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Cineasta Hamdan Ballal é LIBERTADO após prisão por soldados israelenses

O cineasta Hamdan Ballal, co-diretor do documentárioNo Other Land, vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2025, foi libertado após ser preso por soldados israelenses.

Segundo a Variety, a informação foi divulgada por Yuval Abraham, que compartilhou nas redes sociais: “Após ser algemado a noite toda e espancado em uma base militar, Hamdan Ballal agora está livre e prestes a voltar para casa com sua família”.

Ballal havia desaparecido após ser atacado por militares. O cineasta vive em Susya, um vilarejo na Cisjordânia, palco de conflitos entre israelenses e palestinos.

Segundo Abraham, Ballal foi “linchado” por colonos israelenses, que o espancaram, causando ferimentos na cabeça e no estômago.

“Um grupo de colonos acabou de linchar Hamdan Ballal, co-diretor do nosso filme ‘No Other Land'”, postou Abraham na segunda-feira. “Eles o espancaram e ele tem ferimentos na cabeça e no estômago, sangrando. Os soldados invadiram a ambulância que ele chamou e o levaram. Nenhum sinal dele desde então”. 

A Associated Press informou que ativistas do Center for Jewish Nonviolence viram Ballal sendo espancado por colonos israelenses no local, descrevendo como: “Um grupo de 10-20 colonos mascarados atacou ele e outros ativistas judeus com pedras e paus, quebraram as janelas dos carros e cortaram os pneus deles”.

O ataque ocorreu em Susya, vilarejo natal de Ballal, testemunhas relataram que a maioria das pessoas mascaradas eram adolescentes com paus e facas. Três palestinos também foram detidos; de acordo com a advogada Leah Zemel, eles foram levados para um centro militar antes do interrogatório. A razão para sua detenção não foi dada.

O ataque ocorreu três semanas após a vitória de ‘No Other Land no Oscar.

‘007’: Produtores de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ e ‘Harry Potter’ vão assumir franquia junto à Amazon

Agora é oficial, os produtores Amy Pascal e David Heyman vão assumir a franquia de James Bond junto à Amazon MGM. A informação foi confirmada pelo The Hollywood Reporter.

A dupla foi escolhida para conduzir o novo filme de Bond, o primeiro a ser produzido por alguém de fora da família Broccoli.

Pascal produzirá o filme pela Pascal Pictures, com Heyman produzindo pela Heyday Films.

A decisão vem logo após a Amazon MGM encerrar o acordo com Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, os produtores cuja família produz os filmes de 007 desde a década de 60.

Amy Pascal é conhecida por ter sido uma das principais produtoras da mais recente trilogia do ‘Homem-Aranha‘ (estrelada por Tom Holland), bem como dos sucessos ‘Rivais‘, ‘Adoráveis Mulheres‘ e ‘A Grande Jogada‘.

David Heyman possui em seu currículo a franquia de ‘Harry Potter‘, ‘Paddington‘ e os indicados ao Oscar ‘Era uma Vez em…Hollywood‘ e ‘História de um Casamento‘ – todos como produtor.

No anúncio oficial, a empresa destacou o histórico de sucesso de Pascal e Heyman em Hollywood. Na ocasião, Courtenay Valenti, chefe de Cinema do Amazon MGM Studios, ponderou sobre o compromisso de honrar o legado de Bond, à medida em que constrói seu novo futuro:

“Estamos abordando cada decisão criativa com James Bond, que Barbara Broccoli e Michael G. Wilson conduziram com tanta maestria, com o maior senso de responsabilidade. Parte de um grupo de elite de produtores que desenvolveram e administraram grandes franquias cinematográficas para o sucesso de bilheteria e aclamação da crítica, Amy Pascal e David Heyman são dois dos produtores de cinema mais talentosos, experientes e respeitados em nossa indústria”.

Por meio de uma declaração conjunta, Pascal e Heyman comemoram o novo acordo firmado:

James Bond é um dos personagens mais icônicos da história do cinema. Estamos honrados em seguir os passos de Barbara Broccoli e Michael Wilson, que fizeram tantos filmes extraordinários, e animados em manter o espírito de Bond muito vivo – enquanto ele embarca em sua próxima aventura”. 

O filme mais recente da saga, ‘007 – Sem Tempo para Morrer‘, marcou a despedida de Daniel Craig do papel titular. Com 83% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa arrecadou US$ 774.1 milhões nas bilheterias mundiais.

Nathan Lane revela que perdeu papel em ‘Space Jam’ por ser “gay demais”

O ator Nathan Lane (‘Modern Family’) revelou recentemente que perdeu um papel no filme Space Jam devido à sua homossexualidade, expressando sua convicção de que a homofobia influenciou as escolhas de elenco em sua carreira.

Conforme à Variety, Lane declarou: “Me disseram que [ser gay] impactou um filme que eu realmente não me importava: ‘Space Jam’. Eu estava disputando o papel que o cara de ‘Seinfeld’ acabou interpretando”, referindo-se ao papel do publicitário Stan, assistente de Michael Jordan.

“Eu estava disputando esse papel. Aparentemente, o diretor me viu apresentando o Tony Awards e achou que isso sugeria que eu era gay demais para fazer o papel. Então, graças a Deus, eu não precisei fazer ‘Space Jam'”, revelou o ator, enfatizando que não tinha interesse no filme.

“Mas eu não sei. Nunca saberei o que as pessoas dizem”, acrescentou Lane. “A homofobia ainda está viva e bem presente. Antes de morrer, seria adorável poder interpretar um papel de apoio interessante e sério em algum filme. Por isso sou muito grato ao Ryan Murphy. Ele me deixou interpretar Dominic Dunne e F. Lee Bailey”, agradeceu, referindo-se aos seus trabalhos em Monstros e American Crime Story.

“Quero dizer, as coisas estão ótimas. Eu não quero que pareça que eu não tenha uma carreira realmente maravilhosa e invejável”, ressaltou Lane.

O ator também relembrou o impacto do filme A Gaiola das Loucas(1996) em sua carreira, expressando frustração com a falta de oportunidades que se seguiram.

“Eu pensei que talvez, por causa do sucesso disso, isso levasse a outros filmes, mas então não levou”, disse Lane. “Realmente não levou. Eu disse ao meu agente: ‘Eu pensei que mais coisas acontecessem depois de ‘A Gaiola das Loucas’.’ Ele disse: ‘Talvez se você não fosse tão aberto sobre seu estilo de vida, isso teria acontecido.’ E era uma velha rainha me dizendo isso. Então eu o deixei. Mike Nichols me mandou para a CAA. Mas não, não havia muitas oportunidades”.

