Os 10 Melhores Filmes de Alfred Hitchcock – 40 Anos Sem o Diretor

MatériasOs 10 Melhores Filmes de Alfred Hitchcock – 40 Anos Sem o Diretor

Considerado o maior diretor de cinema de todos os tempos por grande parte do público, o britânico Alfred Hitchcock é uma verdadeira lenda da sétima arte. Um dos nomes mais notáveis de sua área a ter pisado neste planeta, Hitchcock é também conhecido pela alcunha “o mestre do suspense”. A última quarta-feira, dia 29 de abril, foi uma data especial para os fãs do diretor: há exatos 40 anos estamos órfãos de seu talento. O cineasta faleceu aos 80 anos de idade, em 1980, na data citada.

Dono de um currículo de mais de 70 créditos como diretor, e 5 indicações ao Oscar, Hitchocock ganhou um prêmio honorário da Academia em 1968. Mais importante que isso é o fato do artista ter sido, e seguir desta forma, influente para gerações de jovens cineastas. Sendo assim, é claro que não poderíamos deixar de homenagear um dos grandes nomes de cinema, que está diretamente atrelado à paixão de assistir a um filme.

Aqui, o CinePOP tentará uma matéria audaciosa: ranquear os 10 melhores filmes de Alfred Hitchcock. Para a ingrata tarefa – já que suas obras-primas vivem constantemente mudando posição em nossos gostos – foi feito um apanhado das notas da imprensa especializada e do grande público para tirarmos uma média. Assim, como deve ser, criando uma lista bem eclética com a voz de todos. Sem mais delongas, vamos conhecer os filmes mais amados de Alfred Hitchcock – neste momento.

10 | Festim Diabólico (1948)

Igualmente um favorito pessoal, Rope, como é conhecido em seu título original, é baseado na peça de Patrick Hamilton. E de fato o filme se comporta justamente como uma obra teatral, passado inteiramente num único cenário: o apartamento onde ocorreu um assassinato, e logo em seguida, uma festa de aniversário para o morto.

Na trama, dois playboys sádicos (John Dall e Farley Granger) matam um colega, escondem o corpo, permanecem no local e dão uma festa de aniversário para ele. Tudo pela adrenalina de testar sua capacidade e inteligência, tripudiando dos convidados (familiares e amigos). Os dois não contavam, no entanto, com a perspicácia de um antigo professor, papel de James Stewart – usual colaborador de Hitchcock.

Além de todos os atrativos, o diretor ainda quebra paradigmas técnicos, que continua inspirando realizadores. No filme, Hitchcock cria a sensação de uma narrativa sem cortes, como se o filme fosse mesmo confeccionado como uma peça de teatro – num longo plano-sequência. Os cortes existem, mas são quase imperceptíveis.

09 | A Dama Oculta (1938)

Parte do acervo dos primeiros filmes britânicos do diretor, este é um dos mais celebrados longas desta sua fase. O filme possui elogio de gente tarimbada, como o diretor francês Fançois Truffaut (que o considerava seu filme preferido de Alfred Hitchcock) e do igualmente lendário Orson Welles, que supostamente teria assistido ao longa 11 vezes.

Na trama, baseada na história ‘The Wheel Spins’, de Ethel Lina White, a jovem Iris Henderson (Margaret Lockwood) está em viagem pela Europa, onde conhece a simpática governanta, Senhora Froy (papel da Dama May Whitty). Porém, a mulher desaparece no trem, e ninguém acredita na história de Iris de que ela estava a bordo. Assim, a jovem faz de sua missão descobrir o paradeiro da “dona que desapareceu”, como diz o título original.

Assim como todos os filmes de Hitchcock, A Dama Oculta foi usado como referência em diversas produções cinematográficas. Curiosamente, o diretor disse que a obra foi em partes baseada numa história real, ocorrida em Paris na década de 1880. A lenda diz que um famoso hotel teria “desaparecido” com uma mulher, a quem a filha estava buscando, a fim de ocultar o fato de que ela estava com a peste bubônica – evitando um potencial esvaziamento da cidade e sua falência.

