Se prepare para a Ação! Abra sua Mente! Estariamos mesmo dentro de uma máquina?

Feito por: Renato Marafon

 

 

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