Lane também compartilhou uma história sobre o ator Robin Williams, que o protegeu de ser forçado a se assumir gay durante uma entrevista no programa “Oprah Winfrey Show” na época do lançamento de A Gaiola das Loucas.

“Eu não estava preparado para isso”, disse Lane sobre discutir sua sexualidade publicamente. “E eu certamente não estava pronto para ir de mesa em mesa e contar a todos que eu era gay. Eu só queria falar sobre finalmente [conseguir] um grande papel em um filme, e não queria fazer disso sobre minha sexualidade… Eu não acho que a Oprah estava tentando me forçar a sair do armário, mas eu disse a Robin antes: ‘Eu não estou preparado. Estou com muito medo de ir lá e falar com a Oprah. Não estou preparado para discutir que sou gay na televisão nacional. Eu não estou pronto.’ Ele disse: ‘Ah, tudo bem, não se preocupe — não precisamos falar sobre isso. Não vamos falar sobre isso'”.

Winfrey acabou fazendo perguntas que abriram a possibilidade de Lane se assumir. “Ela foi tipo, ‘Como você é tão bom nesse negócio de coisas femininas? Você tem medo de ser rotulado?'”, relembrou o ator. Então Williams “meio que apareceu e desviou a Oprah, foi para outro assunto e me protegeu porque ele era um santo”.

Lane concluiu descrevendo Williams como “uma alma linda e sensível”.

2ª temporada de ‘Nove Desconhecidos’ ganha previsão de estreia; Confira o elenco completo!

O Hulu finalmente revelou a previsão de lançamento da 2ª temporada de ‘Nove Desconhecidos‘ (Nine Perfect Strangers).

O próximo ciclo está programado para estrear em 2025, durante a primavera norte-americana (período que compreende os meses entre março e abril).

Nicole Kidman (‘O Casal Perfeito’) retornará como Masha Dmitrichenko.

O elenco completo da nova temporada ainda contará com Henry Golding, Lena Olin, Annie Murphy, Christine Baranski, Murray Bartlett, Maisie Richardson-Sellers, Dolly De Leon, Lucas Englander, King Princess, Mark Strong e Aras Aydin.

No segundo ciclo, a trama será ambientada em um retiro de bem-estar transformacional nos Alpes Austríacos. Ao longo de uma semana, Masha ajudará nove estranhos que se encontram à beira do abismo. Ela está disposta a tentar qualquer coisa para curar todos os envolvidos, incluindo ela mesma.

No Brasil, a primeira temporada está disponível no streaming do Prime Video.

A série é baseada no romance homônimo de Liane Moriarty (‘Big Little Lies’)

Frustrados com suas vidas, nove estranhos embarcam em um programa de relaxamento e espiritualidade criado por um SPA de luxo liderado por Marsha (Kidman), mas ao longo dos dias eles percebem que a experiência pode acabar colocando suas vidas e sanidade em perigo.

Trailer LEGENDADO de ‘Premonição 6: Laços de Sangue’; Assista!

Crânio em chamas sobre fundo escuro
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Premonição 6: Laços de Sangue‘ teve seu trailer legendado divulgado.

No próximo capítulo, atormentada por um pesadelo violento e recorrente, a estudante universitária Stefanie volta para casa para rastrear a única pessoa que, talvez, possa ser capaz de quebrar o ciclo fatal anunciado e salvar sua família da morte terrível que inevitavelmente aguarda todos eles.

Assista:

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 15 de maio.

Foi divulgada uma imagem destaca o retorno de Tony Todd (‘A Lenda de Candyman’) como o agente funerário William Bludworth.

Confira a imagem e siga o CinePOP no Youtube:

Zach Lipovsky e Adam B. Stein, de ‘Aberrações‘, são responsáveis pela direção.

Kaitlyn Santa Juana (‘O Jogo da Amizade’), Brec Bassinger (‘Stargirl’) e Teo Briones (‘Chucky’) estrelam. O elenco ainda conta com Richard Harmon (‘The 100’), Anna Lore (‘They/Them – O Acampamento’), Owen Patrick Joyner (‘Julie and the Phantoms’), Max Lloyd-Jones (‘O Livro de Boba Fett’), Rya Kihlstedt (‘Obi-Wan Kenobi’) e Tinpo Lee (‘A Mansão’).

O roteiro é assinado por Lori Evans Taylor (‘O Nascimento do Mal’) e Guy Busick (‘Pânico 6’), com a produção de Jon Watts (‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’).

O primeiro ‘Premonição‘ foi lançado em 2000 e gerou 4 continuações. O ápice da série foi em 2009, com ‘Premonição 4‘, que faturou quase US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais. O quinto, e último filme, foi lançado em 2011 e arrecadou US$ 157 milhões mundialmente.

Combinados, os cinco longas arrecadaram mais de US$ 665 milhões.

Al Pacino exorciza DEMÔNIO no teaser LEGENDADO do terror ‘O Ritual’; Confira!

O terror de possessão demoníaca ‘O Ritual‘, estrelado por Al Pacino e Dan Stevens, ganhou teaser legendado.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 10 de julho, pela Paris Filmes.

Dirigido por David Midell, o longa acompanha dois padres – um deles em crise com sua fé e o outro confrontando um passado turbulento – que precisam superar suas diferenças para realizar um exorcismo arriscado.

Midell também coassina o roteiro ao lado de Enrico Natale.

O elenco ainda conta com Ashley Greene, Abigail Cowen, Patricia Heaton, Ritchie Montgomery, Maria Camila Giraldo e Emily Brinks.

Lisa Jane Smith, autora de “Diários de um Vampiro”, falece aos 66 anos

A autora Lisa Jane Smith, conhecida pela série de livros “Diários de um Vampiro”, faleceu aos 66 anos.

A informação foi confirmada em seu site oficial, que informou que a artista faleceu em 8 de março de 2025, após uma longa batalha contra uma doença não divulgada.

Com mais de 29 livros publicados, Lisa Jane Smith ficou conhecida principalmente pela série “Diários de um Vampiro”, que foi adaptada para uma popular série de televisão, e pela série “O Círculo Secreto”.

Lisa nasceu em Fort Lauderdale, Flórida, no mesmo dia do aniversário de seu pai, Kathryn J. Smith e Glenn C. Smith. Ela cresceu no sul da Califórnia, na pequena cidade de Villa Park.

Ela deixa sua amiga de longa data, Julie Divola, sua irmã mais nova, Judy Clifford, os filhos de JudyLauren Clifford e Brian Clifford, a esposa de BrianTaylor Acampora, e o filho de LaurenWyatt Nicholson.

“Nada realmente morre enquanto não for esquecido” – L.J. Smith.