08 | Interlúdio (1946)

Muitos citam as parcerias do mestre do suspense com suas famosas loiras, vide Grace Kelly e Tippi Hedren, mas esquecem que antes disso ele teve uma frutífera colaboração com uma musa morena do cinema: a sueca Ingrid Bergman (Casablanca), vencedora de 3 Oscar. A estreia da dupla foi em Quando Fala o Coração (1945) e terminou em Sob o Signo de Capricórnio (1949). Num total de três filmes juntos, Interlúdio se encaixa no meio.

Adicionado em 2006 ao registro nacional de cinema pela Biblioteca do Congresso Norte Americano, o filme tem como pano de fundo nossa cidade brasileira do Rio de Janeiro. É no local que se encontram simpatizantes nazistas que o governo americano quer prender. Para tal, o agente Devlin (papel de Cary Grant – outro grande colaborador de Hitchcock) alista a ajuda de uma mulher, Alicia (papel de Bergman). Ou devemos dizer, a obriga a espionar os nazistas no Brasil, após a prisão de seu pai – parte do grupo criminoso.

O agente e a mulher se envolvem amorosamente, e o sujeito começa a protestar sobre o uso dela, que começa a correr risco sério, para seus superiores. Interlúdio foi indicado para 2 prêmios no Oscar: melhor roteiro e ator coadjuvante para Claude Rains, que vive o vilão Alexander Sebastian.

07 | A Sombra de uma Dúvida (1943)

Outro grande trabalho influente do diretor, A Sombra de uma Dúvida foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original. Dizemos que um pai nunca deve escolher seu filho favorito, e os filmes de um diretor são como seus filhos. Mas Hitchcock não se importava com isso, e declarou este longa como o seu favorito em seu currículo. Amor compartilhado pela protagonista da obra, a atriz Teresa Wright.

Na história, Wright interpreta uma jovem cansada de sua vida pacata junto à família, os pais e a irmã. Tudo muda quando o cosmopolita sofisticado tio Charlie (Joseph Cotten) chega para passar uma temporada. Seu charme conquista todos e a sobrinha começa a viver a melhor época de sua vida. No entanto, este é um filme de Hitchcock, e logo ela começa a desconfiar do verdadeiro caráter de seu tio, quando pistas começam a somar sobre sua possível identidade secreta como um perigoso assassino. O diretor havia cogitado seu usual colaborador Cary Grant para o papel do tio Charlie.

06 | Pacto Sinistro (1951)

Indicado ao Oscar de fotografia em preto e branco, nem precisa dizer que Pacto Sinistro é outro dos filmes muito homenageados de Alfred Hitchcock. Aqui, dois estranhos se encontram num trem, daí o título original Strangers on a Train, e um deles propõe uma troca macabra. Guy Haines é um famoso tenista com problemas com a esposa, que não quer lhe dar o divórcio apesar das inúmeras traições por parte dela. Bruno Antony, o tal estranho, o reconhece, e faz uma proposta mais que indecente: matar a mulher do famoso, em troca do tenista eliminar seu pai dominador.

Bruno Antony é na realidade um homem desequilibrado, e um dos maiores vilões num filme de Hitchcock. Convincentemente interpretado por Robert Walker, Bruno se tornou um dos grandes personagens no hall do mestre. Infelizmente, Walker viria a tirar a própria vida no mesmo ano do lançamento do filme, por não conseguir superar a separação com a mulher, a atriz Jennifer Jones, agora casada com o mega empresário David O. Selznick. O protagonista Guy é vivido por Farley Granger, de Festim Diabólico, agora fazendo um herói. Pacto Sinistro é baseado no livro da lendária autora Patricia Highsmith.

05 | Um Corpo que Cai (1958)

Considerado por muitos como o melhor filme de Hitchcock, Vertigo, no seu título original, chega em quinto lugar de nossa lista. Agora começamos a adentrar o terreno dos filmes unânimes do diretor, e que fazem parte dos preferidos do grande público no IMDB. Um Corpo que Cai é o filme de número 90 dentre os favoritos de todos os tempos. O filme foi indicado para 2 Oscar: melhor direção de arte e som.