‘A Odisseia’: John Leguizamo destaca a liberdade criativa de Christopher Nolan

O ator John Leguizamo expressou sua admiração pela autenticidade de ‘A Odisséia’, novo filme de Christopher Nolan, apesar de se tratar de uma produção de grande orçamento.

Em entrevista à Variety, Leguizamo destacou a liberdade criativa de Nolan: “Cara, a questão é a seguinte: ok, ele tem um orçamento maluco, não é pequeno, mas ele faz [o filme] como um filme independente, porque não está fazendo isso por meio de comitês, não está fazendo isso pelo que o estúdio diz. Ele é como um cineasta independente, mas com muito dinheiro”.

Lembrando que o filme segue envolto em mistério, com poucos detalhes revelados até o momento.

“O filme é um épico de ação mítico filmado em todo o mundo usando a novíssima tecnologia de filme IMAX e traz a saga fundamental de Odisseu para as telas de filme IMAX pela primeira vez. A estreia nos cinemas acontece mundialmente em 17 de julho de 2026.”

O elenco conta com nomes como Robert PattinsonJon BernthalJohn LeguizamoElliot PageHimesh PatelBill IrwinSamantha Morton e outros.

A Odisseia‘ continua sendo uma das mais antigas peças literárias lidas pelo público moderno. Ele narra a história do herói grego Odisseu durante sua tumultuada jornada para casa após a Guerra de Troia.

A narrativa foi levada às telonas algumas vezes antes, primeiro com um filme mudo de 1911 de Giuseppe de Liguoro, e depois com ‘Ulisses‘ de 1954, estrelado por Kirk Douglas.

Nolan começou a escrever o filme em março. Donna Langley, presidente da Universal Pictures, é a única pessoa que já leu o roteiro.

‘A Múmia’: Laia Costa entra para o elenco do novo remake da Blumhouse

As filmagens do vindouro remake de ‘A Múmia‘, dirigido por Lee Cronin e co-produzido pela Blumhouse, já começaram e mais um membro de seu elenco foi anunciado.

Conforme revelado pelo The Hollywood Reporter, Laia Costa é a mais nova adição ao elenco principal da nova versão. A atriz espanhola interpretará a esposa do personagem de Reynor, anunciado recentemente.

Nenhum outro detalhe relacionado à personagem foi divulgado.

Cronin compartilhou a primeira imagem dos bastidores das gravações, comemorando o início da produção.

Confira a publicação:

O ator Jack Reynor (‘O Casal Perfeito‘, ‘Midsommar‘) vai estrelar o novo remake de ‘A Múmia‘. A informação foi revelada pelo The Hollywood Reporter.

Segundo a publicação, o vindouro longa está sendo desenvolvido pela New Line Cinema, com produção da Atomic Monster e da Blumhouse.

O cineasta irlandês Lee Cronin, responsável pelo sucesso de terror ‘A Morte do Demônio: A Ascensão‘, assina a direção do longa. Além disso, ele produz o projeto por meio de sua empresa, Doppelgängers.

A Múmia‘ estreia no dia 17 de abril de 2026.

Detalhes da trama permanecem em sigilo, mas segundo o THR, Reynor dará vida a um marido e pai de família que entra em conflito com forças sobrenaturais sinistras.

Em dezembro passado, Cronin conversou com o veículo em questão e comentou que sua versão de ‘A Múmia“será diferente de qualquer filme de A Múmia que você já viu antes. Estou cavando fundo na terra para levantar algo muito antigo e muito assustador”. 

O filme está sendo financiado pela Atomic Monster e Blumhouse.

James Wan, Jason Blum e John Keville são os produtores. Michael Clear, Judson Scott e Macdara Kelleher assinam como produtores executivos. Alayna Glasthal está supervisionando o projeto pela Atomic Monster.

‘Um Filme Minecraft’: Adaptação live-action ganha novas imagens dos bastidores; Confira!

A estreia do live-action ‘Um Filme Minecraft‘ está se aproximando e como parte da campanha de lançamento do longa, a Warner Bros. divulgou uma série de novas imagens dos bastidores.

O material traz o elenco principal em destaque e mostra detalhes do processo de direção de Jared Hess.

Confira:

De acordo com o Deadline, projeções recentes indicam a adaptação live-action deve arrecadar em torno de US$ 60 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

O site afirma que, devido ao enorme sucesso do jogo, o filme deve registrar um bom desempenho nas telonas – independente de sua qualidade ou da recepção dos críticos.

O longa é uma das maiores apostas da Warner Bros para o ano 2025, ao lado de ‘Superman‘ e ‘F1‘.

Na trama, quatro desajustados são transportados, através de um misterioso portal, para Overworld: um bizarro e cúbico país das maravilhas onde impera a imaginação. Para voltar para casa, eles vão ter que saber tudo deste mundo ao embarcar em uma missão mágica na companhia de um experiente construtor imprevisível, Steve. Juntos nessa aventura, o quinteto será desafiado a ousar e se reconectar com as qualidades únicas que os fazem, cada um deles, extraordinariamente criativos… as mesmas habilidades das quais eles precisam para prosperar no mundo real.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 3 de abril.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Dirigido por Jared Hess (‘Gênios do Crime’), o longa é baseado no popular jogo homônimo da Mojang Studios.

O elenco ainda conta com Jennifer Coolidge, Kate McKinnon, Jemaine Clement e Matt Berry.

Chris Bowman e Hubbel Palmer assinam o roteiro.

O jogo se tornou o título mais popular de todos os tempos, tendo vendido mais de 300 milhões de cópias mundialmente, com quase 140 milhões de jogadores ativos neste ano.

Elizabeth Olsen revela se volta como Feiticeira Escarlate em ‘Vingadores: Apocalipse’

Elizabeth Olsen, que interpreta a Feiticeira Escarlate no Universo Cinematográfico Marvel (UCM), descartou um retorno imediato ao papel em ‘Vingadores: Apocalipse’, contrariando teorias de fãs sobre a importância da personagem no próximo filme.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Olsen revelou seus compromissos futuros: “Não, já estou de volta [aos Estados Unidos]. Acabei de terminar [Panic Carefully]. Estou seguindo para filmar um piloto para o FX [chamado Seven Sisters]”.

A resposta da atriz contrasta com as especulações dos fãs, que acreditam que a Feiticeira Escarlate, com seus poderes de manipulação da realidade, desempenharia um papel central na trama do multiverso, iniciada em ‘WandaVision’ e ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’.

Lembrando que a showrunner de ‘Agatha Desde Sempre’, Jac Schaeffer, revelou que foi instruída a usar a palavra “desaparecida” em vez de “morta” ao se referir a Wanda, sugerindo que a Marvel mantém a possibilidade de um retorno futuro da personagem.