Baseado no livro francês “D’Entre Les Morts”, de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, o filme faz menção a elementos sobrenaturais – como possessão espiritual – em sua história. Curiosamente conhecido como A Mulher que Viveu Duas Vezes em Portugal, que é um grande spoiler em sua trama, Um Corpo que Cai é protagonizado mais uma vez por James Stewart, que interpreta o detetive particular Scottie. Ele é contratado por um antigo colega para seguir sua esposa, quem ele acredita que tenha sido possuída pelo espírito de uma parente falecida.

Após o aparente suicídio da mulher, o detetive se depara com uma sósia dela, a quem ele começa a investigar. Ah sim, um dos fortes temas da obra, como diz seu título original, é o medo de altura, ou vertigem, o que leva o protagonista a abandonar a força policial, num acidente em que quase cai do telhado em uma perseguição. Co-protagonizando ao lado de Stewart, Kim Novak é a musa de Hitchcock que possui a oportunidade de interpretar dois papeis no mesmo filme – ou quase. Em Um Corpo que Cai, o diretor tem a chance de criar novas técnicas de filmagem inovadoras, que dão forte senso de profundidade, além da famosa “viagem psicodélica” do personagem principal.

04 | Psicose (1960)

O que dizer sobre Psicose que já não tenha sido muito dito. Este suspense/terror é o filme mais famoso da carreira do diretor e o que vem imediatamente à cabeça de todos os fãs de cinema. Seja por sua trilha sonora marcante, criada por Bernard Hermann, ou pela icônica cena do chuveiro (muito homenageada, falada e satirizada), Psicose é o filme favorito de muitos amantes do suspense, e pode ser considerada uma das obras definitivas do gênero. O longa é baseado no livro de Robert Block e usou como fonte o psicopata da vida real Ed Gein.

Psicose foi indicado para 4 Oscar: melhor diretor, atriz coadjuvante para Janet Leigh, fotografia em preto e branco e direção de arte. A famosa casa dos Bates é uma das construções mais reconhecíveis da sétima arte e se encontra até hoje no lote da Universal Pictures. A trama todos conhecem, e fala sobre uma mulher roubando uma grande quantia de seu chefe, e se deparando com o Bates Motel numa estrada. Ela se hospeda e no local encontra seu fatídico destino ao cruzar caminho com os donos do estabelecimento, Norman Bates (Anthony Perkins) e sua “mãe”.

Psicose gerou três sequências, uma refilmagem e duas séries de TV, demonstrando a abrangência desta história. Psicose é o filme de número 40 de todos os tempos na preferência do grande público.

03 | Rebecca – A Mulher Inesquecível (1940)

Algumas obras de Alfred Hitchcock já ganharam refilmagens declaradas (além das inúmeras “cópias”, referências e homenagens). Nem todas são ruins, como a que Disque M para Matar (1954) recebeu na forma de Um Crime Perfeito (1998). Outras, no entanto, são dispensáveis, vide o próprio Psicose (1998), de Gus Van Sant. Resta saber em qual categoria recairá o remake de Rebecca, programado para o lançamento neste ano. O filme será protagonizado por Lily James e Armie Hammer, e tem direção de Ben Wheatley (Sightseers, 2012). O remake usará como base o livro de Daphne Du Maurier, assim como o original.

Na trama, Joan Fontaine interpreta uma mulher humilde (papel que será de James) que se apaixona pelo aristocrata Max de Winter – papel de Laurence Olivier, que será vivido por Hammer no remake – e os dois iniciam um relacionamento, logo se casando. Como a Sra. de Winter, a protagonista é levada para sua nova propriedade ao lado do marido. No local, ela começa a reparar a grande sombra que a ex-mulher do sujeito, morta em um acidente de barco no ano anterior, ainda faz em todos, inclusive no próprio, que não a esqueceu.