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, também alimentou essa esperança, afirmando em novembro de 2024: “Estamos empolgados para descobrir quando e como a Feiticeira Escarlate pode retornar”.

robert downey jr dr destino marvel vingadores
robert downey jr dr destino marvel vingadores

Com poucos detalhes revelados, sabe-se que Robert Downey Jr. irá retornar ao Universo Cinemático Marvel, dessa vez dando vida ao antagonista Victor von Doom/Doutor Destino.

Vale lembrar que recentes rumores apontam que Deadpool, Wolverine, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Thunderbolts, Jovens Vingadores, Doutor Estranho, Clea, Hulk, Mulher-Hulk, Shang-Chi, Pantera Negra (Shuri), Sam Wilson, Capitã Marvel, Monica Rambeau, Cavaleiro da Lua, Demolidor, Gavião Arqueiro, Senhor das Estrelas, Loki, Thor, Visão Branco, Wanda, Agatha Harkness, Homem-Formiga, Máquina de Combate e Pepper Potts devem aparecer em ambos os projetos.

‘Vingadores: Apocalipse’ chega aos cinemas no dia 01 de maio de 2026, enquanto ‘Vingadores: Guerras Secretas’ tem estreia agendada para 07 de maio de 2027.

‘The Dealer’: Jessica Chastain e Adam Driver vão estrelar nova série da Apple TV+

Jessica Chastain e Adam Driver vão estrelar a nova série da Apple TV+, intitulada ‘The Dealer‘. A novidade foi compartilhada pela Variety.

A série é descrita como “uma exploração mordaz de poder, classe, sedução e cultura, ambientada no mundo brilhante do mercado de arte de ponta, contada pelos olhos de uma aspirante à supergalerista, interpretada por Chastain, e seu complicado relacionamento com seu artista mais talentoso e enervante, interpretado por Driver“.

Lucas Hnath assina o roteiro, além de assumir a função de produtor executivo.

Chastain e Driver também serão produtores executivos, com Sam Gold compartilhando a mesma função, além de dirigir a série.

A série é produzida pela Media Res, que também produziu os sucessos ‘The Morning Show‘, ‘Pachinko‘ e ‘Extrapolations‘, todas também da Apple TV+.

Essa é a segunda vez que Driver estrela uma série de TV. Ele fez sua estreia na indústria na aclamada e controversa ‘Girls‘, da HBO, estrelando as seis temporadas.

Driver também construiu uma robusta carreira nos cinemas, estrelando os aclamados e vencedores do Oscar, ‘História de um Casamento‘ e ‘Infiltrado na Klan‘. Ele também é conhecido por seu papel como Kylo Ren na nova trilogia de ‘Star Wars‘ e estrelou outros filmes como ‘Megalópolis‘ e ‘Casa Gucci‘.

Já essa será a segunda série que Chastain estrela em parceria com a Apple. Ela protagoniza ‘The Savant‘, que foi rodada em 2024 e atualmente aguarda uma data de lançamento. Ela também estrelou a aclamada minissérie ‘Cenas de um Casamento‘, da HBO.

Ela conquistou o Oscar de Melhor Atriz por seu trabalho em ‘Os Olhos de Tammy Faye‘, em 2022. Ela foi indicada duas outras vezes — por ‘A Hora Mais Escura‘ e ‘Histórias Cruzadas‘.

‘Demolidor: Renascido’: Novo trailer destaca a violência e sanguinolência da série; Confira!

A série ‘Demolidor: Renascido‘ ganhou um novo trailer que destaca parte da violência e da sanguinolência presente nos novos episódios.

O vídeo promocional ainda evidencia as principais críticas que celebram o retorno do herói às telinhas e que elogiam a qualidade técnica da produção.

Assista:

Primeiras Impressões | ‘Demolidor: Renascido’ traz o melhor da Marvel Studios à tona

Na trama, Matt Murdock, um advogado cego com habilidades aprimoradas, está lutando por justiça por meio de seu movimentado escritório de advocacia, enquanto o ex-chefe da máfia Wilson Fisk vai atrás de seus próprios empreendimentos políticos em Nova York. Quando suas identidades passadas começam a emergir, os dois homens se encontram em rota de colisão inevitável.

A produção conta com o retorno de Charlie Cox no papel do herói titular. Ele já havia sido introduzido ao MCU no filme ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa‘ e na série ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘.

O elenco conta contará com o retorno de Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk), Elden Hanson (Foggy Nelson), Deborah Ann Woll (Karen Page), Jon Bernthal (Justiceiro) e Wilson Bethel (Ben Poindexter/Mercenário).

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

‘Vingadores: Apocalipse’: Will Poulter revela se retornaria como Adam Warlock

Will Poulter, que interpretou Adam Warlock em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’, revelou recentemente seu interesse em reprisar o papel do icônico herói em futuros filmes dos Vingadores.

Em entrevista ao ComicBook, Poulter declarou: “Ah, cara, adoraria. Eu me diverti muito interpretando meu personagem, então, sim, se eles me chamarem, com certeza estarei lá”.

Embora Adam Warlock seja um personagem importante nos quadrinhos, sua presença no Universo Cinematográfico Marvel (UCM) ainda não foi tão explorada.

vingadoresdoomsday

Ben Affleck revela que interpretar o Batman “foi uma experiência realmente excruciante”

Há nove anos, Ben Affleck fazia sua estreia no DCEU no filme ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça‘, longa que dividiu opiniões por trazer o amado justiceiro usando uma arma de fogo pela primeira vez em toda sua história (algo que contradiz a própria essência do personagem nos quadrinhos).

Conquistando 23% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes, a produção dirigida por Zack Snyder ainda dividiu os fãs em relação à escolha de Affleck como uma versão mais velha de Bruce Wayne, decisão que ainda gera debates entre os fãs mais ávidos dos quadrinhos.

E o ator e diretor vencedor do Oscar voltou a falar sobre sua experiência no papel do herói, pela primeira vez em três anos. Em uma entrevista à revista GQ, Affleck comentou que interpretar o Batman nas telonas “foi uma experiência realmente excruciante” e explicou como de fato se sentia nos bastidores das gravações:

“Há uma série de razões pelas quais essa foi uma experiência realmente excruciante. E nem todas têm a ver com a dinâmica simples de, digamos, estar em um filme de super-herói ou algo assim. Não estou interessado em seguir esse gênero em particular novamente, não por causa daquela experiência ruim, mas apenas: perdi o interesse no que era interessante para mim. Mas certamente não gostaria de replicar uma experiência como essa. Muito disso foi desalinhamento de agendas, entendimentos, expectativas. E também, a propósito, eu não estava trazendo nada particularmente maravilhoso para essa equação na época. Eu tive minhas próprias falhas, falhas significativas, naquele processo e naquela época”.

O ator ainda admitiu que cometeu falhas no seu trabalho e que não estava feliz naquele momento. Ele também revelou que não se envolvia muito na produção, se restrigindo ao mínimo, que era fazer seu trabalho e ir embora:

“Quer dizer, minhas falhas como ator, você pode assistir aos vários filmes e julgar. Mas mais das minhas falhas, em termos de por que tive uma experiência ruim, parte disso é que o que eu estava trazendo para o trabalho todos os dias era muita infelicidade. Então eu não estava trazendo muita energia positiva para a equação. Eu não causei problemas, mas eu entrei, fiz meu trabalho e fui para casa. Mas você tem que fazer um pouco melhor do que isso”. 

Vale lembrar que Affleck poderá ser visto em breve nos cinemas, na sequência ‘O Contador 2‘, thriller de ação que estrelada ao lado de  Jon Bernthal (‘Justiceiro’).

Assista o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 24 de abril.

Gavin O’Connor (‘Em Busca da Justiça’) retorna à direção.

Christian Wolff (Affleck) tem um talento para resolver problemas complexos. Quando um velho conhecido é assassinado, deixando para trás uma mensagem enigmática para “encontrar o contador”, Wolff se sente compelido a resolver o caso. Percebendo que medidas mais extremas são necessárias, Wolff recruta seu irmão distante e altamente letal, Brax (Bernthal), para ajudar. Em parceria com a Diretora Adjunta do Tesouro dos EUA, Marybeth Medina (Cynthia Addai-Robinson), eles descobrem uma conspiração mortal, tornando-se alvos de uma rede implacável de assassinos que fará qualquer coisa para manter seus segredos enterrados.

Daniella Pineda, Allison Robertson e J.K. Simmons também estrelam a produção.

Paul Rudd questiona teoria do ‘Homem-Formiga’ contra Thanos

O ator Paul Rudd, que interpreta Scott Lang/Homem-Formiga no Universo Cinematográfico Marvel (UCM), comentou recentemente sobre a popular teoria de que o herói poderia ter derrotado Thanos ao encolher, entrar no corpo do vilão e se expandir, destruindo-o por dentro.

Em entrevista ao ComicBook, Rudd expressou sua dúvida sobre a eficácia da teoria: “Eu sempre me pergunto, será que ele realmente poderia ter parado o Thanos dessa forma? Porque, naquele ponto, ele não tinha a Joia do Espaço ou algo assim?”.

Respondendo à pergunta do ator, em ‘Vingadores: Ultimato’, o vilão não estava com as Joias do Infinito, embora isso não signifique que a teoria deixasse de ser válida.

A teoria, que se popularizou na internet, ganhou força após um episódio da série ‘What If…?’, onde o Homem-Formiga derrota o Hulk de maneira semelhante.

O filme mais recente do herói, ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania’, está disponível no Disney+.

Relembre o trailer:

Depois de inúmeras missões dos Vingadores, batalhas devastadoras e trajes fabulosos, Janet Van Dyne está pronta para começar um novo capítulo em sua lendária carreira de super-heroína! Seu passado surge das sombras para arruinar tudo pelo que ela trabalhou. Janet e Nadia se unem contra uma nova organização perigosa com conexões chocantes com suas histórias. À medida que a ameaça se torna mais urgente, Janet e Nadia enfrentarão um teste tão grande que elas podem se tornar a coisa que eles mais temem.

O longa é novamente dirigido por Peyton Reed, que comandou os dois primeiros filmes do herói.

Paul Rudd, Evangeline Lilly, Bill Murray, Michelle Pfeiffer Michael Douglas completam o elenco.

Confira o divertido teaser de ‘Overcompensating’, nova comédia LGBTQ+ do Prime Video

O Prime Video divulgou o primeiro teaser da série ‘Overcompensating‘, comédia LGBTQ+ criada e estrelada por Benito Skinner.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

A produção será lançada no serviço de streaming no dia 15 de maio.

A trama acompanha Benny, um jogador de futebol americano, em sua luta para aceitar sua sexualidade na faculdade, descobrindo que está compensando demais ao tentar parecer algo que não é.

O elenco ainda conta com Wally Baram, Mary Beth Barone, Adam DiMarco e Rish Shah.

Miley Cyrus divulga trailer promocional de ‘Something Beautiful’, seu nono álbum de estúdio

Através das redes sociais, a icônica estrela pop Miley Cyrus divulgou um trailer promocional de Something Beautiful, seu nono álbum de estúdio.

O compilado de originais, agendado para 30 de maio, virá acompanhado de um filme visual dirigido por Cyrus, Jacob Bixenman Brendan Walter, com fotografia de Benoît Debie.

O álbum conta com treze faixas inéditas e funcionará como uma experiência visual única que inclui nomes importantes do mundo da moda: Thierry MuglerJean Paul GaultierAlexander McQueen e Alaïa.

Confira:

Vale lembrar que o último álbum de estúdio de Cyrus foi o elogiado ‘Endless Summer Vacation’, que lhe rendeu nada menos que duas estatuetas do Grammy Awards pelo single “Flowers” – incluindo Gravação do Ano.

No ano passado, Cyrus integrou o aclamado álbum ‘Cowboy Carter’, de Beyoncé, na faixa “II Most Wanted” – que lhe rendeu mais um gramofone dourado.

Elogiada pela crítica, a faixa pertence ao álbum ‘Endless Summer Vacation’ e rendeu a Cyrus duas estatuetas do Grammy Awards, incluindo Gravação do Ano.

Krysten Ritter expressa otimismo sobre possível retorno como ‘Jessica Jones’

A atriz Krysten Ritter, que interpretou a detetive alcoólatra ‘Jessica Jones’, revelou recentemente seu otimismo sobre a possibilidade de retornar ao papel da heroína, especialmente após o sucesso de Demolidor: Renascido’, que continua a série do Homem Sem Medo da Netflix.

“Escute, eu adoro a Jessica Jones”, declarou Ritter, conforme o ComicBookMovie. “Acho tão empolgante que parece haver tanto desejo de vê-la novamente. Sou perguntada sobre isso quase todos os dias. Permanecemos cautelosamente otimistas”.

A atriz demonstrou entusiasmo com a ideia de reprisar o papel, afirmando: “Se me chamassem, eu estaria lá pronta. Eu posso ou não ter a jaqueta que eu peguei no set”.

Primeiras Impressões | ‘Demolidor: Renascido’ traz o melhor da Marvel Studios à tona

Na trama, Matt Murdock, um advogado cego com habilidades aprimoradas, está lutando por justiça por meio de seu movimentado escritório de advocacia, enquanto o ex-chefe da máfia Wilson Fisk vai atrás de seus próprios empreendimentos políticos em Nova York. Quando suas identidades passadas começam a emergir, os dois homens se encontram em rota de colisão inevitável.