Rebecca foi indicado para nada menos que 11 Oscar, incluindo diretor, roteiro e atores para Olivier e Fontaine; e levou os de Melhor Filme do ano e fotografia em preto e branco. Apesar de muito antigo, ainda consta como número 227 dentre os 250 preferidos do grande público atual no IMDB.

02 | Intriga Internacional (1959)

Inspiração para thrillers de ação e espionagem, como a franquia 007 no cinema, Intriga Internacional evoca um tema recorrente na filmografia de Alfred Hitchcock: o homem errado no lugar errado. Aqui, Cary Grant recobra novamente a parceria com o mestre, no papel de um bon vivant publicitário de Nova York que tem a vida transformada num verdadeiro inferno após ser confundido como um agente por espiões internacionais. Outro uso recorrente das tramas do diretor era o subtexto da Guerra Fria.

O caminho do sujeito se cruza com uma bela loira femme fatale, como igualmente não poderia deixar de ser, a dúbia Eve Kendall, papel da vencedora do Oscar Eva Marie Saint. Este é o melhor filme do cineasta a abordar tais temas, e o que os resume de forma mais eficiente. O longa é inclusive dono de algumas das cenas mais memoráveis e grandiosas do cinema, como a perseguição do avião no milharal e o clímax no monumento Mount Rushmore.

Intriga Internacional é o filme de número 99 de todos os tempos na preferência do grande público, e recebeu 3 indicações ao Oscar: melhor roteiro original, direção de arte e edição.

E o melhor filme de Alfred Hitchcock é…

01| Janela Indiscreta (1954)

Talvez o segundo filme mais famoso da filmografia de Alfred Hitchcock, atrás somente de Psicose (1960), Janela Indiscreta chega em primeiro lugar da nossa lista. Como dissemos no início, a apuração foi baseada no gosto do grande público somado a avaliação dos críticos. Tenha em mente também, que a cada geração estas avaliações mudam, e certos filmes sobem, enquanto outros descem no gosto geral. Tudo varia de acordo com o período pelo qual nossa sociedade passa nestes momentos.

Atualmente, o paladar geral optou por eleger este suspense, que traz novamente James Stewart como protagonista. Curiosamente, este é o filme que mais tem a ver com o momento pelo qual estamos passando com a crise do coronavírus. Assim como a população mundial, o protagonista L.B. Jeffries (Stewart) passa por uma reclusão social imposta, não devido a um vírus, mas sim a uma perna quebrada num acidente de trabalho – ele é fotógrafo.

Naquela época, no entanto, não existia Instagram, Smartphones ou sequer Internet. Nem ao menos Netflix, canais de streaming ou TV a cabo. Já imaginou ficar em casa assim? Tudo o que resta para este sujeito de espírito aventureiro, que adora sua liberdade, é espionar os vizinhos, já que a janela traseira (daí o título original) de seu apartamento dá de frente para um condomínio, no qual começa a viver o dia a dia de cada morador. Ah sim, as constantes visitas de sua namorada da alta sociedade também ajudam, ainda mais quando ela possui as formas de Grace Kelly – musa definitiva do diretor.

Tudo ia bem e monótono, até que o sujeito começa a suspeitar que um dos vizinhos possivelmente tenha assassinado a própria esposa. E daí começa um eletrizante jogo de mistério, que é um dos grandes filmes de suspense da história do cinema. Janela Indiscreta é o filme de número 52 no IMDB, e foi indicado para 4 Oscar: diretor, roteiro, fotografia e som.

Notícias

10 Séries Recentes que Duraram APENAS 1 Temporada

Na última terça-feira, dia 19 de maio, chegou ao...

Atriz revela planos para trilogia CANCELADA da franquia ‘Jogos Mortais’

Em entrevista ao The Direct, Hannah Emily Anderson ('Terror...

Novo thriller de sobrevivência com Brad Pitt ganha data de estreia no Brasil

A Paramount Pictures finalmente anunciou quando o thriller de...