A produção conta com o retorno de Charlie Cox no papel do herói titular. Ele já havia sido introduzido ao MCU no filme ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa‘ e na série ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘.

O elenco conta contará com o retorno de Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk), Elden Hanson (Foggy Nelson), Deborah Ann Woll (Karen Page), Jon Bernthal (Justiceiro) e Wilson Bethel (Ben Poindexter/Mercenário).

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Artigo | A representatividade feminina em Hollywood: o Código Hays e a censura

código hays

Entre os anos de 1930 e 1968, vigorou em Hollywood uma espécie de tabuleta de regras a serem seguidas que censuravam diversas incursões narrativas e imagéticas com o objetivo de restaurar a imagem pública do maior antro artístico do planeta. Tais regras ficaram conhecidas como o Código Hays.

O nome dado às restrições em questão veio como uma espécie de homenagem a Will H. Hays, advogado e político presbiteriano e presidente da Associação de Produtores e Distribuidores de Filmes da América, entre 1922 e 1945, e que listava uma série de proibições a longas-metragens – como nudez, desrespeito à religião e à fé, referências à homossexualidade, referências positivas a atos criminosos e vários outros.

O Código em questão, após o final dos anos 1960, foi obliterado em meio a protestos e a inúmeras questões levantadas, sendo substituído pelo sistema de classificação como o conhecemos hoje. Todavia, foram essas regras que começaram a levantar questionamentos sobre a representatividade da mulher em Hollywood e de que forma personagens femininas estavam submetidas a um controle total de como seriam retratadas.

Porém, antes de partirmos para a análise desse Código, é sempre bom entender o que acontecia antes.

A ERA PRÉ-CÓDIGO

No curto período de tempo entre 1927 e 1934, os filmes hollywoodianos retrataram a vida americana como nunca visto pensado. As mulheres podiam ser indivíduos completos, não apenas virgens divinizadas ou vamps destruidoras; a ação podia ser ambígua, ou seja, não havia padronizações do “bom” e do “ruim”, mas sim um arco de complexidade que permeava ambos extremos. Problemas políticos e sociais eram discutidos; o sexo, a sedução e a luxúria não eram mais considerados tabus 

No meio da pior crise econômica mundial, com mais de 30% da população estadunidense desempregada, as grandes salas de cinema ainda atraíam milhões de espectadores, os quais ficavam fascinados com as imagens das grandes estrelas de Hollywood – como Greta Garbo, Mae West, Norma Shearer, Barbara Stanwyck e Gloria Swanson. Essas atrizes eram reconhecidas pelo seu talento e idolatradas pela sua beleza; sua imagem era sinônimo de glamour, e Hollywood se encarregava do resto para construir, sobre cada uma dessa mulheres, um mito.  

Entretanto, em julho de 1934, o Motion Picture Production Code (Código de Produção Cinematográfica) foi outorgado, levando um dos períodos mais interessantes da história do cinema ao fim. A moral cristã prevaleceu sobre o liberalismo em Hollywood e logo os espectadores esqueceram da era de ouro e das histórias outrora retratadas, e os críticos relevaram a instauração do código supracitado. 

A década de 1920 configurou-se como a era do cinema mudo e do surgimento dos grandes estúdios e primeiros grandes astros: Charlie Chaplin, Mary Pickford, Lilianh Gish, Rudolph Valentino e Douglas Fairbanks. Já nessa época as atrizes eram classificadas em duas categorias: a ingênua ou a vamp. Poucas atrizes conseguiam quebrar o molde pré-estabelecido, já que os produtores não aceitavam outra representação da figura feminina. 

Mary Pickford, assim como outras atrizes da época, integrou-se como parte da categoria “ingênua”. Ela era jovem, bonita e branca e, assim, continuou a interpretar pobres e indefesas adolescentes até os trinta anos de idade em filmes como ‘Pollyana’ (1920) e ‘Little Lord Fauntleroy’ (1921). Porém, essas personagens femininas idealizadas, por assim dizer, não refletiam as mudanças sociais e culturais da sociedade estadunidense da época. 

Os “loucos anos 20” trouxeram uma nova sensação de liberdade para o jovem americano de classe média que estava inserido dentro dos grandes centros urbanos. A expansão do consumo permitiu o desenvolvimento de novas tecnologias, que tinham o objetivo de facilitar todos os aspectos da vida social. A primeira metade do século XX também foi marcada pela “Primeira Onda Feminista” com a conquista do direito do voto em 1919. 

A geração “flapper” – termo usado na época para descrever as mulheres modernas – que surgiu com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) – também marcou o fim da Era Vitoriana e dos ideais religiosos que permeavam a vida social e política. Porém, as únicas mulheres que mostravam autonomia sexual – e social – na tela do cinema eram as personagens denominadas vamps – caracterizadas como predadoras sexuais que seduziam homens e que deixavam um caminho de destruição moral. E devido à sua “habilidade”, o arco narrativo terminava com sua própria morte ou punição severa.  

Esse cenário começou a mudar a partir de 1926, quando uma das atrizes mais populares em Hollywood, Greta Garbo, foi colocada em suspensão por se recusar a interpretar uma vamp – cujo papel já havia feito em filmes como ‘Flesh and the Devil’ (1926) e ‘The Torrent’ (1926). Oito meses depois, o estúdio MGM cedeu às demandas da atriz e, a partir desse momento, nasceu um novo tipo de personagem: a mulher sexualmente livre, complexa, emotiva e real 

Em seis de outubro de 1927, o primeiro filme sonoro é lançado: ‘O Cantor de Jazz’ (1927) – e a primeira frase falada do cinema, na voz de Al Jolson -, “You ain’t heard nothing yet” (Vocês ainda não escutaram nada) -, se tornou um ícone e um presságio para a nova fase e o consequente futuro do cinema americano. E foi no cinema falado que a mulher encontrou sua voz. 

Porém, em outubro de 1929, o entusiasmo econômico e social deu lugar a uma das piores crises econômicas da história, com a quebra da bolsa de valores de Nova York. Nessa mesma época, mais de um terço dos cinemas americanos fecharam as portas; o público semanal passou de um milhão para 60 mil espectadores – e nem a maior indústria americana saiu ilesa do que ficou conhecido como A Grande Depressão. 

Com o começo do cinema falado, cujos filmes eram conhecidos na época como “talkies”, os estúdios tiveram total liberdade de criação, assumindo riscos que custariam anos mais tarde sua censura, com a criação do Código Hays.  Em filmes como ‘Anna Christie’ (1930), o primeiro longa falado de Garbo, encontramos a atriz, conhecida pelos papéis glamorosos de vamps, interpretando uma imigrante recém-chegada em Nova York, depois de trabalhar em um bordel por dois anos. A primeira fala de Garbo releva o tom do filme – levando em consideração que a Lei Seca ainda estava em vigor no Estado americano: “Give me a whiskey. Ginger ale on the side. And don’t be stingy, baby” (me dê um whiskey, acompanhado de um ginger ale. E não seja mesquinho, querido).

‘Anna Christie’ foi um sucesso de crítica e público, tornando Garbo uma estrela do cinema falado e garantindo-a, além disso, uma nomeação para o Oscar de melhor atriz em 1931. 

No mesmo ano, a MGM também lançou o filme que rendeu o Oscar de melhor atriz para Norma Shearer‘A Divorciada’ (1930). Conhecida pelos papeis idealizados no cinema mudo, Shearer deu voz a personagens que desafiavam o status quo, e o mais importante, que não eram punidas ou julgadas por isso. 

Em ‘A Divorciada’, Shearer interpreta uma mulher cujo marido mantém relações fora do casamento. Caso dentro dos padrões cinematográficos de alguns anos antes, a personagem sofreria calada e, no final, o marido, em um ato nobre, voltaria para os braços de sua verdadeira amada. Porém, no longa em questão, Jerry (Shearer) responde à traição do marido com a mesma moeda. Nesse momento, a indústria cinematográfica percebe que o sexo, mesmo em uma situação de crise financeira, ainda era lucrativo. E pela primeira vez, as heroínas da silverscreen refletiam o espírito da jovem americana que rejeitava os tabus da Era Vitoriana e estava disposta a explorar o seu poder sexual. Apesar da preocupação do estúdio, o filme foi um sucesso, estabelecendo o domínio feminino entre os atores mais bem pagos de Hollywood. 

Shearer e Garbo não estavam sozinhas. Barbara Stanwyck, em ‘Serpente de Luxo’ (1933), também trouxe um novo retrato da juventude americana, que buscava independência, ao mesmo tempo que enfrentava as dificuldades da crise econômica. 

O filme, analisado pelo grupo, conta a história de Lily, uma jovem que vive explorada pelo pai, dono de um speakeasy – bares onde as bebidas eram vendidas ilegalmente durante a Lei Seca – e que cuja morte a faz tentar a sorte em Nova York. Baseado na filosofia de Nietzsche, a personagem reprime os seus sentimentos para focar apenas no seu objetivo principal – tornar-se rica. Dessa forma, ela usa os homens, assim como os eles a tinham “usado” durante toda sua vida. É importante ressaltar que o simples fato de usar um filosofo como um traço marcante de Lily demonstra uma construção profunda da personagem, recurso que é negligenciado por consequência do Código.  

O filme está carregado de críticas sociais, revelando de forma bruta a situação do operário americano, que se via desamparado pelo governo durante os primeiros anos da crise. Nessa linha, o filme coloca em discussão a corrupção e o caos social gerado pela pobreza – tópicos que anos mais tarde seriam considerados subversivos. 

Nas primeiras cenas do longa, vemos o pai de Lily negociando com um político que protege o seu estabelecimento ilegal em troca de favores. O público é levado a concluir, pelo quadro seguinte, a verdadeira intenção do homem. Lily é deixada sozinha com o político corrupto e recusa os seus avanços, até que ele se torna violento e, como ponto de virada, ela o ataca com uma garrafa de vidro. A cena se encerra com o homem saindo do bar, ensanguentado. Agora, a mulher não só tinha liberdade e desejos sexuais, mas também o direito de escolher, como bem entender, seu parceiro ou sua parceira.

Lily usa da suposta “fraqueza” masculina para ascender profissionalmente, sem nenhuma vergonha de explorar a sua sexualidade para alcançar os seus objetivos pessoais. Essa também era uma característica muito explorada durante esse período do cinema americano, além de outros aspectos de natureza dúbia, principalmente em relação ao caráter das personagens – resultando, assim, em criações tridimensionais. 

Ainda em 1929, Shearer causou um choque na estreia do filme ‘The Trial of Mary Dugan’. Aqui, a atriz interpreta uma dançarina da Broadway, cortejada por vários homens, acusada de homicídio. Mesmo assim, o filme espera que o público se identifique com a personagem, usando de recursos básicos da narrativa para que todos possam torcer pela vida de Mary (Shearer). Assim como outros filmes dessa era, ‘The Trial of Mary Dugan’ ousou desafiar a cultura americana, principalmente em relação ao papel social dos gêneros. Ao invés de refletir a moral pregada pela sociedade, esses filmes incitavam o público a repensar os valores sociais e políticos – e a moral pré-direcionada do que era considerado “bom” ou “ruim”. 

Segundo o livro Complicated Women: Sex and Power in Pre-Code Hollywood (2001), antes do Código, as mulheres tinham amantes, filhos antes do casamento, abandonavam os maridos infiéis, exploravam sua sexualidade e mantinham posições profissionais sem se desculparem pela sua independência, ou seja, agiam de um jeito que, segundo o imaginário coletivo de atualmente, só seria possível depois dos anos de 1960. 

A ERA DO CÓDIGO

O cinema foi concebido, inicialmente, como um lugar escuro, onde a espionagem para com o outro era permitida e a pulsão do olhar encontrava um terreno propicio para manifestação. O “pecado” do voyeurismo está na base do próprio dispositivo técnico do cinema – máquinas, o “ver” através dos buracos da fechadura, ou seja, lugares onde se pode ver sem ser visto. Dessa forma, até hoje, o prazer do filme não pode ser dissociado do olhar como objeto de desejo.  

Os filmes que antecederem o Código tendiam a explorar justamente o prazer do olhar e usavam o corpo feminino como a forma mais óbvia e apelativa em uma sociedade ocidental em crise, regrada, de certa forma, pela ideologia cristã e pelas regras do patriarcado. A objetificação da mulher é, também, uma consequência de uma indústria formada em sua grande maioria por homens, em todos os níveis de produção e direção. Ou seja, os valores e atitudes reafirmados nos produtos da indústria cultual são dessa classe dominante, dona dos meios de comunicação. 

Em filmes como ‘Cavadoras de Ouro’ (1933), um musical pré-código dirigido por Mervyn LeRoy e pelo renomado coreógrafo Busby Berkeley, a mulher, apesar de assumir o papel de protagonista no longa, ainda é colocada, muitas vezes, literalmente, como um objeto de cena. Como na primeira sequência do musical, onde todas as mulheres enquadradas nos primeiros minutos aparecem vestidas como moedas, por vezes a fantasia esconde o rosto das dançarinas, que cantam a música “We’re in the Money”. A perda da individualidade e humanidade das showgirls recai, também, sobre a falta de diversidade entre as dançarinas, pois todas as mulheres em cena são fisicamente similares, ao mesmo tempo em que sua identidade está sendo consumida pela grandiosidade do cenário e do espetáculo.

Segundo o linguista e filósofo Ferdinand de Saussere, o processo de criação de sentido não é neutro. Dessa forma, se levarmos o contexto econômico em consideração, o corpo feminino é relacionado diretamente ao “objeto” de desejo mais relevante durante os anos da recessão americana, o dinheiro. O próprio diretor, conhecido por projetar as mais belas coreografias do cinema, descrevia “suas garotas” (as dançarinas) como “perolas idênticas em um fio de nylon”.  A mulher, passiva e objetificada, funciona como um objeto de fetiche, enquanto o homem assume o seu papel de voyeur.   

Moralistas cristãos, especialmente católicos, sempre tiveram uma posição muito clara em relação a “indecência” em Hollywood. Em 1922, os estúdios se uniram para criar o MPPDA (Motion Picture Producers and Distributors of America) e indicar Hays para ser o presidente dessa organização, com o objetivo de limpar a indústria cinematográfica de todos os males. 

Com a popularização do cinema americano, Hollywood, se tornou a terra do pecado e do sucesso, atraindo artistas, investidores e, principalmente, escândalos. Preocupados com possíveis intervenções do Estado, os estúdios se uniram, novamente, em 1930, para criar o Motion Picture Production Code. O objetivo inicial, desse código, era evitar a censura, criando um guia para auxiliar os estúdios durante a produção audiovisual. 

Porém, em 1934, Joseph Breen, um católico fervoroso, assumiu a presidência do MPPDA, e, no dia 1° de julho de 1934, instituiu o Código Hays. A partir de então, as peças audiovisuais só poderiam ser exibidas nas telas de cinemas americanas, ou até mesmo entrar em produção, depois de receberem o selo de aprovação do Código.  

O Motion Picture Production Code durou mais de 34 anos, até 1968, construindo, dessa forma, no imaginário coletivo, uma américa idealizada, a terra da liberdade, com príncipes de terno e gravata e princesas virginais. Esses filmes calcaram, durante anos, barreiras de gênero e raça, que ainda são visíveis na produção cinematográfica atual, e fizeram parte do consumo cultural, que formou os inúmeros profissionais, que hoje, atuam em importantes cargos da indústria do cinema em todo o mundo.

Sob as limitações do Código, a sétima arte entrava em um novo período. Os filmes não só estavam proibidos de exibir nudez ou qualquer linguagem obscena, a partir de agora, os estúdios deveriam seguir uma extensa lista de do’s and don’ts/be careful (faça e não faça/tenha cuidado). Dessa forma, mais uma vez, a mulher seria submetida a posições secundarias; o sexo antes do casamento, o adultério e o divórcio estão proibidos – e caso a personagem cometa qualquer um desses “pecados”, mesmo em nome do enredo, ela deve sofrer as consequências do seu ato.

NÃO FAÇA 

TENHA CUIDADO 

Escravidão branca  Violências, roubos e furtos 
Miscigenação (relações afetivas ou sexuais entre negros e brancos)  Simpatia com criminosos 
Nudez  Pessoas e instituições públicas 
Ofender, ridicularizar ou profanar crenças religiosas (mais especificamente as católicas, cristãs e protestantes)  Homem e mulher deitados na mesma cama e cenas de beijos excessivos 
Gestos e posturas vulgares  Estupro 
Tornar vícios atraentes (jogos de azar, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas)  Crueldade com crianças e animais 
Referências a perversões sexuais e doenças sexualmente transmissíveis  Sedução deliberada 

 

Essa lista, apesar de diminuir o papel da mulher como objeto sexual, diminuía sua representação em geral, tornando-as, em todos os filmes, personagens rasas resumidas a “boas” ou “más”. 

Antes da instalação das regras, as mulheres podiam enganar os homens, os fazer de bobos, roubar, matar, trair e isso não significava que estas iriam se dar mal no fim, o que contrasta com os filmes feitos durante o código, onde as personagens “impuras” deveriam morrer, serem presas, ou algo do gênero. 

Os atores e principalmente as atrizes que alcançaram o sucesso durante os anos pré-Código, interpretando personagens complexos e misteriosos, de repente estavam enfrentando dificuldades com péssimos roteiros e com personagens fracos. Algumas estrelas de Hollywood conseguiram sobreviver a transição: Shearer e Stanwyck, por exemplo, mantiveram sua popularidade. Porém, algumas lendas do cinema americano, como Garbo, Marlene Dietrich e Mae West, começaram a perder público poucos anos após a aprovação do Código. Indefesa e frágil, a mulher do cinema, já não representava a mulher atuante na sociedade, que enfrentou os anos difíceis da Depressão e estavam prestes a encarrar a Segunda Guerra Mundial. 

Mick LaSalle escreveu em ‘Complicated Women’ que o Código “[…] foi designado para colocar o gênio de volta na garrafa – e a mulher de volta na cozinha”. O papel da mulher, mais uma vez, estará restrito aos moldes do cinema mudo – a ingênua ou a vamp (que agora será chamada de femme fatale, reforçando o seu papel de vilã) voltam as telas de cinema do mundo todo. 

Em 1939, Dietrich, famosa pelos seus grandes papeis durante o cinema pré-Código, volta as telas depois de dois anos sem atuar, com o aclamado western, ‘Destry Rides Again’ (1939). O filme conta a história do jovem xerife Destry Jr. (James Stewart), que chega na pequena cidade de Bottleneck para acabar com o crime organizado. Dietrich interpreta Frenchy, uma cantora e dançarina do bar local, namorada e cúmplice do chefe da organização criminosa.  

Frenchy, a nova femme fatale do cinema americano, é uma personagem provocativa – suas roupas são curtas e a maquiagem é carregada – uma perfeita atriz de cabaré, a personagem canta músicas provocativas e recebe atenção de todos os homens da cidade. Porém, qualquer semelhança com as mulheres independes do cinema que antecedeu o Código, acaba por aqui. Frenchy se apaixona por Destry, que não se entrega ao “pecado da carne” e, no final da trama, a dançarina morre em seus braços depois da batalha final entre o bem e o mal – com a vitória do jovem xerife, que se torna o herói da cidade. 

A cena final do filme ilustra o significado do Código para o papel feminino. Frenchy, para os padrões do Código Hays, é uma mulher “má”, pois a personagem não é casada, mantém um relacionamento com um bandido e vive em um ambiente hostil. De acordo com a censura, sua única saída é sofrer “a punição”, que nesse caso vem com a sua morte, no último ato do longa.